segunda-feira, 5 de julho de 2010

O caso Bruno


Casos como o dessa moça Eliza e do jogador Bruno, do Flamengo, mais do que me espantar, me entristecem profundamente.

Voltando um pouco na história do rapaz, pelo que ouvi e li, o jogador foi abandonado pelo mãe com poucos meses de vida e o pai faleceu logo, depois de cumprir pena por homicídio e afins. Criado pela avó, Bruno tentou reaproximar-se da mãe sem sucesso. Alcóolotra, essa senhora hoje está internada para desintoxicação e a avó, que criou o rapaz, anda sedada ultimamente, dado o choque pela suspeita de homicídio contra o neto.

Independente se Bruno matou ou não Eliza, o filho do casal já nasce com o carma bem parecido ao do pai. Assustador. Se foi Bruno o autor do crime, essa criança viverá sob o signo inominável do verdadeiro terror. Que valores essa criança carregará? Que emoções lhe foram amputadas? Terá ele alguma escolha de viver sem essa sombra? Sua vida foi, prematuramente, dirigida ao lixo?

Ainda ontem comentava que acredito muito que características físicas similares denotam personalidade e caráter similares também. O assunto é sério, científico e estudado há milênios. Reparem nos olhos do jogador Bruno, por exemplo: pequenos, cercados por sobrancelhas espessas, expressão grave, profunda. Pelo muito pouco que sei (e acredito que sei apenas pela observação, nunca estudei o assunto), esses traços carregam passionalidade, impulsividade, agressividade e incapacidade de lidar com rejeição. Aliás, essa turma normalmente tem problemas de rejeição materna (ou pensa que tem).

A parte meu achismo empírico, esse moço carrega muita história errada (mal usando o termo): desorientado e perdido na vida, viveu orgias e teve outros dois filhos com uma senhorita que se diz "mulher" dele "apesar de tudo". Se foi ele que matou Eliza (que insistem em noticiar seu lado nada santo) eu não sei, nem a polícia ainda sabe. Por ora, a novela já está bem nelson-rodriguiana, imaginem se piorar.

4 comentários:

Augusto Branco disse...

Torço pelo Flamengo, e conhecia a estória do goleiro Bruno. Nisto eu encontrava justificativas (?) para o destempero e as atitudes negativas do rapaz, e devo dizer que nunca simpatizei com ele, e sempre fui a favor de sua saída do Flamengo justamente por seu comportamento negativo. Entretanto, minha princesa Acácia, venho aqui manifestar minha admiração por tuas ponderações. Não estamos aqui nem para julgar nem para punir - apenas para compreender e viver melhor. A apuração dos fatos caberá a polícia e à Justiça. Ele, bem ou mal, segue inocente até que se prove o contrário. Quanto ao carma, ao futuro da criança, e etc... Va bene... o universo tem caminhos misteriosos. Tenho motivos para crer que esta criança superará isto de forma positiva.

Augusto Branco disse...

Torço pelo Flamengo, e conhecia a estória do goleiro Bruno. Nisto eu encontrava justificativas (?) para o destempero e as atitudes negativas do rapaz, e devo dizer que nunca simpatizei com ele, e sempre fui a favor de sua saída do Flamengo justamente por seu comportamento negativo. Entretanto, minha princesa Acácia, venho aqui manifestar minha admiração por tuas ponderações. Não estamos aqui nem para julgar nem para punir - apenas para compreender e viver melhor. A apuração dos fatos caberá a polícia e à Justiça. Ele, bem ou mal, segue inocente até que se prove o contrário. Quanto ao carma, ao futuro da criança, e etc... Va bene... o universo tem caminhos misteriosos. Tenho motivos para crer que esta criança superará isto de forma positiva.

Tahiana Andrade disse...

Não acho que deveríamos chamar de caso Bruno. Costumamos chamar os crimes pelo nome da vítima como caso Isabella Nardoni ou Eloá. Chamemos então de caso Eliza... a vítima!

Beijos

Anônimo disse...

Concordo com suas ponderações, vai depender de como esta criança viverá, pois grande parte se torna produto do seu meio, são compassivos, não julgam se isto é certo ou errado. Vai depender disso. Se ele vai perpetuar o karma do pai ou vai dar uma outra vida a sua vida, tudo vai depender das escolhas dele. O Bruno mesmo com o karma, conseguiu ir além do que talvez tivesse almejado para sua vida, porém não conseguia ver isto, só olhava para o lado negativo, se ressentindo por ser abandonado, não viu que tinha uma vida pela frente diferente da dos pais, porém por mais que ele tenha ganho dinheiro, não conseguiu superar a rejeição.