segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Carta para uma filha


Poucos homens são capazes de tamanha demonstração de amor. Eu tive sorte de casar com um deles e tê-lo escolhido para ser pai da minha filha. Com muito amor e muita gratidão, nós ganhamos da vida essa princezinha. Texto original no blog do meu marido, amor, amigo, companheiro de todas as horas: http://bit.ly/1kP2Ntt

Carta para uma filha

Mariana, minha filha,

Nada neste universo jamais será capaz de superar a maravilha que é ver a vida se manifestar, em qualquer de suas formas. independente do tempo, do lugar ou das circunstâncias onde ela venha a florescer.

Acreditar no poder transformador que toda nova vida tem é essencial à própria natureza humana, às suas esperanças, aos seus sonhos. E isso se torna algo muito mais forte quando esta nova vida se manifesta na forma da sua própria filha.

É por isso, Mariana, que ter recebido você na minha vida e na vida da Acácia é um presente que palavras não são capazes de descrever. Jamais conseguiremos expressar a felicidade de ter você conosco, e poder ficar admirando o seu jeitinho doce e cuidar de você é um prazer do tamanho do mundo.

Aliás, você é o grande resultado do enorme amor entre eu e sua mãe, e por isso também você é a razão da nossa alegria. Não mediremos esforços para que você possa se tornar um grande valor para o mundo, para que você seja também imensamente feliz, e para que tenhamos, nós três, histórias eternamente maravilhosas.

E não importa se alguém disser que os tempos são difíceis, que o lugar é uma incerteza, ou que as circunstâncias são desafiadoras, ainda assim a beleza da vida irá, sempre, sobrepujar a tudo com sua grandiosidade e seu esplendor, e você é a protagonista desta história, nas vidas minhas e da sua mãe.

Enfim, neste que é o décimo dia de sua vida, queria apenas lhe dizer obrigado por existir nas nossas vidas. Te amamos muito.

Pois que venha essa maravilhosa estrada chamada familia. E que bom que estamos apenas começando… :-)

Beijos,

Papai

sexta-feira, 2 de maio de 2014

É muito blá blá blá



Às vezes, eu abro o Facebook pela manhã e já me dá um cansaço. É muita opinião formada sobre tudo, quase sempre sem aprofundamento e sem prática: muita gente escreve a frase bonita que copiou de algum lugar, mas sequer refletiu sobre ela e, se refletiu, sequer pensa em praticá-la na própria vida (muitas vezes, ela acha que a frase é perfeita para o OUTRO!).

Recentemente, uma dessas frases foi a do Gabriel Garcia Marques, grande escritor, quem sou eu para constestar a genialidade dele. A frase é boa, e jamais saberemos o que, de fato, ele quis dizer (e nem precisamos porque a interpretação é de quem lê e ponto). Mas é aí que mora o perigo... ler "A vida não é o que a gente viveu, e sim a que a gente recorda, e como recorda para contá-la" pode ser um bálsamo de ilusão para quem adora uma zona de acomodação.

Tem gente que adora escrever que "o silêncio é a melhor resposta", como se isso fosse resolver alguma situação. Não resolve. Mesmo. O que resolve é o diálogo, é o SIM claro, o NÃO claro, tudo muito bem definido. O silêncio só serve se a gente quiser parecer ignorar ou, quem sabe, desrespeitar alguém. O silêncio não faz mais nada além disso.

E as mensagens cheios de machismo e feminismo? Quanto gente se entregando, não é mesmo? Outro dia, um conhecido escreveu que "quem gosta de homem é gay. Mulher gosta é de dinheiro". E o sujeito é casado! Quanta grosseria com a esposa e quão baixa é a autoestima dessa criatura... Já algumas mulheres adoram postar indiretas sobre o comportamento masculino, como se o fato de um homem não querer namorá-las, como elas idealizam ser namoradas, os tornassem frios, aproveitadores e que, por não quererem nada com elas, eles irão morrer gordos, solitários e falidos! Algumas frases como "quem constrói um grande homem é uma mulher" finalizam esse pensamento imaturo e, sorry, arrogante.

