terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Metamorfose ambulante


Há uns bons 5 anos, eu comentava com minha amiga Sílvia que eu sentia, naquela época, que a minha vida estava no limite entre duas temperaturas de um termostato. Sabe quando vc está na função "aquecer" do forninho quase a ponto de passar para a função "assar/tostar"? E foi o que, de fato, aconteceu: pouco tempo depois dessa sensação chegar e me trazer a certeza de um fim para outro começo, eu girei no termostato. Minha vida mudou, não por fora, por dentro. A mudança de fora foi só consequência.

Claro que essa mudança não foi repentina, nenhuma é. A mudança é nutrida, todos os dias um pouco, até que a vida se desdobra, abre quase como uma flor mesmo. Foi o processo que transformou, apesar da gente sempre se assustar como se fosse tudo inesperado.

Eu estou com essa sensação de novo. Estou ali, tremendo entre o aquecer e o assar/tostar. Não sei o que é, nem como será, mas, com certeza andei plantando um tanto que lateja para existir de fato. Engraçado que ontem comentei que preciso fazer um "furinho", que, traduzindo, é encontrar o caminho para trocar a latência para a potência. Junto a isso, preciso aliviar meu coração de um monte de coisa que não preciso. A gente não precisa de um mundo de tranqueiras que carrega, né? Já pensou que delícia ter um memória péssima para mágoas e ressentimentos e um coração quente de coisas boas e felizes? Mundo perfeito.

Todos os dias eu oro, tentando encontrar em mim toda a coragem e sabedoria de que todos nós somos capazes, para limpar minha mente e meu coração. Eu entendi que o termostato só gira para aquela outra fase quando o coração entra na função auto-limpante. Coração um tiquinho mais livre é vida trocando de nível e, claro, vivendo outra realidade.

Hoje é minha oportunidade de concatenar sobre tudo isso, mesmo já tendo percebido o movimento há semanas. Agora, eu quero observar um pouco mais e começar a aceitar aquilo de novo e bom que 2010 me prometeu ainda em 2009. O ano novo começou.

Um beijo :)


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