terça-feira, 22 de setembro de 2009

Devolvo-me


Algumas pessoas que acompanham meu Facebook e Twitter sabem que eu trabalhei numa "trasnformação" ontem com a Cris Arcangeli. Como ela mesmo disse, é mais uma revelação do que transformação porque tudo já estava lá, os mimos e cuidados só valorizaram.

Eu fiquei pensando nisso e no quanto a gente vai se escondendo devagar: primeiro com pequenos boicotes, e, depois, quando pega gosto pelo anonimato, com grandes descuidos. Deixa a pele ficar sem brilho, deixa o brilho perder o olhar. O sorriso ganha mais do que timidez: ganha vergonha, uma desistência de alegria, um forçado "tudo bem" capaz de passar ileso pelo porteiro, mas jamais para quem nos conhece e ama de verdade. Mas, mesmo quem nos ama não é capaz de nos devolver o viço. Talvez porque pouquíssimos amantes sejam corajosos o suficiente para ver e incentivar o outro a brilhar. Já pensou no trabalho?

Por isso, claro, a lição fica por conta de cada um mesmo. O exercício efetivo da melhora da auto-estima só pode ser eficaz se diário, pessoal e intransferível. A gente cansa de repetir isso, até para o próprio espelho, mas o fato é que a gente se alegra mesmo é com o estímulo alheio, sempre. Vi a Thais (vencedora da promoção) recuperar uma vaidade boa, uma postura potente, e me perguntei por quanto tempo ela alimentaria esse presente.

Acho que essa é a nossa maior lição na vida: experimentar-se para fazer-se e saber-se melhor, independente do outro, mas compartilhando com ele. Alguns chamam isso de individualidade, outros (os mais medrosos e frágeis) chamam de egoísmo. Eu, particularmente, chamo de inteligência em estado puro. E nela não há razão, nem julgamento, sequer medo. Aqui, o que a gente encontra é a garantia de que a vida passa, mas a alegria precisa estar em toda parte.

Um beijo :)

Um comentário:

Sílvia disse...

Amei! Concordo, todo mundo tem um lugar ao sol, desde que se permita ;)
beijo