Fora isso, tem aquele monte de frase reclamando da coitada da segunda-feira e idolatrando a sexta. Fico me perguntando se essas pessoas tem vida entre a segunda e a quinta, se sorriem, se amam, se... sei lá, qualquer coisa! Ser feliz somente 2 dias na semana, e porque não vai trabalhar, é desperdiçar 260 dias do ano! Acho triste alguém que não enxerga valor no seu trabalho. Acho triste alguém imaginar que seria feliz só se não precisasse trabalhar. Penso ser muito inútil uma vida sem trabalho, sem produção, sem cooperação. O trabalho é responsável pelo nosso sustento; sendo assim, acredito eu, alguém que deseje não trabalhar quer muito ser sustentado por alguém... nem que esse "alguém" seja o governo!

Eu passaria dias contando frases que me enchem de cansaço. Nada contra o Facebook, eu adoro, by the way. O problema, como sempre neste mundo, são as pessoas e seus blá blá blás de conteúdo repetitivo e preguiçoso. Tá na hora de falar (ou escrever) somente depois de pensar e colocar em prática. Aí, sim, com a prática, até o discurso vai mudar.


quinta-feira, 27 de março de 2014

O lugar do passado



Não me lembro bem se foi na Forbes ou na Exame que li uma matéria falando sobre "ano sabático". A matéria contava casos de pessoas, de diversas idades que decidiram mudar a vida e, por não saber direito o que fazer, decidiram sair por aí pra ver no que ia dar.

Pelo que me recordo, todas as histórias tiveram como trampolim a vida profissional, o que faz sentido, já que estamos falando de revistas voltadas a empresários. Mas fiquei eu pensando que muita gente acaba tirando um ano sabático por questões pessoais, mesmo sem ter isso bem definido, sem que isso seja um objetivo, apenas desliga o botão daquilo que fazia antes e vai fazer sei lá o que.

Me lembrei que eu própria tirei um período sabático após uma forte decisão na minha vida pessoal. Não foi um ano, foram três, com respingos no quarto e último ano. Eu iniciei, objetivamente, o ano de 2005 com a intenção de espairecer, fazer algo completamente diferente na vida, entrar num ambiente novo, me "distrair" enquanto esperava meu olhar e meu coração encontrarem um novo caminho, ou o "meu" caminho, talvez esquecido por tantas passagens complicadas.

O fato é que foi exatamente isso o que aconteceu. Fiz novos roteiros, conheci muita gente boa (sempre tive sorte com amigos), ri muito, aprendi horrores. Me larguei em alguns sentimentos, deixei fluir para conhecer o que é que eu queria e não queria para o meu futuro próximo. Funcionou! Foi maravilhoso, apesar de algumas dores. Mas não era ali que eu queria estar a vida toda. Era só por aquele tempo. E o tempo passou e eu reencontrei minha verdadeira vocação, chamado, missão, seja lá o nome que cada um dá para isso.

Hoje, olhando para trás, percebo o quão importante foi aquele período pra mim. Foi uma fase de reorganização de coisas que, talvez, nunca tivessem sido organizadas na minha vida antes. Coloquei mente e coração no lugar, no meu lugar, não em qualquer lugar ou no lugar de alguém ou algo. No meu lugar.

E, aí, o resultado foi e tem sido belíssimo. Sou feliz, completa, cheia de esperanças e perspectivas. Todos os dias eu acordo e agradeço por mais um dia viva. Agradeço a saúde perfeita. Agradeço as famílias, a ascendente e a descendente que estou construindo com meu marido e minha pequena Mariana, que vai nascer em alguns meses.

