segunda-feira, 31 de maio de 2010

Turning on


Por conta de um projeto retomado, hoje perguntei no Twitter o que seduzia meus seguidores. As primeiras respostas foram masculinas: cabelo comprido e bem tratado + lingerie. Na sequência, a ala feminina se manifestou: a campeã no quesito sedução é a inteligência masculina. Uma das seguidoras rebateu quase numa crítica: os homens são mais visuais, não todos, ela ressaltou, mas a esmagadora maioria. É, pode ser, mas há algumas boas, raras e deliciosas surpresas nesse caminho.

Acho meio óbvio um homem deixar-se seduzir por uma lingerie ou teatrinho feminino, como desfilar longas madeixas (mesmo que sejam aplique), mexer o cabelo pra lá e pra cá, cruzar as pernas ensaiadamente, e todo o resto que todo mundo sabe. Meio óbvio também é a sedução (ou tentativa de) via artifícios que deixam desconfortável grande parte das mulheres (poucas são as que gostam de verdade).

Por conta desse conversé todo, eu me lembrei das melhores seduções ever: a sedução da leveza, da alegria, da confiança e do prazer em estar junto e pronto. Acredito que essa seja a mais difícil sedução a se atingir, há que se ter muita transparência e um amor livre de um tanto de máscaras para relaxar nesse nível.

Não nego a importância de um mimo vez por outra, mas, vamos combinar, compartilhar alegria e espalhar-se em cumplicidade é a melhor de todas as "100 maneiras de seduzir seu homem ou sua mulher". Não é?

Fica a dica, principalmente para a mulherada que frequenta cursos de malabarismos sexuais e consome produtinhos demais para agradar sua cara-metade: espontaneidade pode ser o melhor afrodisíaco.

Beijos ;)

domingo, 30 de maio de 2010

Dores do ócio


Sempre ouvi que a maior virtude da vida é a paciência. Pode até ser, desde que não confundida com a complacência, mãe de toda a preguiça e de todo adiamento que fazemos. Talvez por conta dessa confusão, a cada dia que passa me convenço mais de que nada deve ser adiado, absolutamente nada. Nem uma conversa, nem um abraço, nem um trabalho, telefonema, pedido, esforço, passeio, choro ou sorriso.

Cheguei num ponto da minha vida que adiar significa correr o risco de ver, lá na frente, uma situação fora de controle, grave, descuidada, talvez irreversível. Como adiei muita coisa no passado, sei bem do que estou falando.

Fiquei pensando ontem na quantidade de filhos desajustados cujos pais são boas pessoas e ninguém sabe como tudo começou. Certamente, desde muito pequena, a criança esteve lá mostrando sua personalidade esquisita, ou foi apenas alargando seus limites, enquanto pai e mãe estavam com preguiça demais para corrigir, achando talvez que a escola fosse dar jeito, ou a própria vida. Adia-se um dever e o que sobra no futuro é um 'por que?' vazio e cheio de lamentação.

Isso serve pra qualquer coisa na vida: pro carro que engasga e a gente espera ele pifar de vez pra levar ao conserto, praquela dorzinha ali na região dos rins e quando se vê virou uma pedra enorme com dores cirúrgicas, pro relacionamento que com certeza poderia ser muito feliz e rico se não fosse o medo de conversar (quem é que sabe falar direito, né? Com esse medo, e mais o medo de perder, a gente se cala e, quando vê, tudo foi para as cucuias).

Em todas as situações cabe a paciência. Em todas elas, deve haver paciência. Mas, nunca, nunca, a complacência. Porque quando a coisa estoura e o conflito está instaurado é muito difícil ter o bom senso que a situação exige. No auge da crise advinda de um adiamento preguiçoso, o que resta é, normalmente, a ruptura definitiva, o desgaste absurdo, o cansaço, o desamor ressentido.

