quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Por plagas alheias


Na última segunda-feira encontrei uma ex-colega de trabalho. Ela em outra empresa, eu também, mas ambas ainda no mesmo segmento. Passei pelo orkut para deixar um alô, gostei de revê-la.

Não é que achei uma mensagem belíssima no perfil dela? Perguntei de quem é, é de um amigo, ainda não sei o nome. Segue um trecho abaixo, achei forte, achei preciso. "Tudo caminha, menos eu" parece injusto, mas impressiona, não é assim que parece de vez em quando?

Vou ficar devendo o nome dele, mas não esquecerei do crédito devido assim que souber...

"Meu tempo é o tempo das fotografias.
Instantes aprisionados que ganham apenas o movimento dos slides,
indo-vindo-acendendo-apagando.

Projetam-se em mim como sombras,
que penso ser minha verdadeira realidade,
mas logo vejo que são apenas projeções,
resto do que já foi e que não retorna.
É impossível retroceder o fluxo dos rios.

Não quero ser um amanhã previsível,
não quero ser o ontem.
Quero o instante, quero, quero sim.
E que ele venha dilacerante, luz-sombra-chuva-claridade.

Quero caminhar, embora os pés ainda estejam presos ao chão,
fértil de recordações hoje pintadas com cores solares.
É preciso movimento.
Espero as lembranças ganharem seu lugar
e eu deixar de viver como se estas fossem meu hoje.

Meu sangue segue seu fluxo,
minha carne não rejuvenesce,
tudo caminha, menos eu.
É preciso movimento.
Compreendo a necessidade.
Silenciosa, caminho."



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