sábado, 26 de dezembro de 2009

A chave é do rei


Me chamem de brega, de romântica inveterada, mas a noite de Natal terminou com o amor e a paixão do rei Roberto Carlos ;)

Eu selecionei alguns trechos lindos e também a letra de uma música que conheci essa semana. Me diga se não é por demais emocionante...

"Eu sei que esses detalhes
Vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma
Todo amor em quase nada
Mas quase
Também é mais um detalhe
Um grande amor
Não vai morrer assim
Por isso
De vez em quando você vai
Vai lembrar de mim..."

(Detalhes)

"Vem, que a sede de te amar me faz melhor
Eu quero amanhecer ao seu redor
Preciso tanto me fazer feliz

Vem, que o tempo pode afastar nós dois
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber
Como vai você?"

(Como vai você?)

"A mulher que eu amo
Tem a pele morena
É bonita, é pequena
E me ama também

A mulher que eu amo
Tem tudo que eu quero
E até mais do que espero
Encontrar em alguém

A mulher que eu amo
Tem um lindo sorriso
É tudo que eu preciso
Pra minha alegria

A mulher que eu amo
Tem nos olhos a calma
Ilumina minha alma
É o sol do meu dia

Tem a luz das estrelas
E a beleza da flor
Ela é minha vida
Ela é o meu amor

A mulher que eu amo
É o ar que eu respiro
E nela eu me inspiro
Pra falar de amor

Quando vem pra mim
É suave como a brisa
E o chão que ela pisa
Se enche de flor

A mulher que eu amo
Enfeita a minha vida
Meus sonhos realiza
Me faz tanto bem

Seu amor é pra mim
O que há de mais lindo
Se ela está sorrindo
Eu sorrio também

Tudo nela é bonito
Tudo nela é verdade
E com ela eu acredito
Na felicidade

Tudo nela é bonito
Tudo nela é verdade
E com ela eu acredito
Na felicidade..."

(A mulher que eu amo)


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal


Não pude, nem poderei, falar com todos os meus amigos hoje. Além de grande o nº de gente querida, alguns estão longe (na França!), outros em outra cidade (Santos :)), outros ainda em outra esfera. Alguns em outra galáxia. Mas, não importa: quero desejar a todos o melhor Natal de suas vidas.

Embora eu não seja católica, eu reconheço a beleza da noite natalina. As famílias se reunem, há um espírito de boa vontade e alegria no ar. É uma época de amor mesmo. E um amor maior, é o que parece. A gente sai um pouco da concha daquilo que vivemos o ano inteiro para distribuir votos e sorrisos. Pela cidade toda, eu ouvi hoje "boas festas".

Portanto, meus queridos, tenham uma boa festa amanhã. Que os abraços e beijos mais amados sejam dados e que o desejo de uma vida mais feliz seja tão forte que seja lembrado e construído ao longo do ano que chega.

Que sejamos corajosos e tenazes na nossa busca e que haja caminho e chegada. Sem chegar, cansamos. Cansados, desistimos. Que cheguemos, portanto, e, que, ao chegar, lancemos novo olhar, para mais adiante, e que tenhamos conosco quem amamos, sempre, a nos acompanhar e garantir vitalidade e proteção. Afinal, só existimos com testemunhas.

Um beijo muito, mas muito grande mesmo e que seja feliz a nossa história :)


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

As lições do amor


No sábado ouvi uma história de amor rompido. Não foi o caso de um dos dois ter deixado de amar, nem uma traição de qualquer tamanho, que provocou a separação. Foi um tanto de imaturidade mais a coisa da vida que insiste em ensinar desse jeito torto mesmo.

E aí, eu fui acompanhando os detalhes do depois, daquilo tudo que se faz quando um aborto desses se dá sem preparo algum. A gente meio que enlouquece, sai procurando pistas da pessoa querida, fuça Orkut, Facebook, Twitter. No caso dos dois da história, ambos seguiam esse rumo, ainda estavam apaixonados. E acabaram descobrindo coisas nada desejadas e enlouqueceram na dor do amor e se magoaram ainda mais. Disseram "fiz por amor" e o outro também, mas o orgulho destrói e eles estão destruindo o que eu assisti tão grande.

Chorei por dentro ao ouvir, assim como choro agora. Sempre acho triste um fim, mas finais como esse me machucam ainda mais porque ainda havia (ou há) um sentimento enorme, obrigatoriamente sufocado, latente, dolorido.

O interessante é que ontem presenciei uma história inversa: um namoro de adolescência, esquecido já, voltou após ambos terem casado e tido filhos. Foram 33 anos de separação.

Não sei quais instrumentos a vida usa para ensinar o que quer que seja. Temo e respeito essa coisa toda de destino, carma, seja lá que nome isso tem. Discordo e me revolto às vezes, também, pra depois me aquietar e voltar a acreditar no propósito daquilo que é mistério pra mim.

