quinta-feira, 14 de abril de 2011

Eu não!



Outro dia, um amigo que conheço há bons 15 anos, me disse pela 2ª vez: "tu devias ser psicóloga". E eu, que já tive essa vontade quando era adolescente, agradeci enormemente por ter seguido outro rumo.

Desde que me entendo por gente sou essa massa questionadora. Nunca tive resposta satisfatória para pergunta alguma, a não ser que a vida faz sentido e vale a pena sempre. Por isso é que eu disse ao meu amigo: se eu fosse psicóloga, enfermeira, médica, cientista política, filósofa ou afim, já teria enlouquecido. Seria um estímulo super-super-extra carregado para uma mente tão inquieta quanto a minha.

Eu preciso mesmo é desse trabalho gostoso, leve, que fala de beleza e auto-estima. Assim, com essa distração boa que ainda me remunera ( ;-) ), eu tiro um pouco o pé do chão, me encanto com as cores, fotos, shows e novidades do "mundinho" fashion. Mas, engana-se quem pensa que esse mundo não é sério. É sério e muito! Além disso, é um universo caro, que coloca nosso país no 3º lugar do ranking do mercado. Quem me conhece sabe que não me caberia viver sob qualquer tipo de irresponsabilidade. Eu trabalho bastante, mas trabalho feliz, pois equilibro bem meus estímulos e não carrego nada de negativo do trabalho para casa.

Portanto, querido amigo, nada de psicologia. Meus pequenos palpites sobre a vida ficam entre amigos e está bom demais ;-)

Beijos

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Viver a vida

Há dias estou digerindo alguns acontecimentos e conversas recentes. Dentre os mais marcantes, as mortes do nosso ex vice-presidente, José de Alencar, e da bela Cibele Dorsa me fizeram prestar atenção a coisas que naturalmente jugamos saber. Fiquei me perguntando o que diferenciou tanto o final da vida de cada um dos dois: Alencar viveu até o último segundo dos seus quase 80 anos lutando para viver. Cibele não quis, apesar o vigor dos seus 36.

A conclusão a que cheguei, apesar de parecer tão óbvia, é que os únicos bens que nos mantém "vivos", com vontade de viver, são o afeto conquistado ao nosso redor e o forte propósito de construir nesse mundo uma marca pessoal de valor.

Ouvi de pessoas que conheceram José de Alencar que ele era "uma simpatia", bem humorado, firme em sua honra, justo. Sua esposa, d. Mariza, quando soube que ele estava com câncer, fez uma promessa: nunca mais usaria suas jóias (que ela adorava) para que seu marido vivesse mais. Segundo amigos do casal, era comum Alencar dizer para a esposa "deixa de bobagem, Mariza, você adora suas jóias!", mas ela foi firme. Nunca mais usou sequer um anel. Com tanto amor e cuidado assim ao redor, quem é que pode querer morrer?

Já da Cibele, pouco se sabe sobre sua vida. Mas eu fui lá no Twitter dela pra entender um pouco como ela se sentia ultimamente. Parecia uma vida muito oca, superficial, a não ser pelo sentimento que a unia ao noivo , Gilberto Scarpa, que se suicidou aos 27 anos pela mesma janela. Um relacionamento doentio: ela, frágil e imatura demais com pinta de bacana, e ele, usuário de drogas, dependente de tudo, inclusive dos aplausos furfles! de quem mesmo???

Por isso, é brega para um monte de gente mas a verdade é a seguinte: a vida só tem sentido com um forte laço de união famíliar, de amor, amizade, propósito social, dignidade. Gente, tá na hora de reconquistar ou construir essas coisas, né? Quem tem, preserve. Quem não tem, construa! Se sente fraco? Procure ajuda, please! Tá forte, bacana? Ajude. A-ju-de. Pode ser importante demais para alguém.

Um beijo