segunda-feira, 23 de março de 2009

Show de Truman




Eu sei, não é nenhuma novidade: Show de Truman é de 1998. Jim Carrey ainda com cara de bebê e Ed Harris como "deus" formaram a dupla em um dos filmes mais injustiçados dos últimos tempos, na minha opinião. Ninguém deu bola, ninguém comentou, mas o filme é bom pra pensar na vida.

A história, muito mais do que apresentar a ficção de quem nasceu, cresceu e viveu com uma câmera de televisão relatando 24 horas de sua vida, conta o que acontece quando a nossa consciência começa a se abrir. Vivendo numa cidade em que as pessoas com as quais convive são figurantes, todas as memórias de Truman foram "imputadas", inclusive seus medos (o medo do mar fora fabricado para que ele ficasse preso à ilha onde vivia, por exemplo).

O filme está repleto de sacadas, mas o final é comovente para quem já chegou num ponto sem volta na vida: ao navegar tentando chegar a Fiji, Truman esbarra no final do cenário. Não havia mais para onde ir. Ponto final. Ele nunca chegaria a outro lugar, estava preso ali. E ele chorou, chorou feito um bebê porque voltar era inconcebível, ele jamais conseguiria viver novamente naquilo que ele sabia ser uma mentira.

Bom, eu sei que muita gente viu o filme, mas não vou contar o restinho que falta. Assim, quem ainda não viu pode assistir, imaginando o final. Uma dica: o Telecine está reprisando, vale a pena.

2 comentários:

Ademar Oliveira de Lima disse...

Estive por aqui observando o seu trabalho!!
Abraço Prof. Ademar!!

marcelo barabani disse...

ihhhhhhhh... acho q todos ja viram... mas nao foi injustamente desapercebido, comentaram muito sim, sobre td isso q vc falou, etc... pelo menos eu acho, bjs