Voltando pra casa na noite de domingo, passei por caminhos antes muito visitados por mim e senti o cheiro do passado. Não há como não sentir o nó na garganta. Histórias alheias e as nossas acabam emocionando igual, principalmente para quem vive de emoção como eu.

O bom é deixar metade pra lá e metade guardado. Emoção, sim, mas com qualidade de saudade, não de dor.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Escolhas X desistências



Na sexta-feira passada eu fiz duas escolhas. Quem as julgasse puramente de fora, sem me conhecer, juraria que eu estava desistindo de coisas importantes. Mas não foi isso, não.

Não gosto do verbo desistir, acho que sempre soa como covardia ou preguiça. Não que eu seja o símbolo da coragem ou da disposição, mas, francamente, convenhamos, desistência é sinônimo de renúncia, coisa melo-cristã demais para uma budista acostumada a extrair de si o que quer da vida.

Mas voltando às escolhas de sexta-feira, uma foi profissional e outra foi pessoal. A profissional surgiu do desejo de assumir mais ainda o nome da minha empresa. É dela minha motivação, portanto, será dela meu desempenho exclusivo. Pensando assim e, juntando a isso as limitações que eu vinha carregando, a escolha ficou fácil: foi trocar 6 por 2 dúzias.

A escolha pessoal foi mais fácil ainda, se pensando no resultado a médio (que dirá a longo prazo). Pesei um conjunto de poucas coisas e a decisão veio redonda: pronto, caminho escolhido, ombros mais relaxados e sono tranquilo.

Não acredito em ônus mais pesado do que bônus. Quando isso acontece, é bom parar para analisar, cuidar de ouvir o coração e os sinais da vida. Se deixar passar tempo demais, é bem capaz que a coluna arqueie e o corpo adoeça, sem dó nem piedade. É da alma que nascem o câncer, a febre, o derrame. Pegando mais leve, no mínimo, a vida infeliz traz cortisol em excesso e envelhece a pele que deveria brilhar.

Pensando na minha tranquilidade e paz de espírito, valeu a pena ter dispensado o que parecia alguma boa oportunidade naquelas quinta e sexta. Essa semana, anti-véspera do Natal e quase Ano Novo, fiz meus planos para 2010. Sucesso, paz, amor e união.

Tim-tim.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Viva la vida


Um conhecido meu terminou um relacionamento nesse final de semana. Uma amiga minha, bem amiga dele, foi lá consolar a agora ex do moço e eu fiquei pensando nisso. Como disse Carpinejar, não há justiça na separação e, portanto, não há nada, absolutamente nada que um diga ao outro que se faça compreensível a dor da perda.

O bom (sim, existe algo bom nisso mesmo que na miopia do momento a gente não veja) é que a gente sempre volta a amar. Diferente (ainda bem), mas volta. E sempre será um amor forte e eterno como o de outrora porque o coração esquece o que passou. Pode não esquecer os vícios e acabar comentendo-os vez por outra. Mas, a dor da separação o coração sempre esquece quando começa a amar outra vez.

Eu jamais diria isso para essa moça. No recente da perda, é bem capaz que ela me atirasse duas pedras e cuspisse em mim toda a fúria do orgulho vencido. Para o coração esquecer, ou entender, ele precisa, obrigatoriamente, percorrer o caminho sozinho. É pra isso que servem as experiências: nos abastecer de alguma certeza, mesmo que temperária.

Que sejam felizes todos os corações. A vida precisa deles para continuar.

Here we go again


É uma noite fria em São Paulo e chove bem devagar. E eu aqui, quase febril, num desejo inútil de que esse domingo não acabe. Fazia muito tempo que eu não tinha um final de semana tão bom, de tão grande paz. Eu estou sem palavras, sorry :)

Quero ir para Paris.

Beijos, boa semana a todos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Entre o vermelho e o cor-de-rosa


Lembram a história do cliente de produtos eróticos? Pois é, uma das ações que pretendo lançar é um encarte de contos e, pra isso fiz uma pesquisa entre algumas amigas a respeito de um blog a que tive acesso. Queria saber a opinião feminina sobre os textos, já que os homens falam mais sobre o assunto e é fácil saber do que gostam.

O tal blog, do qual gostei muito by the way, alterna entre intenso romântico e intenso picante e as meninas foram bem unânimes em dizer que preferem a espiral menos explícita, uma coisa mais sutil, sem o uso de algumas palavras. Comentando com um amigo sobre o resultado dessa pequena "enquete", ele riu: mulheres são, definitivamente, mais "retraídas" quando o assunto é sexo.

Particularmente, eu achei que isso havia mudado bastante. Entretanto, o que eu vi entre as amigas com idade entre 25 e 40 foi o mesmo desejo pelo romance mais "meigo", embora algumas tenham confessado um certo "calor" em alguns trechos do blog.

