sexta-feira, 31 de julho de 2009

Keeping my promises


Fui convidada para jantar com o pessoal da Pfizer ontem, lá no Jam. Prometi que escreveria sobre e aqui estou eu, tentando concatenar tanta coisa divertida que aconteceu por lá e, na sequência, na Museum.

Fazia um tempão, nem lembro quanto, que eu não engatava jantar com balada, mas valeu a pena. A noite foi regada a saquê e muito sushi bom, além da casa ser linda, repleta de velas e música deliciosa.

O famoso da noite foi o Fernando, garçom que atende o pessoal da Pfizer sempre que eles estão em SP. Mega-atencioso e com excelente memória, o rapaz é tímido, mas sempre sorridente. Me serviu diversas tacinhas de saquê quente porque eu cheguei morrendo de frio (a noite em SP tinha garoa e temperatura de 8º).

Sete pessoas de bem com a vida, inteligentes e interessadas, riram e contaram causos cariocas e americanos e foi bom, gente, muito bom.

Depois de tanta orgia gastronômica, o convite para terminar a noite (noite, nada, madrugada mesmo) na Museum foi bem aceito: nenhuma baixa, todo mundo ainda morrendo de vontade de continuar a alegria. A casa é um luxo, eu já tinha ido a trabalho, mas à noite é um espetáculo. A música cansou um pouco no começo, mas logo melhorou e deu até pra dançar.

Pela primeira vez em muito tempo cheguei em casa às 4 da manhã. E numa quinta-feira, que é coisa de desocupado, rs. Engraçado é que todo mundo tinha a mesma agenda começando cedo na sexta, mas ninguém se importou muito. A Elaine contou hoje que ia fugir do trabalho mais cedo para cochilar. E eu, pobre de mim, dia inteiro trabalhando sonada. Mas, de bom humor, de muito bom humor.

Adorei, gente. Vamos repetir. Aqui e aí ;)

Jam Warehouse
Melhor garçom do mundo (que telefona até no aniversário dos clientes): Fernando
(11) 3473-3273
R. Lopes Neto, 308
Itaim Bibi
São Paulo - SP

terça-feira, 28 de julho de 2009

O real está perto


Bom, já que a onda é gerar polêmica ou, pelo menos, falar de coisas que ninguém gosta, vou aproveitar. Mas, é bom que fique registrado que eu não tenho coração de pedra, nem sou anti-solidária. Não é isso, não. Quem me conhece sabe que, na verdade, acredito na responsabilidade de cada um e que, principalmente, devemos assumir as escolhas que fazemos em todos os níveis. Por falar em escolhas, ontem, durante um almoço de trabalho, eu falei justamente isso: vivemos à mercê das nossas.

Acho triste, sim, o acidente do Massa. Uma pena, mesmo. Assim como triste é o sumiço daquele brasileiro pelo mundão da África. Mas, gente, vamos combinar, tanto um quanto o outro sabiam dos riscos da opção que fizeram.

Dá medo tocar nessa ferida porque o brasileiro é um sujeito que adora lamentar a sorte alheia, como se isso tornasse a sua própria um pouco melhor. Quando a coisa acontece com gente "rica" ou famosa, então, o povo se redime da miséria, debulhado em lágrimas genuínas.

A gente tem, sim, que ficar chocado, preocupado, etc. Mas, povo, clemilson augusto, tem gente ao nosso lado precisando muito mais da nossa solidariedade. Já pensou em quantas pessoas esperam a mesma consideração e a gente nem percebe?

Quantas crianças, quantos idosos, quantos pais de família, simplesmente abandonados à própria sorte porque ninguém liga? A gente nem se impressiona mais quando vê alguém dormindo na rua com esse frio todo! Tá, eles também fizeram as suas escolhas, mas com muito menos oportunidades, nenhum empenho social, zero de torcida.

Entre lamentar o acidente do Massa e chorar pelo menino que fuma crack para interromper a fome, eu já fiz a minha escolha. E a minha escolha é: enxergar a verdade que importa e ajudar ao meu redor. E não pela televisão.

