quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Me escuta que eu te falo


Ontem à noite, durante a ida a um evento com um amigo de trabalho que é bom de conversar, eu contei sobre uma perda recente. Foi um alívio enorme admitir, assumir uma definição minha, principalmente porque sou sempre mega-reservada com minhas peripécias pessoais.

E, aí, a gente emendou a prosa com as estripulias da vida, os medos, relacionamentos e tal. Claro que eu soltei a máxima da minha amiga Ana que diz que a gente só tem medo do que conhece, medo de repetir. Foi, então, que me deu uma luz: é por isso que eu ando tão sem medo: quero começar uma história totalmente nova na minha casa (nova!), sem ranço algum de passado qualquer.

Gente, francamente, não sei de onde vem essa certeza, mas eu a tenho: estou prestes a experimentar uma parte da vida que jamais conheci e estou muito feliz com a possibilidade. Bom, já comecei bem, rs. Fui capaz de me ouvir dizendo em alto e bom som coisas que só meu travesseiro conhecia. Libertador pra mim. E é isso mesmo, quero de fato essa transparência nos meus dias comuns.

Beijos, hoje já é quase quinta-feira... que alegria :)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

No frigir do dia


Saí de um evento impressionada com um vídeo que assisti por lá. Foi só um trechinho, mas o suficiente para me causar curiosidade e me fazer correr para o Youtube e vê-lo inteiro.

Não sou lá muito fã da Lady Gaga e a letra da música é bem ruinzinha. Mas, eu gostei do ritmo e entendi as cenas. Entendi do meu jeito, mas entendi. Depois que você assistir (o link está aí no título do post), me diga o que achou, se pensou a mesma coisa que eu.

Fora isso, um twitteiro famosinho postou que mulher só se apaixona por dinheiro. Claro que eu tinha que refutar e disse a ele que mulher, depois que se sente amada, não aceita nenhum outro tipo de moeda.

Continuando o dia, falei a uma amiga que sofria uma desilusão que a gente só se desilude com quem ama. Já viu alguém que não nos diz nada ou não gostamos nos entristecer? Deles não esperamos nada: se vier algo de bom, ok; mas já nos prepraramos para qualquer coisa ruim. Já quando se ama... a esperança pode até morrer, mas demora, luta, reluta, briga até o fim.

Pensei na minha mudança de casa programada para os próximos 10 dias e entendi o final do ciclo, o encerramento de uma história, foram anos sob esse teto. Tudo aqui tinha um cheiro e uma vida que já estão se apagando da minha memória. Eu sou assim, não sei se bem ou não, mas, quando o desligamento se dá, meu coração não lamenta, só enxerga a vida nova que chega.

Quero fazer dessa casa nova um lar cheio de vida, cheia de movimento, cheia de luz, transparência, claridade! Que venham a família, as crianças, os adultos, os risos e conversas, TV ligada, música tocando, amor inteiro. Quero ver vídeos bonitos e dançar. Dar festas. Deixar a porta aberta. Cozinhar. Conviver. Eu vos declaro, mas, principalmente, nós nos declaramos. É isso que eu espero, que eu acredito com todo o meu coração.

Beijo procês :)



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Para viver o remanso


Nas minhas últimas "férias" (se é que se pode chamar uma semana de férias) fui convidada por uma parceira de negócios a ficar na casa dela, um casarão numa praia bonita. Aceitei, achando que me sentiria a vontade, mas foi puro engano. Meu encabulamento foi tamanho que biquini só com canga, shorts e camiseta. Resultado: a brancura da ida foi a mesma da volta.

Agora, às beiras de mais um feriado, recebi outro convite desses, dessa vez para uma montanha bem charmosa. Eu? Declinei. Viagem para ser relaxante só se for 100% lazer. Então eu escolhi um lugar desses que tem rei, acho que chama Pasárgada, e vou ficar por lá, olhando o vento, tomando sol, desejando recuperar uma inocência destruída por puro descuido meu. Às vezes a gente erra, né? Mas, eu andei errando muito, arriscando muito e preciso de perdão. Um tipo de perdão que só eu posso me dar.

Esses dias de descanso servirão para isso: para eu voltar a sentir um amor tão forte por mim mesma que seja capaz de me redimir.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Põe no blog!


Tivemos hoje uma longa discussão sobre blog, site, informação e blá-blá-blá. Defendi os blogs com unhas e dentes e achei engraçado porque, até pouquíssimo tempo atrás, a discussão era entre impresso e internet, num claro preconceito contra a vida virtual. Ninguém acreditava em e-commerce, nem em jornalismo em portais (heim, portal?). Pois é.

