segunda-feira, 24 de maio de 2010

Na saúde e na doença


“Na prosperidade, nossos amigos nos conhecem. Na adversidade, conhecemos nossos amigos”. Essa frase, de John Collins, me apareceu no Twitter hoje e, apesar de todo mundo estar cansado de receber frase feita desse tipo, é sempre bom parar pra pensar a respeito: quando estamos bem somos humildes e solidários com nossos amigos? E eles, quando estamos enfrentando problemas, foram cultivados por nós o suficiente para ficarem ao nosso lado?

Certamente conheci meus melhores amigos durante meus piores problemas e me pergunto: fui amiga quando estava tudo pra lá de ótimo comigo? Qual o termômetro das nossas amizades? Existe um número "bom" de amigos, que nos diga o quanto somos queridos?

No querido http://conspirar.wordpress.com/, li também: “Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade sequer conseguir se vestir”.(Winston Churchill)

Meu comentário por lá foi: "é que a verdade é, geralmente, preguiçosa e cheia de presunção: ela acha que, por si só, é capaz de se manter. Já a mentira tem a vontade de voar... e voa! Por isso, quem quiser uma verdade mais rápida e mais forte deve exercitá-la todos os dias".

No final das contas, percebi que ambas as frases tinham um estreita relação entre si: amigos tem quem é verdadeiro, quem permite que a verdade seja exercitada, por mais difícil e doloroso que isso possa ser. Ser verdadeiro nem sempre é agradar, ficar de sorrisinho, ser "super-bacana", estiloso e tal. Ser verdadeiro também não quer dizer sinceridade a todo custo. Verdadeiro é quem usa o coração para falar com o outro, usa de franqueza para não tirar vantagem nem ficar em cima do salto ou se fazer de vítima o tempo inteiro. Já reparou que tem um monte de gente "descolada" que reclama da mal-cantada "solidão em meio a multidão"? Pois é.

Portanto, tanto para sermos conhecidos por nossos amigos na prosperidade quanto para conhecê-los na dificuldade, é preciso verdade. Quem mente acaba em solidão porque é sempre reconhecido, cedo ou tarde. E a decepção que o mentiroso/perdido/iludido causa é o motivo pelo qual ele evita tanto a intimidade.

De tudo concluo que se não encontramos amigo algum em nossos momentos mais pesados e cruciais, de ninguém mais é a culpa, senão exclusivamente nossa. A boa notícia é que o inverso é absolutamente verdade: se temos amigos na saúde e na doença, o mérito é todo nosso. Bom né? ;)

Beijos, boa semana.

Um comentário:

Augusto Branco disse...

ôtti, minha princesinha... que jeito mais encantador de ver o mundo, meu anjinho. Você é pura poesia!
- Um beijão pra tu!rs