Danilo Gentili, Um post racista


Post do blog do Danilo, vale uma visita (tá gerando polêmica): http://danilogentili.zip.net/

"As pessoas que separam cachorros por raças fazem isso porque acreditam que uma raça vale mais que a outra. Eles acreditam mesmo nisso. Ganham dinheiro com isso. Movimentam um mercado. Dividir uma espécie por raças nada mais é do que racismo.

Sinceramente acredito que todo cachorro é cachorro e que toda pessoa é pessoa. E dentro disso não entendo como alguém que morde seu sapato, encoxa sua perna e caga no seu tapete pode ser considerado o melhor amigo do homem.

Se você me disser que é da raça negra preciso dizer que você tambem é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra. Pois se todas raças são iguais então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?

Quem propagou a idéia que "negro" é uma raça foram os escravistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos trata-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra". Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho em ser da raça negra eu juro que nem me passa pela cabeça chama-lo de macaco. E sim de burro.

Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de viado e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.

Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:
- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.

Prefiro ser chamado de macaco do que de girafa. Peça para um cientista fazer um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.

Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?

Se o assunto é cor eu defendo a idéia que o mundo é uma caixa de lápis coloridos. Somos os lápis dessa caixa. Um lápis é menos lápis que o outro só porque a cor é diferente? Eu desenho desde criança, então acredite em mim: Não mesmo. Todas essas cores são de igual importância. Ok. Ok. Foi uma comparação idiota. Confesso. Os lápis são todos do mesmo tamanho na caixa. E no mundo real o lápis preto é bem maior que o amarelo.

Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.

Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas, afinal eu usei os termos politicamentes corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.

Os politicamentes corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite. Isso é racismo, pois transmite a idéia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos".

Agora peço que não sejam racistas comigo por favor. Nao é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade sou ítalo-descente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e assim como os pretos trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.

Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mal gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.

Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca terem escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.

Se é engraçado piada de gay e gordo, porque não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.

Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente", tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça você será apenas preto e eu branco, da mesma raça, a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão.

OBS: Antes que diga `Não devemos fazer piadas com negros, nem com gordos, nem com gays, nem com ninguém` Te digo: `Pode colocar meu nome aí nas páginas brancas da sua lista negra, mas te acho chato pra caralho`."

domingo, 26 de julho de 2009

Times like these


Gente, eu juro que tenho milhares de assuntos, mas hoje não dá! Overdose de internet nas últimas 48 horas me deixaram zonza, zonza. Deixei uma musiquinha boa no título, cliquem lá para saber quem é ;)

Um beijo, até amanhã.

In times like these
In times like those
What will be will be
And so it goes
And it always goes on and on...
On and on it goes

And there has always been laughing, crying, birth, and dying
Boys and girls with hearts that take and give and break
And heal and grow and recreate and raise and nurture
But then hurt from time to times like these
And times like those
And what will be will be
And so it goes

And there will always be stop and go and fast and slow
Action, Reaction, sticks and stones and broken bones
Those for peace and those for war
And god bless these ones, not those ones
But these ones made times like these
And times like those
What will be will be
And so it goes
And it always goes on and on...
On and on it goes

But somehow I know it won't be the same
Somehow I know it will never be the same.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Ui ui ui


Passando bem rapidinho para disseminar algumas coisas divertidas e outras difíceis de compreender. Tudo aconteceu hoje: ainda bem que é sexta-feira, dia em que tudo vale a pena. Depois a gente fala mais, beijometwitta ;)

- "preciso de um namorado urgente! Conhece alguém, Acácia? Aliás, dois alguéns? É que tem a minha amiga também..."

- "alguém sabe de um remédio bom pra memória? Pra apagá-la?"

- vice-presidente internado de novo e submetido a nova cirurgia. Como deram alta para ele ontem, gente??? Absurdo da medicina, e olha que o hospital é bom;

- "Nietzsche! - Saúde..." Aff, péssima...