As relações podem ser eternas e felizes, eu acredito nisso. Por isso, meu treino diário tem sido olhar, perceber o que é importante, falar, ouvir, ponderar e agir. Nada do que é vital deve ser colocado em risco por causa da inaptidão em lidar com a dificuldade. Se eu não souber o que fazer, nem como fazer, nem sequer o que acontece direito, ainda assim eu digo: 'não sei, me ajuda a entender, me ajuda a solucionar'. Ter verdade na vida tem me ajudado a romper uma montanha de vícios, inclusive o da preguiça, que eu julguei até outro dia ser paciência. Era nada, era pura complacência.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Amor é pão


"Ela queria ser amada. Só pra ter ânimo de fazer todas as outras coisas: comer, cantar, sorrir, trabalhar, visitar a mãe, comprar sapatos, tomar café com leite, fazer supermercado (...)". Esse trechinho é de um blog chamado "Caras como eu", de Gabito Nunes. Eu achei fofo, bem a minha cara, por isso copiei. Engraçado como tem coisa que a gente lê e jura que foi a gente que escreveu, de tão igualzinho que é ao coração da gente.

Mas, essa graça do amor, esse ânimo que o amor devolve, o viço da cor da cerejeira só acontece no amor dividido. Amor platônico ou solitário, ou aquele amor de manhã vazia, gera uma dor que não vale a pena. Não vale mesmo. Que me perdoem os mais poetas, que acreditam que qualquer amor interessa: romântica convicta demais para ser taxada de insensível, estou mais do que habilitada para dizer que não, tem amor que não vale a pena. Para esses casos, a melhor dica é: sentiu sinal de fumaça encardida? Run, Forest, run!!!

Só tem um porém nessa história: também não dá pra escolher amor como quem vai à feira, olhando a carinha do tomate que vai durar mais tempo na geladeira. Amor, amor dos bons mesmo, precisa acontecer. Não dá pra fabricar a química, nem fingir um gesto de carinho ou beijar na boca por tabela. A pele só arrepia se for roçada pelo desejo, no sorriso feliz pelo encontro, pelo calor no peito. Amor, só se for de verdade! Inspirador, daqueles que dão ânimo para ir ao supermercado.

Sendo assim, o coração caminha em paz e fica livre para cuidar dos inevitáveis percalços da vida. Mas, como caminha forte e acompanhado, cuida seguro, sem pressa, nem desespero.

"A minha vida toda
eu andei procurando (tuas mãos).
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem."

(Pablo Neruda)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Clube da Cantoria


Meus queridos amigos e leitores deste blog, nos ajudem a divulgar o mais novo e exclusivo espaço para cantadores de música regional e autoral, please. Se conhecerem alguém no perfil, nos avisem também e faremos contato diretamente.

Beijos, super-obrigada ;)

O que é o Clube da Cantoria?

Espaço para a música regional e autoral.

Objetivo:

Reunir músicos e compositores em um único espaço, visando a divulgação de seus trabalhos e atividades de forma individual nas mídias sociais (Twitter, Facebook, Orkut, Blog).

Como é?

O músico cadastrado deverá enviar para um único e-mail (da divulgadora), o material que deseja veicular. Além do material enviado, também serão divulgados os perfis nas mídias sociais individualmente (seu próprio Orkut, Twitter, Facebook, Blog e Site) e diariamente.

Como participar

Solicitar o cadastro por e-mail, enviando dados pessoais e foto para identificação no blog. Após o cadastro, será necessário o envio de seu mailing (o envio de seu mailing acelera o processo de divulgação viral).

Investimento

veja no http://yellowamktbrasil.blogspot.com/

IMPORTANTE:

1) O pagamento deverá ser feito mensalmente através de depósito bancário identificado. Ele lhe dará direito a 30 dias de divulgação, além de participar da 1ª mídia viral exclusiva para a música regional e autoral.

2) Não há vínculo por contrato

Opção:

Atuação exclusiva e direta em seus perfis já existentes (Blog, Twitter, Facebook, Orkut).

http://yellowamktbrasil.blogspot.com/

Maiores detalhes:

http://yellowamktbrasil.blogspot.com

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Na saúde e na doença


“Na prosperidade, nossos amigos nos conhecem. Na adversidade, conhecemos nossos amigos”. Essa frase, de John Collins, me apareceu no Twitter hoje e, apesar de todo mundo estar cansado de receber frase feita desse tipo, é sempre bom parar pra pensar a respeito: quando estamos bem somos humildes e solidários com nossos amigos? E eles, quando estamos enfrentando problemas, foram cultivados por nós o suficiente para ficarem ao nosso lado?

