terça-feira, 23 de setembro de 2008

Come on, baby, just pump it

Quem viu John Travolta e Uma Thurman em Pulp Fiction sabe que Black Eyed Peas pegou uma carona deliciosa nas batidas de Misirlou, no filme interpretada por Dick Dale & His Del-Tones (aliás, a trilha sonora inteira do filme é contagiante, dá até pra ver Vicent Vega e Mia Wallace dançando juntos quando ouço You Never Can Tell).

Pulp Fiction é de 1994, então, dá pra imaginar a quanto tempo eu ouço Misirlou e, depois, Pump it: ADORO. É impossível manter os músculos quietos, o coração ganha energia, dá vontade de sair dançando, se sentindo a própria wonder woman do rádio. Uma delícia, quase um Prozac, só que o único efeito colateral é o aumento no batimento cardíaco.

Como diz a turma tchope-tchura, a música é, definitivamente, a melhor viagem. E, dependendo do lugar para onde se quer ir, um cliquezinho é o passaporte garantido. Eu, particularmente, evito algumas, às vezes; procuro outras, outras vezes, e canto o dia inteiro quando preciso mudar o meu humor.

Já perdi a conta de quantas vezes dancei "por dentro", uma vontade danada de entrar no ritmo, o pensamento ali cantando, quase saindo pela boca. Uma tortura! Ainda bem que o povo ficou viciado em MP3, 4, iPod e etc, porque parece que todo mundo ficou mais feliz nas filas da vida, no tumulto da rua, nas esperas daqui e dali. Isso porque há música em todos os lugares, e, sem distinção de idade e independente da baladinha, o importante é que o "trabalhador brasileiro" anda cantando por aí, um pouquinho mais de bem com a vida.

Se quem canta os males espanta, a música também tem cumprido sua função social, ajudando a reunir grupos, criar tribos, emancipar quem ficava na garagem. Hoje, com internet e MTV, é possível encontrar de tudo nessa praia, gravar seu vídeo e sair por aí mostrando. Mas, isso é outro assunto compriiiiiidoooo... que merece outro post.
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Para terminar, fica aqui uma canção do Gonzaguinha que fala de vida, entrega e amor, que é tudo o que a gente precisa pra ser mais feliz:
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Seja calma como a luz do sol rasgando a negra noite, dor de março
Seja fruto do suor tão santo que envolve o trabalho, flor de maio
Será justiça para com as mãos cobertas de tanto calor, flor de outubro
Será beleza como a chegada do colorido das primaveras

Seja forte como a união dos nossos corações, trabalho e dor
Seja firme como as águas lentamente tomando as tantas terras
Será o fogo que arde em cada peito nas fogueiras das paixões
E violento como o amor o corpo exige, grita, toma e berra
Que seja um parto dolorido e farto de vida e alegria, trabalho e festa
Que seja novo como a emoção de um cego vendo a luz de um dia

(Colheita)

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