- Sílvio Santos acaba de voltar dos EUA. Pelos corredores da emissora dele, dizem que SS foi negociar a ida do Aprendiz para o SBT. HEEEEIIIIIMMMMM???

- e a pergunta que não quer calar: o que você acha de uma mulher apresentando o Aprendiz? Heim, oi?

- queda de 6 graus de ontem para hoje, quem merece...? E a chuva que não para nunca??? Só com muito amor mesmo ;)

- "Eu gosto de blusas com gola rulê. Você acha que isso é muito fora de moda e ridículo?" Ah, vá... fala de outro jeito, pelo menos...

- "a mulher vai dominar o mundo", disse alguém. E a Rosa suplicou, na hora do almoço "tomara que não! Não dá pra compartilhar?" Fofa, né? Espertinha também;

- depois do tique "diferenciado", agora todo mundo que explica alguma coisa diz no meio "por que?" e completa: "porque blá blá blá". Que mania, né? O povo quer falar sempre igual;

- "pai, por que tá azul?" e o pai: "filho, tá chovendo, não faz pergunta difícil". Morri de rir;

- "Deus não é velho, nem jovem. Nem branco, nem negro. Nem homem, nem mulher." - Ora, padre, este não é Deus. É o Michael Jackson!"

- no meio de uma feira, ao celular: "peraí, chuchu, deixa eu entrar no banheiro pra te ouvir melhor", "no banheiro, não, numa igreja! Preciso ser exorcizada! Estou paquerando pelo msn", ai, senhor...

- às 17h30 dessa sexta-feira: "Acácia, tô te mandando um motoboy com proposta em CD" = HA HA HA, tá bão;

- o nariz do MJ está desaparecido. Como assim???

- "Tudo o que não é paixão tem um fundo de aborrecimento." (Henri de Montherlant) - ah, tá... que mais?

Já deu, né, gente? Agora vou indo porque amanhã vou para Pasárgada... cadê meu Rei?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Direito invertido


Há tempos eu penso sobre a ditadura dos "desprivilegiados". Pra mim, o que é justo é justo, direito é direito. Acho super-complicado essa história de cotas, de preferências e por aí vai. Na minha opinião, onde há educação (e milhares de valores estão imbutidos nesse quesito) não cabe obrigação.

Fico passada com esse povo que usa a "deficiência" para impor, com prepotência muitas vezes, o que ela conseguiria (ou deveria conseguir) simplesmente por uma questão de delicadeza.

Não questiono, de forma alguma, o respeito e a solidariedade. Aliás, venhamos e convenhamos, nem deveria ter lei para certas coisas. Se é para falar de educação, a educação começa aí mesmo: na espontaneidade do bom senso.

Infelizmente, a questão, acredito eu, seja bem mais profunda do que esse desabafo. Pessoas infelizes, cheias de amargura e ressentimento pela "injustiça" da vida, não conseguem ser gentis, compreensivas e doadoras. Querem tudo para si como se isso fosse lhes devolver a dignidade que acham que o mundo lhes roubou.

Acho triste isso. Daqui a pouco, como eu disse já há algum tempo, a minoria seremos nós.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A boa filha


Eu estive longe por uma semana. Oito dias inteiros sem meus vícios apaixonantes, meus blogs e Twitter, e achei que fosse sofrer de síndrome de abstinência, mas até que me dei bem: aqui estou eu de volta, sã e salva (e sem tremer).

A verdade é que esse tempo sem escrever me aguçou ainda mais a observação. Ver pessoas e coisas sem poder dedá-las me encheu de idéias e a memória precisou se esforçar. Nem anotações eu fiz, imaginem a agonia nos dois primeiros dias!

Eu fiquei pensando no povo que até no estádio de futebol precisa twittar (o Tas, por exemplo. Luciano Huck também) e fiquei orgulhosa de mim mesma. Afinal, meu grau de dependência não é tão gritante assim. Noticiário é meu programa preferido, mas nem televisão direito eu vi, olha que coisa boa. A vida pode ser bem simples às vezes mesmo.

