terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ninguém nasce sabendo, mas morrer sem aprender é outra história


Algumas vezes a vida parece piorar de repente e fica difícil, achamos até impossível que ela melhore, volte a ser feliz, como em alguns momentos ela foi.

A maioria de nós sustenta esse percalço por anos, acreditando que a vida é aquilo mesmo, não há nada o que fazer; ou, se há, é difícil demais para, sequer, iniciar. A vida transforma-se num luto sem fim. Saímos até a procura de algumas palavras de conforto, e dá-lhe filme de superação, frases feitas no Google e livros de auto ajuda. Mas o efeito dura pouco: na hora do eu-comigo-mesmo o desamparo acontece.

Outro dia eu me preocupei muito com uma pessoa querida que estava assim, desiludida e sem rumo. E orei mentalmente por sua recuperação. A boa notícia é que, talvez, de alguma forma, essa onda de bem querer atinja quem quer que esteja precisando. A notícia não tão boa assim é que o processo leva tempo e há que se ter paciência: muitas quedas virão até a boa subida começar.

A felicidade é um exercício: a princípio exige esforço, a musculatura flácida, preguiçosa e sedentária implora pela comodidade do mesmo. Mas, a cada dia que a gente não se resigna, a cada dia que a gente levanta cedo pra correr exatamente para o destino que se quer atingir, o coração fica mais forte, a alma também, as pernas e braços vão deixando de reclamar.

Quase sem perceber, o corpo vai delineando, a gordura vai dando lugar ao músculo mais enxuto, a respiração deixa de ofegar tanto, e a gente vai chegando, chegando, chegando. E quando chega, olha novos e outros horizontes: criamos uma turma de "corredores" ao nosso redor. Outros problemas virão e outras dificuldades também. Mas, se antes era difícil levantar 1 kg de problemas porque a força da alma inexistia, agora já dá pra levantar 10 k e continuar andando.

Eu não sei o que cada um precisa fazer para ser feliz, eu sei o que eu vivi e por quais desníveis, pelos motivos que tive na época, escolhi passar. A quem se espante com a palavra escolha. Ainda tem gente que acha que somos marionetes de algum deus, de alguém ou de alguma situação. Esse é o pior e mais desastroso erro que um ser pensante pode cometer contra si mesmo. Se há uma força fora de nós mesmos, ela trabalha a nosso favor, sempre: seja para o bem, seja para o mal.

A felicidade é um exercício, sim. E, assim como uma academia, é preciso ir. Não adianta só pagar e achar que tudo cairá do céu. Exercite-se. Antes que chegue dezembro e você encha seu caderninho de objetivos para o ano que vem que jamais sairão do papel.