sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Cuidar do que importa


Tem gente que nos faz um bem danado, não é? Ficar perto delas extrai nossa porção melhor, faz a gente ver o que quer da vida, ajuda a definir até aquilo que não queremos mais. Estou falando isso porque tive uma semana bem cheia, nem tempo para escrever nesse blog querido eu consegui, mas foi uma das minhas melhores semanas desse ano, graças a essas pessoas.

Pra começar, após alguns contatos tímidos nos últimos 2 meses, eu (re)encontrei uma parte da família que eu não conhecia. Essa aproximação me fez lembrar do meu primeiro post, o Nascimento da Gema: "É assim que dá saudade, uma saudade danada das pessoas queridas que são minhas raízes, mãe, irmãos, sobrinhos (gente, são 4!) e também daquelas pessoas que não pude conhecer porque o mundão é grande e o povo se espalha. Tem, ainda, aquele galho da árvore genealógica que se perdeu, não por morte morrida, mas por morte do descuido. Essa é a pior morte: quando não faz tanta falta assim, ou, pelo menos, a gente acha que não". Não é incrível a sincronicidade do dr. Jung? Lá no fundinho do meu coração, aquele texto escrito em agosto já era um chamado para encontrar essas outras gemas.

Só isso já seria assunto pra mais de ano, mas aconteceu também uma felicidade profissional: defini claramente meus projetos, defini com quem quero seguir e como, e deixei pra lá aquilo que, de fato, eu não quero mais, não preciso, não posso porque me consome desnecessariamente. Aqui, o convívio com a absoluta preponderância de gente pra lá de bacana fortalecendo minhas escolhas.

Tem épocas em que a gente se mistura com tantas tribos que se empolga, ou se contamina, ora com isso, ora com aquilo. Fica difícil não perder tempo, "desperdiçar emoções", desviar dos propósitos (até eles ficam meio nublados, por vezes). A importância de ter gente boa perto da gente é a influência que se recebe. Mesmo, gente! Isso não é grá-grá de pai e mãe. Nem estou apenas repetindo o antigo ditado "me diga com quem tu andas e eu te direi quem és".

Ter gente boa de alma no nosso convívio é diferente de ter bons amigos. Bons amigos são fun-da-men-tais, mas, até a gente achar o bom amigo de verdade... Em contrapartida, se a boa alma (sem conotação religiosa alguma) está por perto, ela te ajuda sinceramente. Isso pode até virar uma amizade madura e proveitosa depois para ambos e durar a vida toda. Ou pode durar só o tempo que for preciso para os dois. Pode virar sociedade. Pode virar família, aquela que a gente escolhe. Interessante, percebi agora que falei das duas famílias: a sanguínea, que traz a força da vida; e a querida, que nos aquece o coração.

A semana foi intensa mesmo. E a melhor parte dela foi perceber que eu tenho uma sorte gigante por ter por perto pessoas tão especiais na família, no trabalho, os amigos, o homem que amo. Gente que me faz melhor, acrescenta, multiplica sentimento, delicadeza, gratidão. E, definitivamente, não há nada de maior importância nessa vida do que isso.

"O presente é tão grande, não nos afastemos (...)
O tempo é a minha matéria,
o tempo presente,
os homens presentes,
a vida presente."

(Drummond)

2 comentários:

Marcelo disse...

alow! a primeira coisa que fiz hoje foi ler o teu blog, guria.
tá de parabéns, serei um seguidor.
até mais tarde.
bjs

marcelo barabani disse...

hummmmmmmmmmm... mas homem e mulher nao podem ser amigo... bjs