Certamente conheci meus melhores amigos durante meus piores problemas e me pergunto: fui amiga quando estava tudo pra lá de ótimo comigo? Qual o termômetro das nossas amizades? Existe um número "bom" de amigos, que nos diga o quanto somos queridos?

No querido http://conspirar.wordpress.com/, li também: “Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade sequer conseguir se vestir”.(Winston Churchill)

Meu comentário por lá foi: "é que a verdade é, geralmente, preguiçosa e cheia de presunção: ela acha que, por si só, é capaz de se manter. Já a mentira tem a vontade de voar... e voa! Por isso, quem quiser uma verdade mais rápida e mais forte deve exercitá-la todos os dias".

No final das contas, percebi que ambas as frases tinham um estreita relação entre si: amigos tem quem é verdadeiro, quem permite que a verdade seja exercitada, por mais difícil e doloroso que isso possa ser. Ser verdadeiro nem sempre é agradar, ficar de sorrisinho, ser "super-bacana", estiloso e tal. Ser verdadeiro também não quer dizer sinceridade a todo custo. Verdadeiro é quem usa o coração para falar com o outro, usa de franqueza para não tirar vantagem nem ficar em cima do salto ou se fazer de vítima o tempo inteiro. Já reparou que tem um monte de gente "descolada" que reclama da mal-cantada "solidão em meio a multidão"? Pois é.

Portanto, tanto para sermos conhecidos por nossos amigos na prosperidade quanto para conhecê-los na dificuldade, é preciso verdade. Quem mente acaba em solidão porque é sempre reconhecido, cedo ou tarde. E a decepção que o mentiroso/perdido/iludido causa é o motivo pelo qual ele evita tanto a intimidade.

De tudo concluo que se não encontramos amigo algum em nossos momentos mais pesados e cruciais, de ninguém mais é a culpa, senão exclusivamente nossa. A boa notícia é que o inverso é absolutamente verdade: se temos amigos na saúde e na doença, o mérito é todo nosso. Bom né? ;)

Beijos, boa semana.

domingo, 23 de maio de 2010

Sementes da mudança



APÓS PERCORRER QUATRO CONTINENTES, A CIDADE DE SÃO PAULO RECEBE A PREMIADA EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL QUE ALERTA E CONSCIENTIZA SOBRE O PODER E A RESPONSABILIDADE QUE CADA UM DE NÓS POSSUI PARA EMPREENDER UMA MUDANÇA POSITIVA E FAZER PARTE DESTA MUDANÇA.

Significado:

A Exposição “SEMENTES DA MUDANÇA: A CARTA DA TERRA E O POTENCIAL HUMANO” foi criada pela Soka Gakkai Internacional (SGI) e pela Iniciativa da Carta da Terra, sendo apresentada pela primeira vez na Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, em Joanesburgo, em 2002.

Organizada em torno dos 4 princípios gerais defendidos na CARTA DA TERRA (elaborada pela Comissão Mundial das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1987):

1) respeito e cuidado com a comunidade da vida;
2) integridade ecológica;
3) justiça social e econômica;
4) democracia, não-violência e paz;
Foi traduzida para inglês, espanhol, chinês, italiano, francês e recebe agora sua versão em português.

Sobre a exposição:

Por meio de 30 painéis, a exposição apresenta: a situação mundial do meio ambiente; os conceitos de sustentabilidade; a Carta da Terra; a educação ambiental transformadora; propostas elaboradas pelo Dr. Daisaku Ikeda para as questões ambientais; apresentação de iniciativas locais, como as de Wangari Maathai que visa coibir o desmatamento em seu país, o Quênia; as de Rajendra Singh que construiu um johad (pequeno açude) para armazenar a água da chuva, no Rajastão, Índia, assolado pela seca; e as de Elizabeth Ramirez que ajudou a abrir centros educacionais nas comunidades rurais da Costa Rica, para a proteção ambiental e promoção do desenvolvimento da mulher.

A Exposição conta ainda com uma ala brasileira, a extensão “AMBIÊNCIAS URBANAS: SUJEITOS E AMBIENTES EM CONSTANTE TRANSFORMAÇÃO”, composta pela apresentação dos seguintes temas: 1) apropriação do território brasileiro; 2) modelo de desenvolvimento; 3) formação do povo; 4) relação entre a convivência de todos os seres vivos e o equilíbrio promovendo uma “nova revolução” dessa relação.

