sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Saúde


Eu conversava ontem sobre saúde e de como eu me preocupo com a minha: prefiro o caqui ao salgadinho, faço atividade física com frequência, procuro manter o coração limpo, além de, claro, claríssimo como um céu de verão sem nuvem alguma, não fumar, nunca fumei, não tenho a menor vontade de.

Todos esses cuidados são racionais, programados, incluídos na minha rotina com o propósito definido de viver em pleno funcionamento, mas também têm muito de preferência pessoal. Eu gosto do sabor mais natural e ponto. E isso não é de hoje, não. Há séculos bebo suco ao invés de refrigerante, 2 litros de água todos os dias, carne só em época de muita carência proteica, natação, corrida, bike, musculação. Minha preocupação em não adoecer é "meio doentia". Uma gripe, um resfriado, ainda vá lá. Mas, adoecer pra valer me dá pânico. Ficar de cama pra sempre, pra mim, é a morte. Sério.

A observação que ouvi foi "parece até que você não tem família ou amigos para cuidar de você". Pois é, tenho sim, mas, até a página vinte, né? Não consigo me imaginar (toque-toque na madeira), por exemplo, 1 ano, 2, 20, 40, vivendo na dependência de alguém para me carregar, servir, alimentar. Já pensou?!? Tomar uma sopinha na boca por dois dias é beeeeeem diferente de só tomar banho com auxílio. Isso é uma bomba emocional. Eu, heim...

No corre-corre da vida, a gente já deixa de fazer tanta coisa por falta de tempo, que dirá não fazer porque não pode mesmo, por uma deficiência palpável, uma imobilidade grave, uma obstrução arterial! Ok, ninguém pode controlar tudo, eu sei, mas evitar algumas coisas é bem possível.

Se, com moderação e boas escolhas eu posso evitar problemas cardíacos, colesterol alto, cirrose, pressão alta, úlcera, má circulação, e mi-lha-res de outras coisas, por que é que eu vou pagar para viver mal? Por que é que eu vou fumar se sei que, dessa forma, estarei me entupindo de lixo? Um Doritos de vez em quando eu adoro, mas como café da manhã, não dá. Eu acredito na máxima que diz que "somos o que comemos". Basta dar uma olhada com mais calma para constatar que é assim mesmo. Comida afeta o humor, o nível de serotonina, a libido, a memória, o brilho da pele. O intestino é chamado hoje de segundo cérebro, e, vamos combinar, não deve ser à toa.

Eu sei que deve ter muito mais assunto por baixo desse medo de mutilação do que eu sou capaz de concatenar, e é por isso mesmo que eu vou parando por aqui. Por ora, já que eu não sei muita coisa, vou me precavendo muito saborosamente dos males do corpo e da alma (sim, senhor, são inseparáveis, sim, e mais: refletem-se mutuamente).

Aproveito para deixar uma frase de Aristóteles, que me inspira a orar, pensar, comer e agir com um bocadinho mais de disciplina: "nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito".

3 comentários:

wanessa lopes disse...

heheheheheh...
Como sempre texto impecável.

Essa frase do Aristóteles é show! Eu a usei essa semana em um dos cartazes que estou fazendo para a Campanha dos 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes.
E é verdade mesmo. Nós somos aquilo que fazemos repetidamente mesmo!

Bjs.
PS: parabéns por tanta inspiração e por manter seu blog sempre atualizado.

marcelo barabani disse...

ahhhhhhhhhh... come o q vc quiseeeeeeeeeeeeeeeeerrrrrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Deborah Huff disse...

Esta questão da saúde é muito importante mesmo Cá. Eu sempre fui muito bem informada disso, mas na prática fiz muito pouco. Até que conheci uma nova forma de se alimentar, um pouco estranha no começo, mas experimentei me sent super bem. É a dieta do Dr. Atkins, já ouviu falar? da proteína? No começo é difícil vc abolir os carboidratos da sua vida (isso é só nas duas primeiras semanas), mas depois vc vê a mudança no corpo e disposição. Adorei. Nunca parei para pensar no que ingeria, agora antes de botar qq coisa na boca, leio o rótulo! rs

Sobre os vereadores Cá, tb acho a coerência a nota mais importante, juntamente com os projetos de lei que apresentam. Promessa de campanha deveria ser dívida! propaganda enganosa é demais, não é mesmo? rs

beijos!!!