quarta-feira, 7 de julho de 2010

Canções de Narciso


Desde que o ser humano existe há vaidade no mundo. Pinturas nas cavernas trazem essa história, maquiagem indígena é coisa famosa, Cleópatra virou mito pela beleza. Hoje, a vaidade, mais do que nunca, virou indústria capaz de fabricar comportamentos e conceitos duvidosos, na maioria das vezes.

Entretanto, essa vaidade só é poderosa assim graças a uma outra: a vaidade da alma, ainda mais perigosa. Essa vaidade, mãe do orgulho e da "superioridade", no mínimo, provoca separações. Mas é ela também que mantém pessoas aparentemente juntas: uma conhecida outro dia me disse que continuava com o namorado porque não queria dar o braço a torcer para as "outras" que o assediavam. "Você gosta dele?", perguntei. "Não sei, acho que não mais, ele me traiu muito", foi a resposta. Sinceramente, nem sei o que dizer numa hora dessas.

E vamos ser justos, não é só mulher que se deixa arrebatar pela danada da vaidade: os homens, na ânsia de "demarcar território" (sim, a maioria ainda acha que precisa), faz muita bobagem para demonstrar poder (profissional, pessoal, afetivo). Quantas vezes esse homem vaidoso precisa de uma mulher bonita a tiracolo só para aparentar algum status? E nem estamos falando das garotas "profissionais"... e, sim, dos relacionamentos de mentira que servem para disfarçar o vazio, a carência ou o medo da solidão. O assunto é vasto e seria preciso filosofar um bocado com os grandes nomes dessa nossa ciência para chegar, provavemente, a lugar nenhum.

Eu nem consigo pensar em respostas para o tanto de pergunta que a gente faz. Ainda bem, né? Se fosse o contrário, estaria estabelecida uma tirania pessoal que, sério, eu não tenho a menor disposição para exercer. Mas, fica a dica: pensar na motivação antes de agir sempre melhora o movimento, e, claro, o resultado ;)

Beijinhos




Um comentário:

Bernardo disse...

Parabéns pelo artigo, Acácia! Te mandei comentário pelo e-mail. (Agradeço também pela resposta, que já recebi)