Durante a Exposição será exibido também o documentário “UMA REVOLUÇÃO SILENCIOSA”, projeto em conjunto da SOKA GAKKAI INTERNACIONAL (SGI), UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), UNDP (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e CONSELHO DA TERRA. O documentário e os painéis da exposição foram incorporados no currículo educacional de 80% das escolas do Canadá, dentro do programa “Criando a Paz: Empreendendo Ações”.

Durante a Exposição será realizada também uma oficina de atividades denominada “TRILHA DA VIDA”, cujo objetivo é o de conscientizar crianças e adultos sobre o meio ambiente e os problemas ambientais. Ao percorrer a trilha com os olhos vendados e pés descalços, os participantes adquirem a experiência cognitiva de perceber o meio ambiente através dos sentidos do tato, audição, olfato e paladar. A experiência visa despertar valores e interesses e motivar as pessoas a participar da proteção do meio ambiente e da melhoria da qualidade de vida.

Datas e local:

De 21 de maio a 09 de junho de 2010
segunda à sexta-feira: 9h00 – 18h00
sábado e domingo: 10h00 – 17h00

TRILHA DA VIDA
De 31 de maio a 06 de junho de 2010
segunda à sexta-feira: 9h00 – 18h00 / sábado e domingo: 10h00 – 17h00

ENTRADA FRANCA
AGENDAMENTO DE VISITAS MONITORADAS - Tel.: +55 (11) 5572-1004 / 8037

LOCAL: UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz

Avenida IV Centenário, 1268 – Portão 7A – Parque do Ibirapuera – São Paulo - SP

Fonte: http://www.bsgi.org.br

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Noite que vira dia


A pauta do dia foi perda. Parece que todo mundo combinou o assunto: na hora do almoço, à tarde e depois à noite. Ô assuntinho desconfortável, eu não gosto. E não foi só da perda da morte que falamos exclusivamente, foi de todo tipo: filhos que se vão para morar com o pai, casamentos terminados, emprego, amizades "destruídas". Aquilo que antes parecia eterno, de repente bum!, acaba. A sensação que fica é de total falta de chão, um desassossego na alma, parece que nada mais tem jeito. É o fim de um ciclo, de uma fase, de uma história.

O que me intrigou nessas prosas todas foi ninguém reparar nas perdas claramente positivas: não se perde só coisas boas, deixamos pra lá também as coisas ruins e muitas vezes nem é por opção consciente, é porque a vida evolui mesmo, os níveis ficam diferentes, os propósitos idem e, aí, é inevitável a ruptura.

Sem falar também que na perda triste há um ganho homérico quando se entende o que é preciso: perder um emprego significa, muitas vezes, ter que se sacudir para conseguir algo melhor, talvez aquela amizade não fosse lá tão verdadeira assim, o filho terá um enorme experiência vivendo com o outro pai, o casamento já tinha acabado mesmo faz um tempão (o que existia era só acomodação), e a pessoa querida que morreu concluiu o ciclo.

O fato é que toda perda significa um recomeçar. Talvez, a grande dor seja a do movimento novo que precisa ser feito e não do luto. Afinal, chegar a um fim nos faz perguntar: vou repetir eternamente o que não me faz feliz ou fazer diferente para viver diferente?

Qual é a sua escolha?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

100 dias


Hoje pela manhã me dei conta do quanto minha vida mudou nós últimos 3 meses. Abatida pelo final de ano confuso e início de 2010 sem grandes perspectivas, bastou meu chega-pra-lá poderoso pra mandar toda a estranheza embora. É incrível, mas uma decisão profundamente convicta pode, realmente, nos encaminhar para o rumo certo.

Nos últimos 100 dias eu "casei", essa é a palavra certa. Casei com o homem da minha vida e nunca, nunca antes, consegui compartilhar tanto, em tantos níveis e tão cotidianamente como agora. Não há medo, nem complicações, nem "ses": somos juntos a certeza do que queremos.

Também nessa leva de tempo, minha sobrinha veio morar comigo e me tirou completamente da rotina! No começo, como todo começo, estranhei, mas já estamos no ritmo. E sabe o quê?, está sendo ótimo.

