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Com o futuro no olhar

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Uma homenagem feminina ao tempo, que faz a vida maior Há algumas semanas soube que estou grávida, provavelmente de uma menina. O que pode parecer muito comum para a maioria das mulheres, pois é um sonho e um desejo para quase todas, para mim foi, e tem sido, uma grande descoberta, uma vida, de fato, nova, que antes eu nunca havia imaginado para mim. A gravidez é o símbolo maior de feminilidade, muito embora  eu sempre tenha acreditado que nem toda mãe é, por natureza, uma mulher plenamente realizada somente porque pariu outro ser. Na minha opinião, a maioria das mulheres tem filhos sem ao menos pensar direito no que é isso, apesar do discurso fácil ser o mesmo: "é a melhor coisa do mundo". Foi em abril de 2013, mês do meu aniversário, que me perguntei o que eu e o meu marido faríamos com todas as experiências que tivemos e temos, com todos os valores que construímos, com as descobertas sobre a vida que conquistamos a cada segundo, a cada dia. Para quem contaríamos ...

Retalho humano

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Nada me encanta mais do que ouvir histórias de vida. E, quanto mais o tempo passa, quanto mais histórias eu ouço, mais eu me convenço das nossas semelhanças nas escolhas, nos medos e sonhos. Somos todos gêmeos em essência, essa é a lição da vida. E para aprendê-la com primazia há que se atravessar um mundo de dificuldades, treinar a humildade, o vínculo e o desapego, a empatia e o humanismo. Nunca se vive o suficiente para aprender tudo. Algumas religiões até nos acalentam, pregando a vida após a morte, existência após existência, como se isso nos tornasse melhores no dia a dia, que é onde realmente importa e o que promove nossa "evolução". Pelo pouquíssimo que sei e vivi até hoje, não acredito que estejamos evoluindo como seres humanos. Há 5 mil anos desejamos a imortalidade e o poder e muitos de nós continua fazendo qualquer coisa para satisfazer essa necessidade. O vazio por desconhecer a origem e o porquê da vida, e por não termos as respostas que julgamos precisar...

O divino em nós

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Outro dia, vi no Facebook de uma amiga que retornava de uma viagem: "voltando, que Deus nos proteja". E, hoje, partindo em férias, no meio da estrada, pensei: "que seja tranquila e segura nossa viagem e que voltemos em paz". Minha amiga, claramente católica, guardava no coração o mesmo desejo que eu, budista tarja-preta: paz, segurança, proteção. Daí a eu fazer uma viagem interna foi um pulo: fui ao passado distante, a outro nem tanto, ao dia de ontem e ao amanhã. Pra mim, segurança e proteção sempre foram palavras que estiveram ligadas a manutenção do status quo. Ou seja, nada de mudanças! Por isso tentei me segurar mais do que pude, me agarrei com unhas e dentes à algumas situações, sofri só em pensar nas prováveis perdas. Fui uma aos 20, outra aos 30. Aprendi a mudar com muita dor, mas sobrevivi para entender que a mudança é o tom da vida. Hoje mudo e quero continuar mudando. Mudando o pensar, o agir, o sentir. Mudar é expandir, crescer, enxergar de outro ...

E assim a vida sorri

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Se tem uma coisa que eu faço com primazia é observar. E eu observo tudo: pessoas, coisas, relacionamentos, atitudes, resultados. É por isso que é tão difícil eu me enganar (mesmo que alguns achem que me enganam): eu olho mesmo, e com profundidade. Para os mais "astrológicos", essa falta de pressa no olhar é minha lua em Escorpião: quase nada me foge, mesmo quando eu própria gostaria de fugir ou disfarçar. Por isso, minhas amizades (aquelas de convívio mesmo, as sérias) são poucas, verdadeiras e longas, capazes de suportar minhas sinceras intervenções e minha maneira auto-responsável de viver a vida. Não gosto de coitados nem de vítimas: a vida não é feita por ninguém além de nós mesmos, portanto, somos os únicos responsáveis. Também não sou uma pessoas de luxos vazios: não há bolsa "de marca" que valha mais do que um bom jantar com amigos, nem um carro suficientemente mais importante do que uma boa viagem. Sim!, sou sensorial, mas não se engane: sou taurina, ad...

A nação somos nós

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Quando precisamos, deixamos o carro sempre na mesma oficina. O atendimento é cordial, a oficina é limpinha (mulher pode entrar sem se preocupar em sujar o vestido), o serviço é rápido e o preço é justo. Na hora de pagar, a maquinha do cartão fica no escritório do dono. Na parede, vários diplomas da Loja Maçônica. No diploma de Mestre está escrito "Amor e Trabalho". Eu sorrio, agradeço, desejo boas festas a todos e vou embora. No caminho de volta me lembro de que não recebi nota fiscal. Aliás, nunca recebi nota fiscal de lá. Eu fiquei me perguntando: ele é bom trabalhador, bom cidadão, mas sonega?; ou é bom trabalhor, mas não é bom cidadão (porque sonega)? Ou será que é assim mesmo nesse país? Afinal, pagamos tantos impostos, tanto dinheiro não usado para seus devidos fins e que vai parar nas mãos de alguns, que revolta a gente. Além do mais, quem sobrevive pagando tanto imposto??? Outro dia, recebi o boleto do sindicato do qual minha empresa participa (não por livre e...

A vida para viver

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Ouço todos os dias a queixa de que a vida é curta. Mas, ontem, pensando e pensando, cheguei a conclusão de que a vida é longa. Viver 80, 90 anos nos dá tempo suficiente para aprender e aproveitar a vida. O problema é que demoramos a aprender a viver e, quando finalmente começamos a aprender, a vida já está no fim. Aí fica a sensação de que não houve tempo para aproveitar, para saborear o que foi aprendido. Parece que não houve tempo para curtir a vida. Ninguém acerta sempre. Não é humano acertar sempre. Mas arriscar tudo por qualquer coisa é ter uma miopia gigantesca na alma. Alguns riscos são importantes e enxergar a longo prazo ajuda a escolher os que valem a pena correr. Não é saudável atropelar os anos e todas as pessoas, fazendo coisas como se não houvesse consequência para cada escolha. Viver não é passar de ano. Fiquei imaginando quais seriam as pequenas regras de ouro para uma vida melhor e longa, no sentido de "vivida de verdade, com valor...

Ninguém nasce sabendo, mas morrer sem aprender é outra história

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Algumas vezes a vida parece piorar de repente e fica difícil, achamos até impossível que ela melhore, volte a ser feliz, como em alguns momentos ela foi. A maioria de nós sustenta esse percalço por anos, acreditando que a vida é aquilo mesmo, não há nada o que fazer; ou, se há, é difícil demais para, sequer, iniciar. A vida transforma-se num luto sem fim. Saímos até a procura de algumas palavras de conforto, e dá-lhe filme de superação, frases feitas no Google e livros de auto ajuda. Mas o efeito dura pouco: na hora do eu-comigo-mesmo o desamparo acontece. Outro dia eu me preocupei muito com uma pessoa querida que estava assim, desiludida e sem rumo. E orei mentalmente por sua recuperação. A boa notícia é que, talvez, de alguma forma, essa onda de bem querer atinja quem quer que esteja precisando. A notícia não tão boa assim é que o processo leva tempo e há que se ter paciência: muitas quedas virão até a boa subida começar. A felicidade é um exercício: a princípio exige esforço,...