Comi muito, engordei um tiquinho (até que tava precisando) e esqueci a TPM (e olha que estou na fase). Bebi vinho, dormi um pouco mais (de sábado para domingo foram 10 horas), relaxei, criei coragem para um tanto de projetos que tenho em mente. Estou com um desafio novo e vou precisar de muita disposição para: casa nova. Isso mesmo: casa nova. Pensa que é fácil? Ai!

Ainda (ou já?) estamos em julho, mas a impressão que tenho foi de que vivi 3 anos de janeiro pra cá. Ganhei 2 em 1, isso é fato e barberagem familiar, mas a sensação é que foram 3 mesmo. Talvez mais. Não sei onde o mundo vai parar com tudo tão rápido assim. Por isso é que eu digo: sushi hoje, franguinho amanhã, corrida todo dia. Uma coisa de cada vez!

É isso, gente, saudades desse meu cantinho, saudades docês. Amanhã eu volto.

Beijos

PS: Zizi Possi cantava, agora Luiza canta. A letra é versão, fofa e vale para levantar o ombros e cantar :)

"Seu coração tem algo que nunca muda
Mais que também não envelhece nunca
Vá e entre por aquela porta ali
Não tem caminho fácil não
é só dar um tempo que amor vem pra cada um
fique feliz na boa e tudo vem
mas nunca chove sem molhar
é só dar um tempo que amor chega até você
Seu coração tem algo que nunca muda
mais que também não envelhece nunca
sério eu vejo tudo melhorar
lá é só bater na porta e abrir
bem que eu disse pra você
que o amor vem pra cada um"

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Encantada com Andréia


Nunca um blog me provocou tanta paixão. Não canso de ler tuas palavras, Andréia.

"Se soubesses, amor, que quando me despes à noite não me deixas mais nua do que ando todos os dias, a todas as horas, desde que te conheci. Que trago o coração destapado, indefeso, e que por isso corro atrás de ti na estação de comboios, nas ruas da cidade, na sala da casa. Tu a fingires que foges de mim, o corpo a exagerar os gestos, quase em câmara lenta. E eu a rir. E nós a rirmo-nos. E os problemas todos de repente esquecidos, atirados para uma outra dimensão.

Como quando eu chego à cama, tu enrolado como um bebê, eu a deitar-me e tu a puxares-me para ti. A tua cabeça encostada à minha, os teus braços a prenderem-me, eu a medir a tua respiração e a desejar parar todos os relógios do mundo. Se soubesses que o teu corpo é a minha casa e que me pergunto todos os dias por que te amo e que todos os dias encontro mil razões diferentes. Que quando olho para os outros casais no metro, no comboio, no café, no centro comercial, no restaurante, em fotografias e em filmes sinto pena deles por não serem nem metade felizes do que aquilo que eu sou contigo.

Se soubesses que a um gesto teu, um gesto apenas, era capaz de roubar todas as flores do mundo, invadir os oceanos, capturar todos os peixes, prender todos os pássaros e construir um jardim na tua varanda. Só, juro, para te ver sorrir."

(Andréia, blogueira de Portugal)


A foto é da capa do livro Diário de um Apaixonado, de Fabrício Carpinejar (Mercuryo Jovem, 2008)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Amor entre almofadas


Em plena festa bacaninha, duas amigas me pegaram para Cristo. Uma me chamou de "defensora de homens", por fazer o papel de advogada do namorado dela quando há uma crise no ar. A outra comprou a ideia prontamente e nem houve como argumentar.

Então, como por aqui eu falo e ninguém me interrompe... vou me explicar:

1. não faço defesa de homens porque eles precisem. Faço porque mulher tem a incrível mania de achar que homens são safados e fazem tudo de caso pensado. Isso é, obviamente, falso, né? Homens são como nós: sensíveis e confusos, mas expressam isso diferente, porque nós somos diferentes!