Há 3 meses, 3 funcionárias novas. Um mega-evento de 45 dias. Viagens, amigos novos, planos, estratégias do bem, cumplicidade, amigos antigos mais amigos ainda, felicidade. Ontem, uma amiga, confiando no que sentia, converteu-se ao Budismo, assim como eu própria fiz há quase 22 anos.

É, de fato, o início de uma nova vida esse 2010. E a todos eu desejo, do fundo do meu coração, que decidam suas vidas pela felicidade. Não esperem o dia seguinte, nem o aumento salarial, nem o papa chegar, o marido voltar, a mulher sair da TPM, o filho tomar jeito, o sol sair, alguém permitir.

Nenhum tempo deve ser desperdiçado, a menos que seja com o ócio do descanso. Apreciem a vida sem moderação. Embriaguem-se de alegria. Ainda faltam 7 meses para o ano terminar. Vai esperar?

Beijos, boa semana ;)

domingo, 16 de maio de 2010

Pequenos desrespeitos


Todos os dias eu fico indignada com o desrespeito e a falta de educação que tomou conta de todo mundo. Fico intrigada com a maneira como "ser folgado" e oportunista se transformou em moda.

A pressa, o trânsito, a politicagem (para citar apenas alguns exemplos) se tornaram desculpas para todo tipo de malcriação: ninguém mais pede licença, nem liga para o tempo do outro. O que importa mesmo é garantir o seu.

Claro que isso se reflete na sociedade de modo desastroso: o que é público há muito é de ninguém e ninguém se importa com as calçadas, com o lixo, com os gastos do governo, nem com o candidato que será eleito. Chegamos, faz tempo, ao ponto do "tanto faz". Outro dia, cheguei a pensar que eu é que sou a errada, tamanha irritação em que fico ao me deparar com gente sem respeito por si, pelo outro e, claro, pelo coletivo.

Espero, sinceramente, que esse ano de eleição seja de um pouco de discernimento. Além da conduta mais honesta e homana no dia-a-dia, votar melhor é mais do que fundamental. É uma questão de sobrevivência.

terça-feira, 11 de maio de 2010

De peito aberto


CONVITE aos seguidores desse blog

VI Jornada da Saúde: Evento em comemoração ao Dia do Trabalhador da Saúde, no período de 10 a 14 de maio de 2010.

Palestra Interativa sobre o livro "DE PEITO ABERTO, a auto-estima da mulher com câncer de mama, uma experiência humanista"

Dia: 14/05
Horário: das 10:30 às 12:00
Local: sede do SINSAUDESP - Rua Tamandaré, 393 - Aclimação.

Inscrição: Gratuita. Para participar basta enviar e-mail para cursos@sinsaudesp.org.br com os dados solicitados na ficha de inscrição acima.

Serão concedidos certificados aos presentes.
Informações pelos telefones: 3345-0035/3345-0050, Setor de Projetos e Cursos, com Edna Maria dos Santos, Coordenadora de Projetos e Cursos / Cristiano / Diana / Margareth.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Red pill


Hoje eu andei um pouco a pé pelo bairro atrás de pequenas coisas caseiras. Adoro fazer isso. Me dá a sensação de viver uma vida mais solta ficar olhando cadernos e pastas, papelaria me fascina! É como visitar loja de material de construção: parece que entro num paraíso de coisas lúdicas, onde eu posso construir tudo, imaginar qualquer coisa. Deve ser a minha criança querendo brincar.

E em dias um tiquinho mais leves como esse, eu sempre olho melhor o meu coração, lembro dos rostos de quem amo, das expressões tão queridas, das palavras boas que ouço, das amizades, das coisas que a vida ensina através de toda gente com as quais convivemos.

Claro, então, que pensei no amor, já viu sentir o coração sem sentir amor? Pois foi assim que percebi uma coisa deliciosamente amazing: eu exercitei tanto o amor na minha vida, por tanto tempo, e, sobretudo, desejei tanto, mas tanto, amar certo, do jeito honesto que constrói e engrandece, que estou aprendendo, sabendo todo dia um pouco mais como se vive com ele, com paixão e delicadeza sim, mas, acima de tudo, com muita pureza e vontade.

