sábado, 23 de janeiro de 2010

Corpo nosso de cada dia


Estou cá criando coragem para sair, enquanto assisto Three Rivers. O seriado é ótimo por diversos motivos, mas o engraçado é que cenas médicas nunca foram meu forte, nem quando o bonitão Clooney iluminava E.R. O fato é que, além das histórias e fundo de cena serem muito bons, ouvir palavras como "afastador", "contraste" e "serra cirúrgica" me lembrou que eu conheço um tantinho desse mundo e que muita coisa que se aplica à cura do nosso corpo também se aplica à cura da nossa alma. Acredito que o corpo só padece daquilo que a gente não resolve ou não entende, não aceita ou nutre mágoa. Certas doenças são razoavelmente fáceis de serem identificadas com a causa. Outras, nem é bom pensar. Não é pra toda verdade que a gente tá preparado, né?

De toda forma, li e guardo dois livros muito bons sobre a relação mente/corpo: A doença como caminho e Porque adoecemos (esse traz explicações doença por doença). Tem um outro muito bom também, que explica o quanto o intestino é responsável pelo nosso bem estar e bom humor: O segundo cérebro. Só pra se ter uma idéia, o transtorno do pânico (a tal síndrome do pânico) parece estar relacionado "às alterações nos neurotransmissores e parece ocorrer na ausência relativa da transmissão serotoninérgica; a serotonina é um neurotransmissor obtido a partir da descarboxilação do aminoácido essencial triptofano. Existem, tanto em humanos como em animais, evidências de que a produção de serotonina cerebral possa ser modulada dieteticamente através da oferta de macronutrientes, principalmente a ingestão de carboidratos, proteínas e aminoácidos isolados (triptofano), mas vale ressaltar que o intestino é o principal responsável pela síntese deste neurotransmissor" (http://www.samaritano.org.br).

Pois é, se a gente escolhe um alimento muitas vezes pensando só em saciar a fome, com pressa e sem muito critério de qualidade, o corpo padece. Mas, a pergunta que me faço é: por que a gente não se cuida? Que displicência é essa consigo mesmo? Não é isso um sinal de insatisfação com a vida que se tem? Uma espécie de suicídio lento? E o cigarro, então? Uma pessoa próxima tem menos de 25% do pulmão e um tanque de oxigênio em casa, olha só.

Bom, se está difícil mudar o emocional da vida, o caminho inverso certamente ajuda: comer direito e fazer atividade física (mesmo sem vontade) sem dúvida trarão benefícios ao nosso corpo e, por consequência, trarão benefícios ao nosso bem estar. Um primeiro passo é sempre necessário, e, pra cair ainda mais no clichê, sem ele é impossível ;)

Beijo, bom final de semana.


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