Depois disso, é lutar porque a vida é isso: luta. Todos os dias uma luta. Todos os dias uma vitória sobre diversos desafios enfrentados. Todos os dias um pouco de medo para lembrar que sou falível e é preciso cuidar. Todos os dias a sensação de "não sei direito o que é a vida, mas sei que posso lidar com ela e fazê-la maravilhosa". Todos os dias o amor, a gratidão e a certeza de que o passado está lá atrás por um único motivo: não servia para o meu presente e nem para o meu futuro.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Porque eu sou apaixonada pelo trabalho :-)


Eu amo o que eu faço. E para deixar isso muito claro, nós contamos um pouco sobre as 3 paixões da YellowA: a comunicação, a qualidade das relações e a gratidão neste vídeo de 3 minutos.
Convido vocês a compartilhar o nosso vídeo institucional 2014, que acabou de entrar no nosso canal do YouTube!

Beijos, obrigada!

YellowA 2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Com o futuro no olhar


Uma homenagem feminina ao tempo, que faz a vida maior


Há algumas semanas soube que estou grávida, provavelmente de uma menina. O que pode parecer muito comum para a maioria das mulheres, pois é um sonho e um desejo para quase todas, para mim foi, e tem sido, uma grande descoberta, uma vida, de fato, nova, que antes eu nunca havia imaginado para mim.

A gravidez é o símbolo maior de feminilidade, muito embora  eu sempre tenha acreditado que nem toda mãe é, por natureza, uma mulher plenamente realizada somente porque pariu outro ser. Na minha opinião, a maioria das mulheres tem filhos sem ao menos pensar direito no que é isso, apesar do discurso fácil ser o mesmo: "é a melhor coisa do mundo".

Foi em abril de 2013, mês do meu aniversário, que me perguntei o que eu e o meu marido faríamos com todas as experiências que tivemos e temos, com todos os valores que construímos, com as descobertas sobre a vida que conquistamos a cada segundo, a cada dia. Para quem contaríamos nossas histórias? A quem ensinaríamos que a vida não é exata e que as pessoas são diferentes, porém iguais em essência? E as nossas tantas viagens, para quem mostraríamos tantas fotos e tantas curiosidades? E o nosso trabalho, diário e arduamente construído, com persistência e paixão, para quem deixaríamos os frutos?

Começou assim a viagem para o meu coração de mãe, antes tão adormecido por questões práticas e um tanto preguiçosas. Filhos dão trabalho, filhos são caros, filhos são difíceis de educar, filhos são ingratos. O mundo está complicado para por filho no mundo, a sociedade está perdida. Todas essas razões, vamos combinar, são muito razoáveis!

Lembro que, num certo dia de junho do ano passado, uma amiga que tentava engravidar há muito tempo me disse: "tenho absoluta certeza de que eu seria uma pessoa muito melhor se eu fosse mãe". Aquilo bateu fundo no meu coração porque eu sempre quis retribuir a sorte que tive na vida sendo um ser humano melhor. E a sementinha da maternidade começou a crescer com um pouco mais de certeza e sem tanto medo assim a partir daquele almoço no maior estilo "Sex and the city".

Enfim, em dezembro descobrimos que estávamos grávidos! E um turbilhão de novidades começou a acontecer, no meu corpo, no meu coração, no meu olhar que ganhava futuro. Não existe uma única palavra para descrever o que é "fabricar" um serzinho a partir de uma sementinha. Não é possível descrever como é saber que estou construindo cérebro, pulmões, coração, rins. E que, em breve, muito em breve, eu e meu marido, o homem que escolhi para ser meu companheiro eterno, estaremos construindo um caráter, uma pessoa, um cidadão.

É preciso ser mulher, é preciso viver essa experiência para entender o que é a verdadeira natureza acontecendo. Não sou apenas eu, meus pensamentos e meus sentimentos. Há uma natureza soberana agindo, incontrolável e indomável. Sobre ela não tenho rédeas e isso, que poderia ser assustador, tem sido, para mim, libertador. Finalmente, estou à mercê da vida!

Como já dizia Oliver Wendell Homes, "a verdadeira religião do mundo vem das mulheres, das mães acima de tudo, que carregam a chave de nossas almas em seu seios". É esse poder, sem poder algum, que estou sentindo. É a apropriação da minha condição de mulher. Plenamente realizada. Meu tempo neste mundo ficou maior.