Há algumas semanas, durante o Digital Age, diversos números e pesquisas sobre redes sociais foram apresentados. Dentre as pesquisas, o que foi dito é que as pessoas estão cada vez mais interessadas em conteúdo pessoal, opinião, envolvimento, participação. Outra pesquisa diz que o funcionário que usa blog, Twitter e família são mais produtivos, mais parceiros, mais transparentes e, sobretudo, mais criativos. O maior sucesso na TV tem sido o reality show e há uma explicação: o mundo frio deixou de encantar, as pessoas querem a vida real.

Claro que há muita bobagem nas mídias sociais, mas o mesmo é verdadeiro no mundo impresso, na TV, no rádio. Mau gosto e banalidades não são prerrogativas virtuais, mas da falta de profundidade de uma parcela do povo. Tem gente rasa em todo lugar. Não tem gente que gosta de funk? Isso é culpa de uma arte chamada música? Não, né? Então!

Ainda mais vivendo nesse mundo volátil onde tudo perde a importãncia num piscar de olhos. E muda, vira outra história. Fundamental estar aberto, no mínimo. Preconceito contra etnias, escolhas sexuais, classe social, forma de expressão, tudo é a mesma coisa: em maior ou menor grau, é falta de vontade de conhecer, se render, aceitar o que nem sempre é do formato no qual nos moldamos.

Eu sou fã da internet. Sempre fui. Me encantei com blog, Twitter porque enxerguei uma onda, a necessidade das pessoas em parar de se reservar tanto (inclusive no mundo empresarial). E isso não tem volta: depois que se sente o gostinho de compartilhar, não se volta ao isolamento.

Beijo, boa noite de sexta-feira (delícia!)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Devolvo-me


Algumas pessoas que acompanham meu Facebook e Twitter sabem que eu trabalhei numa "trasnformação" ontem com a Cris Arcangeli. Como ela mesmo disse, é mais uma revelação do que transformação porque tudo já estava lá, os mimos e cuidados só valorizaram.

Eu fiquei pensando nisso e no quanto a gente vai se escondendo devagar: primeiro com pequenos boicotes, e, depois, quando pega gosto pelo anonimato, com grandes descuidos. Deixa a pele ficar sem brilho, deixa o brilho perder o olhar. O sorriso ganha mais do que timidez: ganha vergonha, uma desistência de alegria, um forçado "tudo bem" capaz de passar ileso pelo porteiro, mas jamais para quem nos conhece e ama de verdade. Mas, mesmo quem nos ama não é capaz de nos devolver o viço. Talvez porque pouquíssimos amantes sejam corajosos o suficiente para ver e incentivar o outro a brilhar. Já pensou no trabalho?

Por isso, claro, a lição fica por conta de cada um mesmo. O exercício efetivo da melhora da auto-estima só pode ser eficaz se diário, pessoal e intransferível. A gente cansa de repetir isso, até para o próprio espelho, mas o fato é que a gente se alegra mesmo é com o estímulo alheio, sempre. Vi a Thais (vencedora da promoção) recuperar uma vaidade boa, uma postura potente, e me perguntei por quanto tempo ela alimentaria esse presente.

Acho que essa é a nossa maior lição na vida: experimentar-se para fazer-se e saber-se melhor, independente do outro, mas compartilhando com ele. Alguns chamam isso de individualidade, outros (os mais medrosos e frágeis) chamam de egoísmo. Eu, particularmente, chamo de inteligência em estado puro. E nela não há razão, nem julgamento, sequer medo. Aqui, o que a gente encontra é a garantia de que a vida passa, mas a alegria precisa estar em toda parte.

Um beijo :)

domingo, 20 de setembro de 2009

Minhas cartas


Me lembro de escrever poesia aos 7 anos. Aos 8, ganhei um prêmio na escola (a coleção completa do Sítio do Pica-Pau Amarelo) pelo meu desempenho nas aulas de Português. Diário, poemas, avaliações sobre a vida aos 11. Quem segurava?

Foi dos 15 aos 17 meu ápice: era tanto papel escrito que as amigas começaram a ler e a opinar. Algumas incentivavam, outras compartilhavam, a maioria se encontrava naquelas palavras. Época fértil :)

Não sei bem porquê, mas parei de escrever perto dos 18 e fiquei anos sem me expressar nem mesmo por bilhete. Que coisa essa falta de lembrança, esse esquecimento do quanto era bom dizer. Continuei lendo muito e sem nenhum apego: meus livros, depois de lidos e diferente dos meus CDs, eram de quem quisesse.

Foi preciso um homem de belíssimas e apaixonadas declarações para me acordar daquele quieto exercício de sentir-pensar-e-nada-mais. Comecei por retribuir tudo o que dele recebia: gigantescos emails românticos, bem traçados, queridos. Que época mais do que fértil e feliz.

De tanto escrever pra ele, fiquei com vontade de escrever para muitos. E montei meu blog, esse de onde vos falo, e, há mais de um ano, venho, volto, sinto falta quando demoro, escrevo o tempo inteiro nos meus olhos. Tudo é assunto. Tudo apaixona, impressiona. Escrever é um pedaço da minha vida.