No post anterior falei sobre amor X dinheiro X dependência. Talvez, a gente encontre nessa singela pesquisa um denominador comum: a liberdade e o prazer femininos têm um caminho muito longo a percorrer e certamente não é igual (e nem precisa ser) ao masculino. Mas, de alguma forma, tudo isso transita pela independência profissional e financeira da mulher, reflexo de menos medo do pecado, menos apego à culpa, menos medo da solidão que se julga companheira da liberdade.

Isso não é uma bandeira e juro que não pretendo elaborar um tratado sobre a emancipação feminina. É só o gosto pelo pensar mesmo, uma tentativa de entender um pouco mais a meu respeito. E, claro, compreender essa relação tão delicada-profunda-difícil-e-boa que é a nossa com os homens que amamos tanto.

Beijos, bom final de semana ;)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Vale-amor


Outro dia recebi pelo Twitter a chamada da última edição da revista Nova. Era mais ou menos assim: "se você deixá-lo pagar a conta no primeiro encontro quer dizer que terá que dormir com ele?". Fiquei tão passada! Como assim? Em pleno ano 2010 essa questão pautando??? Ainda existe esse tipo de questionamento na cabeça feminina ou isso é falta de assunto da revista?

O fato é que, depois disso, tenho observado a maneira como as mulheres comentam sobre os homens, sobre essa história do dinheiro deles, sobre pagar conta, sustentar depois que casa, etc. E me pus a pensar no lugar que o amor ocupa em tudo isso. É claro que nessa prosa toda tem um ranço cultural e arquétipos que não acabam mais, mas, será só isso?

Acho que o amor perdeu muito da sua pureza, do seu estado incondicional, da falta de armadura que lhe é necessária, da fluidez, do querer a felicidade do ser querido no matter what. E aí que o que restou foi a possessividade que permeia todas as coisas (não só o amor), a mesquinhez que briga pelos "nerudas que você me tomou", um tanto de orgulho e desatenção por aquilo que se julga já conquistado.

Obviamente, eu não me excluo desses perrengues emocionais e de tantas outras gangorras humanas. Mas, estranho e não gosto de mim quando ajo assim e acho bem triste quando vejo isso estampado nas relações ao meu redor.

Quero acreditar que posso amar de maneira mais limpa, sem tantos adereços perversos e tamanha miopia que rondam questões tão baratas diante de um grande amor. Certamente não sou a mesma que amou aos 17, nem a mesma que amou aos 28. Mas, ainda assim estou longe de ser a mulher que ama sem condições. Adoraria ser. Quem sabe um dia? Talvez, aí, eu não me impressione tanto com o amor da Nova, nem me assuste com qualquer outra forma de amar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Salve o redemoinho


Ai, ai, assunto não falta. Fica até dificil escolher: tem o Natal que eu adoro mesmo não sendo católica, tem o dia-a-dia, tem... uma coisa específica, tem o auê que a história do meu novo cliente tem causado (povo anda curioso com o tal do erótico) e tem 2009.

Eu sei, já falei muito desse ano, mas, hoje me ocorreu que esse foi, definitivamente, o melhor ano da minha vida. Me perguntei porque e foi fácil responder: me superei. E me espantei com isso, demais. 2009 foi um ano de mergulho profundo e a descoberta não podia ter sido rasa.

Foi assim no trabalho, na família, no amor, nas amizades e, principalmente, no espelho. Acho que nunca me deparei comigo mesma dessa forma: sorria, neguinha, você tem falhas fenomenais, mas também tem qualidades tão bonitas que parecem singulares.

Budista como sou e, especialmente, como membro da SGI, sei que 2010 guarda em si um grande propósito. Sendo assim, entendo as tempestades de 2009, apesar de sofrer de falta de ar no meio a tanta turbulência. É bom ter o olhar mais a frente, faz a gente atravessar com mais confiança, carregar mais amor e tolerância enquanto tenta não se afogar pelo caminho. Propósito faz diferença nessa vida.

O fato é que levo disso tudo mais discernimento, mais critério e menos ilusão. Sou romântica (e adoro ser), sou derretida em carinho, forjada em companheirismo. Mas entendi o que são dois e o que pode ser muito mais. Delícia, conforto: compartilhar é muito mais amor do que o que se lê por aí (ou aqui).

Vida tem datas. E dezembro é uma data linda, forrada de significados. Um deles é o fim de um ciclo e o início de outro. Te espero 2010. Enquanto isso... continuo aproveitando o restinho de 2009, tentando levar dele mais um pouco daquilo que preciso. Um Chanel, um colar de pérolas, um lindo anel. E, o melhor de todos os presentes, mais um beijo de "feliz ano novo, mulher amada da minha vida".