quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Você precisa do que?


Esse meu blog é estritamente pessoal, todo mundo que acompanha já percebeu. Aqui eu derramo as minhas experiências sem intenção de que se tornam verdades unânimes, sequer verdades. Alguém, vez por outra, se identifica e é super-natural: somos humanos e parecidos em algum momento. Digo isso porque estive pensando sobre um assunto delicado e corro de risco de gerar algum desconforto. Mas, é para o bem, como sempre é a minha intenção.

Fiz terapia por 4 anos e participei também por um bom tempo de um grupo cujo objetivo era trazer luz ao coração e ajudar a melhorar a vida através do auto-conhecimento. Tentei terapia outra vez, depois disso, mas foi por pouquíssimo tempo. Trabalhei bastante comigo, como vocês podem imaginar.

O fato é que, tendo vivido todas essas coisas, me sinto muitíssimo à vontade para dizer: terapia ajuda na medida em que alivia uma dor momentânea (e falar sobre a dor sempre trará benefícios), mas não atua na mudança, sequer na transformação da rota que insistimos em manter.

Além de mim mesma, conheço pessoas assíduas e aplicadas em processos terapêuticos (quaisquer que sejam: freudiano, junguiano, holístico, etc) que, no máximo, conseguem entender como funcionam e porquê, mas que, lamentavelmente não conseguem romper com os ciclos, vícios, deslizes e boicotes.

Lembro que, após um determinado tempo e conhecendo o raciocínio da psicóloga que me atendia, eu escondia uma informação ou outra e, aí, acabava rolando uma manipulação. Péssimo pra mim que não atingia a melhora, e, talvez, péssimo para ela que via seu trabalho assim, sem resultado efetivo.

Encontrei a saída apenas quando reencontrei o Budismo porque, ali, téte-a-téte comigo mesma, sem intervenção, sem máscaras e sem escapatória (ou resolvia ou estava fadada à eterna repetição) eu fiquei inteiramente sob a minha responsabilidade. Foi somente assim que entendi que a brincadeira de fazer-de-conta-que-a-vida-é-passatempo não me fazia feliz. E, vamos combinar, felicidade é assunto que exige compromisso, desejo profundo e seriedade da boa. Propósito bão e é disso que eu preciso :) Tim-tim.

Um comentário:

Gil disse...

amei o "inteiramente sob minha responsabilidade" amei. amei . amei. e por aí mesmo. o que também é uma verdade minha...
tim tim pra você também. quando mesmo hein? tá faltando...