Por isso eu incentivo sempre que vejo alguém fervendo de conteúdo, e fico feliz quando a coisa dá certo. A Patrícia (lembram dela?) acabou de publicar um blog e já tem mais posts do que eu, rs (http://diasgenericos.blogspot.com).

Escrevi hoje a minha primeira coluna no Portal Minha Vida (http://www.minhavida.com.br) e estou adorando a idéia. O texto saiu daqui, claro, quase como uma homenagem ao Gema.

Mas, homenagem mesmo eu devo a todos vocês: tanta reciprocidade me mantém nessa grande paixão. Obrigada, obrigada, obrigada.

Boa semana :)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O melhor e mais bonito poema


"Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver.
A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte.
Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo.
E vibra e cresce, e se desdobra e estala num segundo.
Homem, eis o que somos neste mundo.

Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver
dentro da própria morte, o encanto de morrer.

Um monge me dizia: ó mocidade,
és relâmpago ao pé da eternidade!
Pensa: o tempo anda sempre e não repousa;
esta vida não vale grande coisa.
Uma mulher que chora, um berço a um canto;
o riso, às vezes, quase sempre, um pranto.
Depois o mundo, a luta que intimida,
quadro círios acesos : eis a vida.

Isto me disse o monge e eu continuei a ver
dentro da própria morte, o encanto de morrer.

Um pobre me dizia: para o pobre a vida é o pão e o andrajo vil que o cobre.
Deus, eu não creio nesta fantasia.
Deus me deu fome e sede a cada dia, mas nunca me deu pão, nem me deu água.
Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa de andar de porta em porta, esfarrapado.
Deu-me esta vida: um pão envenenado.

Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver,
dentro da própria morte, o encanto de morrer.

Uma mulher me disse: vem comigo!
Fecha os olhos e sonha, meu amigo.
Sonha um lar, uma doce companheira que queiras muito e que também te queira.
No telhado, um penacho de fumaça.
Cortinas muito brancas na vidraça,
Um canário que canta na gaiola.
Que linda a vida lá por dentro rola!

Assim, pela primeira vez eu comecei a ver,
dentro da própria vida, o encanto de viver."

(Guilherme de Almeida)

A poesia do Twitter



Eu sou apaixonada pelo Twitter. Acho útil, acho inteligente, me estimula a visitar lugares na internet que eu, por conta própria, jamais visitaria. Além disso, me põe a ler o pensamento de gente, no mínimo, criativa. Isso é interatividade da boa.

E uma coisa interessante são as respostas que a gente recebe. Fala-se diretamente com alguém ou joga-se uma pergunta no ar e pronto: manifestações aparecem por DM, reply ou e-mail.

Hoje, exaurida da semana de 80 dias, pedi uma poesia. Gostei dessa, mas a melhor irá no próximo post... merece exclusividade.

Beijos, feliz Natal ;)

A inteligência sem amor, faz-te perverso.

A justiça sem amor, faz-te implacável.

A diplomacia sem amor, faz-te hipócrita.

O êxito sem amor, faz-te arrogante.

A riqueza sem amor, faz-te avarento.

A docilidade sem amor, faz-te servil.

A pobreza sem amor, faz-te orgulhoso.

A beleza sem amor, faz-te ridículo.

A autoridade sem amor, faz-te tirano.

O trabalho sem amor, faz-te escravo.

A simplicidade sem amor, deprecia-te.

A lei sem amor, escraviza-te.

A política sem amor, deixa-te egoísta.

A vida sem amor... não tem sentido.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Por que?


Uma pessoa importante demais na minha vida me disse, certa vez, que eu não deveria dar importância àquilo que não tem importância e que nem deveria transparecer qualquer intenção de demonstrar a falta de importância.

Entendi, dei razão e foi o que eu fiz recentemente. Por que é, então, que eu estou com a sensação de que deveria ter deixado claro a falta de importância, ter brecado, transparecido meu recado? Não seria importante deixar a desimportância clara?

Estou me perguntando isso. Aceito opiniões.

Beijos

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Em bom português


Ok, pessoas, antes do desfile de 7 de setembro, a tradução do sermão do padre Flynn :)

Beijos, bom feriado!

"O que fazer quando não temos certeza? Esse é o tópico do meu sermão de hoje.

Quando o presidente Kennedy foi assassinado no ano passado, quem de nós não se sentiu perdido, em profunda desorientação, sem esperança? 'Para onde ir? O que fazer? O que digo para os meus filhos? O que digo para mim mesmo?'

Foi um tempo de sentarmos juntos, unidos no sentimento de falta de esperança. Mas, pense nisso: seu desespero era o que o ligava ao seu companheiro. Foi uma experiência pública terrível, mas estávamos nela juntos.