2. uma pessoa ausente precisa de alguém que aponte o que, talvez, seja o seu ponto de vista, não?

3. ao defender o namorado de uma amiga na verdade estou defendendo a própria! Adoro histórias de amor e quero que ela seja feliz. Seria bom que visse as coisas por outro ângulo (menos da vítima, mais do humano. Eu sei como são essas coisas e ter alguém para nos clarear ajuda um bocado);

4. sou romântica mesmo, não tem jeito. E acredito que todo mundo queira ser feliz (inclusive os homens, pasmem), mas que alguns vícios são difíceis de serem rompidos (os nossos, então!). Haja cuidado e companheirismo pra gente conseguir. Vale a pena, vale mesmo.

5. por último, dependendo da fase do mês... nós, mujeres, podemos nos sentir bem carentes, mais frágeis do que o comum e com a memória bem confusa. Moços, nesses períodos, defenda-nos de nós mesmas, please...

"a felicidade, meu amor, tem a temperatura do teu colo
a chuva a fechar a noite,
os cobertores a aquecerem-nos o coração,
o meu cansaço, a tua mão no meu cabelo.
O mar podia entrar agora pelo chão da sala,
invadir o sofá, que nem assim eu acordaria."

(Andréia, de Portugal)

* Distant Dreamer no título

terça-feira, 7 de julho de 2009

Oitos e oitentas


Eu comentava hoje que deixei o Café Filosófico para assistir A Fazenda. Eu sei, a troca é péssima e o conteúdo indiscutível. Mas, me parece absolutamente sintomático: tirei férias das teorias e quero mesmo é um pouco de bobagem.

Nunca fui de novelas; BBB, então, jamais! Não tenho paciência para exposições do gênero e tenho horror a gente se achando celebridade. Mas, o fato é que comecei a ver A Fazenda por conta de um trabalho e continuei. E o pior: tem filosofia lá tb! Da mais barata e visível possível, mas tem.

Espero que essa paixonite por bobagens passe logo. E que haja um meio termo ;-)

* A foto é do Olhares.com

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ah, tá...


Duas amigas queridíssimas resolveram, essa semana, explodir meu coração: desde segunda-feira tenho sido bombardeada com afirmações a meu respeito capazes de fazer estremecer minhas estruturas.

É engraçado como a gente não tem noção de como é percebido, especialmente por algumas pessoas. E é mais impressionante ainda como certas amizades podem ser tão sinceras. Adoro isso. Adoro mesmo. Quem foi que inventou que mulheres não são amigas de outras mulheres? Pura inveja... :)

Bom, o fato é que, conversando com a minha xará de sobrenome (é, eu também sou Tavares) sobre o tal instinto maternal, ela, com a maior naturalidade desse mundo, me disse: "você tem muito! É amiga, acolhedora, preocupada, cuidadosa, sempre cumprindo a função de orientar, fazer enxergar de outra forma". Ah, fala sério, né??? Eu nem imaginava isso...

Aí, para tentar equacionar a conversa, à noite, comendo pizza e tomando vinho com a Rose, mencionei essa prosa, esperando mesmo ouvir um outro lado qualquer. Não é que ela corroborou com tudo e muito mais? A moça falou tanto que quase chorei. Foi um bálsamo ouvir, no mesmo dia, duas amigas tão distintas falando de qualidades que eu desconhecia sobre mim mesma. Aliás, sou campeã em não enxergar um bocado de coisa. Sou míope, né? Por isso é sempre bom quando alguém querido se sente confortável em me contar o que pensa.

A história é comprida, fichas interessandíssimas caíram e me emocionei demais com alguns lugares que clareei. Mas, isso é assunto para dividir a dois, sorry. O que vale dizer é que poucas vezes, em apenas três dias, eu experimentei tamanho amadurecimento, tamanho carinho. E não foi pelos elogios, foi por todo o resto.

Obrigada, meninas. Vocês tem sido mais do que especiais na minha vida.