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O sermão do padre Flynn

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Gente, com tanta chuva, o melhor programa desse mundo era mesmo comer e assistir filme. Foram 3 hoje, seguidos, acompanhados de pipoca, morango, bolo, sopa e muitas lágrimas (ah, os filmes foram tão sensíveis, tão bons...). O trecho abaixo é do comecinho de Dúvida (com Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman), trata-se do sermão do padre Flynn. Forte :O "What do you do when you’re not sure? That’s the topic of my sermon today. Last year, when President Kennedy was assassinated, who among us did not experience the most profound disorientation? Despair? What do I say to my kids? What do I tell myself? It was a time of people sitting together, bound together by a common feeling of hopelessness. But think of that! Your BOND with your fellow being was your Despair. It was a public experience. It was awful, but we were in it together. How much worse is it then for the lone man, the lone woman, stricken by a private calamity? ‘No one knows I’m sick.’ ‘No one knows I’ve lost my last real fr...

Patrícia e sua saudade

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Lembram da Patrícia, a pessoa que conheci durante um seminário e que me impressionou muito pela intensidade? Pois é, lendo meu blog ela viu o cometário que fiz sobre ela e tal. Fez uma observação por lá, explicando melhor aquilo que eu não havia entendido na sua total dimensão. Adorei. Adorei. Aí, de presente, ela me enviou algumas coisas que tem escrito. Estou insistindo com ela para que faça um blog: história não falta! Vou continuar insistindo até que ela nos brinde com um tanto da sua sensibilidade. Uma dos textos que recebi da Patrícia está logo abaixo. Fala da saudade. A dela, mas que é parecida com a nossa. Um beijo, obrigada Patrícia :) Ausência sua cabeça no meu travesseiro, a minha volta, suas memórias, meu pobre corpo, sua ausência não entende, assim, persisto, uma insistência ilógica, onde fantasio, e sempre te recrio, e neste exercício louco, entre vida e memória, me confundo e me perco. Tento como dever diário, fazer de minha rotina, um ritual de desapego, no entant...

O curioso caso de Benjamin Button

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Eu já tinha assistido esse filme umas duas vezes. Lembro que nas duas lamentei não ter anotado algumas falas. Ontem, na terceira vez, consegui. E trouxe pra cá, para nunca mais esquecer. Mesmo que algumas pareçam óbvias, é isso que a gente sempre faz: esquece. Ainda tem a bagagem emocional do filme que dá muito mais sentido a cada palavra :) "Nunca sabemos o que nos espera." (Queenie, sobre viver hoje) "A gente pode ficar furioso com o rumo dos acontecimentos. A gente pode xingar, pode amaldiçoar o destino, mas quando chega o fim a gente tem que aceitar." (Cap. Mike Clark ao ser morto durante a guerra) "Vc mal falou comigo." (Daisy p/ Benjamin, durante o reencontro) "Não quero estragar tudo." (Benjamin p/ Daisy) "Dorme comigo." (Daisy no reencontro) "É claro que sim." (Benjamin) "Nada dura para sempre." (Benjamin, com medo, p/ Daisy) "Algumas coisas duram." (Daisy p/ Benjamin) "Acho que foi naquel...

A vida de todos os dias

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Ontem à tarde, durante o trabalho, falamos sobre morte e ficamos ponderando sobre a dor: ela é maior quando a morte é repentina? Ou a dor esperada é tão sofrida quanto? Perguntei no Twitter e algumas pessoas responderam por lá mesmo, outras enviaram e-mail, duas ficaram preocupadas achando que talvez eu estivesse passando por uma perda e telefonaram. Fofo isso. Enfim, a maioria disse que a morte repentina é mais dolorosa porque não permite despedida nem tampouco dá oportunidade de fazer o que se deseja para a pessoa que vai. Alguém também disse que depende, se para quem fica, se para quem vai. Minha amiga Sílvia foi muito mais profunda: escreveu que toda morte deveria ser esperada (não é a única certeza, afinal?). Bom, o fato é que ninguém gosta do assunto. Eu, então, sempre tive pavor, não entendo, não aceito, não tenho consciência da finalidade. Por isso, cuidar da vida é tão importante pra mim. Cuidar da minha consciência viva é uma questão tão fundamental que é como se eu quisesse ...

Alegria

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Clica no título: é bonitinha mesmo :) Canta, dança, sem parar Sobe, desce, como quiser Sonha, vive, como eu Pula, grita, ôoooo Não segure mais os seus instintos Porque isso não é natural Sai do sério para aprontar um grito forte Quando queira gritar É saudavel, relaxante, recupera e faz bem a cabeça Por isso canta, dança, grita, ôoooo Vá em frente entre numa boa Porque a vida é uma festa Não controle, não domine, não modere Tudo isso faz muito mal Deixe que a mente se relaxe Faça o que mandar o coração Por isso canta, dança, grita, ôoooo Não se reprima Não se reprima, pode gritar Não se reprima Dança, canta sobe, desce Vive, como pula, como eu Canta, dança, sem parar Sobe, desce, como quiser Sonha, vive, como eu Pula, grita, ôoooo Chega de fugir, de se esconder E de deixar a vida pra depois Não precisa mais o mundo vira O tempo corre nada vai te esperar Entra de cabeça nos teus sonhos Só assim você vai ser feliz Por isso canta, dança, grita, ôoooo Não se reprima Não se reprima, pode gr...

Adoro o virtual, mas sou real

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Entrei na rede em 1996 com o UOL. Na "época", ler emails só mesmo pelo outlook, em casa, não tinha outro jeito. Pouquíssimas empresas usavam internet, webmail nem existia também. Mas, lembro que me apaixonei logo de cara, fiquei deslumbrada com a idéia. Em 1998 fui passar uns tempos nos EUA e fiquei maluca porque o UOL não facilitava o acesso a minha caixa postal de lá. Foi quando abri uma conta no Hotmail, pra poder manter contato com o mundo de cá do jeito que eu já entendia ser bem inteligente e barato. Nos EUA a internet já era mais popular: em qualquer biblioteca o acesso era gratuito. Tinha fila pra usar e tempo cronometrado (30 minutos por usuário), mas estava valendo e muito! De lá prá cá, minha paixão só aumentou. Além da possibilidade de conhecer um mundo de coisas, eu ainda podia ficar perto de gente querida que vivia longe (e ainda vive). Não que eu goste de trocar o real pelo virtual. Aliás, nunca acreditei (e ainda não acredito) em amores à distância, namoro vir...

Cansaço da alma

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Minha alma está abatida, cansada. Não sei se por causa dos dias cheios, se por causa do excesso de gente, excesso de fala, excesso de egos. Pode ser tudo isso junto e mais o fato de ter que tocar um tanto de coisas sozinha. E não adianta, é assim toda vez que a lâmpada queima, o portão emperra, chega a hora de supermercado, a dúvida da vizinha. Todo mundo tem seu momento Dita, né? Normalmente eu dou conta, mas tem dia que eu chego à exaustão completa, à uma inércia sem apetite, sem sede, aquela velha pergunta que volta vez por outra: por que mesmo? Enfim, uma boa noite de sono sempre resolve. Ainda bem. E assim eu vou. E volto.