Imaginem o quão pior é para um homem solitário, uma mulher solitária atingidos por uma tragédia particular... 'Ninguém sabe que estou doente, ninguém sabe que perdi meu querido amigo, ninguém sabe que fiz algo errado'. Imaginem a solidão. Agora você vê o mundo pela janela: de um lado do vidro, pessoas felizes e sem problema e, do outro, você.

Quero contar uma história. Uma noite, um navio cargueiro foi a pique e pegou fogo e só um marinheiro sobreviveu. Ele achou um barco salva-vidas e, por ser marinheiro, elevou seus olhos ao céu, guiou-se pelas estrelas e determinou o caminho. Mas, as nuvens chegaram e ele não pôde ver as estrelas pelas próximas 20 noites.

Ele achou que estava no caminho certo, mas não tinha certeza. E enquanto o tempo passava e o marinheiro ficava mais fraco, ele começou a duvidar. Ele estabeleceu o caminho certo? Ainda estava a caminho de casa? Ou estava perdido e condenado a uma morte terrível? Não havia como saber. Teria ele imaginado a mensagem das constelações por conta das circunstâncias? Ou teria ele visto a verdade e tinha que acreditar nela sem uma confirmação?

Alguns de vocês aqui hoje conhecem essa crise de fé que descrevo e quero dizer a vocês: a dúvida pode ser um elo tão forte e duradouro quanto a certeza.

Quando você está perdido, você não está só."

O sermão do padre Flynn


Gente, com tanta chuva, o melhor programa desse mundo era mesmo comer e assistir filme. Foram 3 hoje, seguidos, acompanhados de pipoca, morango, bolo, sopa e muitas lágrimas (ah, os filmes foram tão sensíveis, tão bons...).

O trecho abaixo é do comecinho de Dúvida (com Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman), trata-se do sermão do padre Flynn. Forte :O

"What do you do when you’re not
sure? That’s the topic of my sermon
today.

Last year, when President Kennedy
was assassinated, who among us did
not experience the most profound
disorientation? Despair?

What do I say to my kids? What do I
tell myself? It was a time of
people sitting together, bound
together by a common feeling of
hopelessness.

But think of that! Your BOND with
your fellow being was your Despair.
It was a public experience. It was
awful, but we were in it together.

How much worse is it then for the
lone man, the lone woman, stricken
by a private calamity?

‘No one knows I’m sick.’

‘No one knows I’ve lost my last
real friend.’

“No one knows I’ve done something
wrong.” Imagine the isolation.
Now you see the world as through a
window. On one side of the glass:
happy, untroubled people, and on
the other side: you.

I want to tell you a story.

A cargo ship sank one night. It
caught fire and went down. And
only this one sailor survived.
He found a lifeboat, rigged a
sail...and being of a nautical
discipline...turned his eyes to the
Heavens and read the stars.

He set a course for his home, and
exhausted, fell asleep.

Clouds rolled in. And for the next
twenty nights, he could no longer
see the stars. He thought he was
on course, but there was no way to
be certain.

And as the days rolled on, and the
sailor wasted away, he began to
have doubts.

Had he set his course right? Was he
still going on towards his home?

Or was he horribly lost...

and doomed to a terrible death? No
way to know. The message of the
constellations - - had he imagined
it because of his desperate
circumstance? Or had he seen truth
once...

and now had to hold on to it
without further reassurance?

There are those of you in church
today who know exactly the crisis
of faith I describe. And I want to
say to you: Doubt can be a bond as
powerful and sustaining as
certainty. When you are lost, you
are not alone."

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Patrícia e sua saudade


Lembram da Patrícia, a pessoa que conheci durante um seminário e que me impressionou muito pela intensidade? Pois é, lendo meu blog ela viu o cometário que fiz sobre ela e tal. Fez uma observação por lá, explicando melhor aquilo que eu não havia entendido na sua total dimensão. Adorei. Adorei.

Aí, de presente, ela me enviou algumas coisas que tem escrito. Estou insistindo com ela para que faça um blog: história não falta! Vou continuar insistindo até que ela nos brinde com um tanto da sua sensibilidade.

Uma dos textos que recebi da Patrícia está logo abaixo. Fala da saudade. A dela, mas que é parecida com a nossa.

Um beijo, obrigada Patrícia :)

Ausência

sua cabeça no meu travesseiro,
a minha volta, suas memórias,

meu pobre corpo,
sua ausência não entende,

assim, persisto,
uma insistência ilógica,
onde fantasio, e
sempre te recrio,

e neste exercício louco,
entre vida e memória,
me confundo e me perco.

Tento como dever diário,
fazer de minha rotina,
um ritual de desapego,

no entanto,
sei que te carrego,
por toda a eternidade.

(Patrícia Gonçalves)