quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Faço, logo existo


Outro dia eu comentava que meu maior desejo é tirar minhas verdades do discurso e praticá-las na vida real, no dia-a-dia.

Isso quer dizer deixar que pregar o respeito quase como uma utopia e lembrar-me dele quando estiver irritada ou nervosa com alguém, por exemplo. Também quer dizer esquecer as belas palavras sobre sustentabilidade e agir efetivamente, dando exemplos sem nem mesmo perceber. Falar de amor, sim (porque é uma delícia!), mas principalmente esbanjá-lo diariamente sobre meus afetos profundos. Sorrir para a moça do caixa não porque eu "lembrei" que isso faz bem pra todo mundo, mas porque a empatia fluiu sincera.

Quantas coisas assim podem sair no pensamento para ganhar vida nos gestos? Incontáveis... i-n-c-o-n-t-á-v-e-i-s. Isso é provocar uma mudança pura, não uma burocracia politicamente correta (se é que polílica e correto podem estar juntas na mesma frase. O correto seria "impolítico". Enfim.).

Fico ouvindo o povo encher a garganta para levantar bandeiras e observo a prática: niente, nada me convence, fica até feio. Mas também tem a gente que nem percebe e já está ok, fazendo tudo o que acredita, fielmente, surtindo efeito, bacana, correto, honesto. Uma delícia, dá alegria, vontade de compartilhar, ficar perto.

Tem uma frase budista que diz que "lata atrai lata, ouro atrai ouro". Acho que isso quer dizer me polir sempre (ou lapidar, para combinar com o Gema). Assim, é possível atrair, cada vez mais, jóias genuínas, pra brilhar junto ;)

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