Hoje eu comentei com uma amiga, a respeito de outras duas, como é bonito ver uma pessoa desarmada, sem orgulho (daquele que fecha a gente tão fortemente que nos cega para qualquer crescimento), que entende os acontecimentos como chances. Naquele instante eu nem tinha me dado conta que eu própria estava caminhando pra isso com muita alegria, e só por isso encontrei o amor da maneira como sinto hoje.

A cada dia que passa sinto quão tolo, quanto desperdício é, viver postergando palavras, entrega, sinceridade, verdade. Quem a gente acha que perde (ou engana) quando evita a verdade? Quando adia a verdade? Quantos anos perdidos sem causar uma única nota de puro sentimento porque "o medo justifica tudo"?

Sinceramente, não sinto a menor saudade do meu passado porque me sinto feliz hoje de uma maneira como nunca fui antes. Mas, guardo carinho pelos coisas que passei, foram e são importantes: eu não seria eu, como se sinto hoje, se não tivesse vivido o que vivi.

Isso não qur dizer que eu não fique triste, estressada ou cansada, de vez em quando. Quer dizer, principalmente, que tenho disposição pra continuar, ou, se preciso, recomeçar. Quantas vezes forem necessárias. Até conseguir.

Beijo ;)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A César


Já faz tempo que eu observo o quanto todo mundo acha a vida injusta. Outro dia mesmo, minha faxineira disse "não entendo por que algumas pessoas tem tanto e outras tem tão pouco". Pois é.

Como budista que sou, e excessivamente rigorosa com algumas questões, devo dizer que não acredito em injustiça da vida. Acredito no homem injusto e olhe lá. Se a gente for levar ao pé da letra, se há injustiça humana é em retribuição a um desacerto humano na outra ponta também.

O fato é que esse tipo de sensação (vítima) faz com que todo o resto da humanidade, todas as plantas, insetos e baleias sejam carrascos aos olhos de quem é tão "desprivilegiado".

Bora, gente, bora assumir a responsabilidade de guiar a própria vida e destino. Fica um pouco pesado no começo, mas a sensação de liberdade é indescritível e maravilhosa com o passar do tempo, quando a gente vai tomando prumo e ficando forte. Sabe um músculo sem movimento por um tempo? Fica fraquinho, qualquer coisa cansa no começo, mas a medida que vai ganhando definição, as coisas vão ficando mais fáceis e leves.

É assim que é com a vida: tem que sair da inércia pra garantir alguma mudança, ué. Né? ;)

Beijos

Passageiro que voa


Recebi um texto lindo de aniversário, impossível de reproduzir, mas completamente impossível também de não mencionar. O email falava do tempo, de como o sentimos, dependendo do que sentimos, do que esperamos, de como enxergamos (ou não) o passar das horas.

O texto contava de quantas vezes passamos pelo mesmo lugar e sobre quantas maneiras o caminho pareceu insuportável por anos (alguns sem fim até hoje) ou uma alegre viagem de minutos. De quantas semanas duraram décadas e de quantos anos não ocupam sequer um dia inteiro. De quantos sorrisos inesquecíveis, quantos sonhos alimentados, quanta dor percorrida. Tudo para nos ensinar o significado da palavra eternidade. O tempo passa, mas é eterno, afinal.

Amizades longas, "casamentos que mal preenchem os feriados da folhinha, tristezas que nos paralisam por meses, mas que passados os dias difíceis, mal guardamos lembranças".

O email termina dizendo que o relógio do coração bate numa frequência diferente da do relógio. Pode ser. Pode ser. Mas, o que eu acredito de verdade é que não importa quanto tempo passe, o que testemunha nossa existência são os fatos.

Nenhum sentimento, pode mais bonito que seja, será nada mais do que apenas utopia se não for praticado. Idéias e sonhos são belos, entretanto são vazios demais para criar registro, álbum de vida, história. Sou emotiva, romântica. Passional com algum controle. Mas, entendi que o andar sem o bom sentimento é produção em série. E que emoção de quem pega passeata mas não anda é pura tolice e perda de tempo.

Vida voa, mesmo. A grande diferença é com que asas estamos saltando. Ou queimando. Ou, ainda, quem sabe, brilhando.