quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Menos a cada dia


Regras são importantes para a convivência social, pessoal, familiar. Isso é inquestionável. Se todo mundo fizer só aquilo que lhe convém (como acontece com o homem e o uso dos recursos naturais), o caos se instaura (basta dar uma espiada de leve nos avisos que o planeta vem dando consistentemente).

Gosto particularmente das regras tranquilas a que nos colocamos: elas são fruto do conhecimento sobre nós mesmos, dos nossos limites, dos nossos objetivos. Aqui, regra pode ser chamada de disciplina, consciência do que é bom para si e para o outro com quem se convive.

Mas, existe uma porção de regras que me incomodam e das quais gostaria de me libertar (e trabalho para): são as regras nascidas do medo do julgamento, de uma vergonha que a gente cria, de um limite convencionado pelo olhar alheio. A gente não gosta de ser tachado de brega, nem de tolo, ingênuo ou todas as outras coisas que se diz de alguém que vai lá e se expõe.

Um amigo perguntou no Facebook se ele estava louco ou se, de fato, as mídias sociais se tornaram em ferramenta de marketing. Eu pensei comigo: a gente faz marketing quando escolhe um batom e uma camisa, que dirá quando se coloca num twitter da vida!

Entretanto, devo tirar o chapéu para toda essa interatividade. É impossível não apresentar quem se é de fato e isso tem me ajudado um bocado. Meu Face, por exemplo, é transparente. Meus blogs, então, nem se fala. Com eles, pelo fato de me por a pensar antes de escrever, tenho conseguido ser mais clara, e tenho quebrado muito lentamente alguns paradigmas que aceitei um dia.

Às vezes, a gente quer muito uma coisa, mas já vai pensando: iiihhh... vão pensar isso, vão dizer aquilo, já aconteceu tal coisa, como vou fazer agora sem sofrer recriminações...? Pois é, tudo bobagem. BOBAGEM! E, por causa de tanta bobagem, a gente deixa de viver feliz. De viver mais leve. De acreditar. De se entregar. Ah... meu maior desejo para os próximos meses é me libertar de tanta coisa! Tanta bobagem!

Quero ser feliz. Mesmo. E sei que pra isso eu preciso de mente aberta, olhos atentos e coração leve. Coragem? Sim, mas quando a gente tem vontade, vontade da boa, a coragem nasce. Nasce! E aí... quebrar as regras (aquelas) é coisa que acontece sem a gente sentir. E propaga, sem perceber.

Beijo


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