terça-feira, 23 de março de 2010

0 a 0 X 1 a 1


Que me perdoem as minhas leitoras, mas mulher tem a feia mania de se queixar dos homens, achando que são todos iguais. O pior é a centralização, o controle de tudo: mulher acha que só ela sabe fazer as coisas, cuidar da casa e etc. Quando casa, faz tudo, crente que o homem que ela escolheu para viver a vida toda junto não sabe fazer nada. Reclama quando ele deixa roupa pela casa, mas acha que é assim mesmo e alimenta a brincadeira.

Quando vira mãe, então, é o terror: só ela sabe dar banho, trocar a fralda, vai buscar na escola, dá papinha. Depois se queixa por estar sobrecarregada, por ter um marido que não "ajuda", se sente sozinha. Claro, né? Ela nunca deixou o homem entrar na rotina da casa nem na rotina do filho.

Por isso, nós, mulheres, estranhamos quando encontramos um homem participativo, excelente pai, companheiro, aquele que não aceita ficar à margem do que acontece na casa, menos ainda ao que acontece na vida dos filhos. Como assim? Isso não é prerrogativa nossa? Maldade nossa tamanho controle. Maldade.

Mas, há uma maldade maior, cruel mesmo, que está muito além da simples cultura matriarcal: é o uso dos filhos para controlar o pai, principalmente quando esse pai se torna ex-marido. Sei de casos tristes, de pais reféns de ex-muheres feridas no orgulho, rendidos a uma lei completamente protecionista, fazedora de super-mães-poderosas.

Acostumadas a ter seus filhos somente para si numa separação, nós nunca seremos capazes de dividir os filhos com aqueles que amamos tanto um dia a ponto de ter uma herança eterna com eles? Se o amor entre o homem e a mulher acabar, isso faz daqueles dois inimigos? Eu não sou mãe, talvez por isso não entenda essa relação de poder. Pra falar a verdade, não só não entendo como não aceito essa ou qualquer outra relação baseada no poder.

Tenho ego, sim, mas, pra mim, o jogo do ego é inconcebível, faz todo mundo infeliz. Não gosto de disputas, sempre me afastei de competições, não por medo de perder, mas por acreditar que competir com meu igual é lutar contra a natureza. Uma coisa é lutar contra uma doença, contra a desarmonia, contra a fome. Outra coisa é lutar contra um ser humano, seja o motivo torpe ou não.

Faz bem pensar nas atitudes do dia-a-dia, mulherada. E mudar as que não funcionam para a felicidade (nossa e do outro). Construir relações sadias a partir da observação e de escolhas melhores. Melhorar para o outro também, afinal, não é pensando no bem fora de nós que a gente melhora o próprio coração?

2 comentários:

Anônimo disse...

;-)

Anônimo disse...

;-)