domingo, 3 de agosto de 2008

O nascimento da gema

Estou aqui ouvindo o Café Filosófico, programa bacaninha e inteligente da TV Cultura. Só ouvindo porque jamais consigo fazer uma única coisa por vez, principalmente assistir TV. Me ocupo com outro vício enquanto isso (internet ou comida), páro de vez em quando para prestar atenção nisso ou naquilo, mas, ainda prefiro o silêncio mesmo.

Bom, mas voltando ao Café, o tema de hoje é o super-ego na infância, coisa básica! Dois psicanalistas, entre eles o Ivan Capelatto (de quem sou FÃ), discutem a ausência dos pais na educação dos filhos, a transferência dessa tarefa para a escola, o ônus disso tudo, sexualidade precoce, blá blá blá.

E, aí, eu me lembro da minha infância, bem agora que passei férias com irmão e sobrinhos. A volta de lembranças e sensação de ter perdido tanta oportunidade de viver mesmo com o outro, a família, e tudo mais, me cobram uma maturidade no então impossível de ter existido. Fico achando que podia ter tido mais tempo (!), e só nesses três parágrafos já citei os tais luxos que menciono ao lado: tempo e silêncio.

Mas, vamos voltar porque não quero fugir do assunto, não. Depois falamos dessas outras tantas importâncias. O babado agora é a infância, esse assuntinho tão recheado de "ses" e projetos de "como teria sido de eu soubesse como seria".

Eu me perguntei se mudaria tudo se tivesse visto meu futuro; se faria tudo igual, apesar das dores, sabendo que valeria a pena encontrar quem eu encontrei e as delícias de aprender, pedacinho por pedacinho, tudo o que aprendi e tudo que prezo tão amorosamente só por ter, de fato, vivido a minha vida como era preciso.

É assim que dá saudade, uma saudade danada das pessoas queridas que são minhas raízes, mãe, irmãos, sobrinhos (gente, são 4!) e também daquelas pessoas que não pude conhecer porque o mundão é grande e o povo se espalha. Tem, ainda, aquele galho da árvore genealógica que se perdeu, não por morte morrida, mas por morte do descuido. Essa é a pior morte: quando não faz tanta falta assim, ou, pelo menos, a gente acha que não.

Família/Infância! Chafurdar nesse terreno é choro na certa, mesmo que seja só por inveja daquele tempo em que aquele senhor super-simpático chamado Freud nem existia na nossa big-vidinha.

Se bem que, olhando essa foto, eu nem sei se dá tanta inveja assim. Freud e o tempo têm sido muito úteis ultimamente...

6 comentários:

Por Gabriela Athayde disse...

Querida!
Parabéns pelo seu mais novo cantinho de pensamentos. Tem horas que a gente precisa dizer tudo o que quer, sem interrupções né?? Faz um bem danado.
Vou te visitar sempre!
Obrigada pela força dos últimos tempos e pela visita constante no meu pedacinho!
Bjs Gabi

Thais Martinez disse...

Parabéns,

novo espaço para soltar a imaginacão, os sentimentos, a criatividade... use, abuse desta tecnologia q as vezes só nos consome.

beijos

Deborah Huff disse...

Oi Cá,
Adoreeeeeeeeeei, rs
E que fotinho ousada a sua e do amore hein! hehe
Pode deixar que te visitarei sempre. Blog é um vício delicioso!
beijos

ellen disse...

Agora sorridente...alguns minutos atrás você conseguiu roubar de mim algumas lágrimas...talvez pelo fato de sermos da mesma familía, mesma arvóre!!! Suas palavras me fizeram pensar em coisas que muitas vezes achamos dificuldades em pronuncia-lás ao outro e você achou uma forma bem suave de transparecer seus sentimentos!!!!!

Agora seco minhas lágrimas e estou preparada para outra... porém, mas madura!!! obrigada!!!!
bjs
Ellen

marcela disse...

cacinha...suas palavras são emocionantes...e sempre me ajudando em alguma reflexão...beijos

Lili disse...

Oi Super Acácia! Tudo bem?
Adorei o blog, viu?!
Parabéns!
Beijinhos,
Lili