quarta-feira, 5 de maio de 2010

Passageiro que voa


Recebi um texto lindo de aniversário, impossível de reproduzir, mas completamente impossível também de não mencionar. O email falava do tempo, de como o sentimos, dependendo do que sentimos, do que esperamos, de como enxergamos (ou não) o passar das horas.

O texto contava de quantas vezes passamos pelo mesmo lugar e sobre quantas maneiras o caminho pareceu insuportável por anos (alguns sem fim até hoje) ou uma alegre viagem de minutos. De quantas semanas duraram décadas e de quantos anos não ocupam sequer um dia inteiro. De quantos sorrisos inesquecíveis, quantos sonhos alimentados, quanta dor percorrida. Tudo para nos ensinar o significado da palavra eternidade. O tempo passa, mas é eterno, afinal.

Amizades longas, "casamentos que mal preenchem os feriados da folhinha, tristezas que nos paralisam por meses, mas que passados os dias difíceis, mal guardamos lembranças".

O email termina dizendo que o relógio do coração bate numa frequência diferente da do relógio. Pode ser. Pode ser. Mas, o que eu acredito de verdade é que não importa quanto tempo passe, o que testemunha nossa existência são os fatos.

Nenhum sentimento, pode mais bonito que seja, será nada mais do que apenas utopia se não for praticado. Idéias e sonhos são belos, entretanto são vazios demais para criar registro, álbum de vida, história. Sou emotiva, romântica. Passional com algum controle. Mas, entendi que o andar sem o bom sentimento é produção em série. E que emoção de quem pega passeata mas não anda é pura tolice e perda de tempo.

Vida voa, mesmo. A grande diferença é com que asas estamos saltando. Ou queimando. Ou, ainda, quem sabe, brilhando.

Um comentário:

Hildete Barros disse...

Mto lindo, amei. bjs.