domingo, 28 de junho de 2009

Não sou meus anéis


Depois de dormir com os pés bem quentinhos nessa madrugada ge-la-dís-si-ma e tomar um café da manhã de rainha às 11 da tarde :), juntei toda a coragem do mundo para, ao invés de correr, trabalhar antes do almoço. Aí, deu uma saudade danada deste blog e passei para "me" visitar, antes de mais nada. Bom ser dona do tempo :-)

Aliás, do que mais poderia eu ser dona, a não ser de mim mesma e do meu tempo? Quantas vezes a gente fala "meu carro", "meu dinheiro", "minha, meu, minha, meu", e sequer percebe que tudo isso está, de fato, fora, fora, fora?

E olha que sou do tipo possessivo, taurina mesmo, até que as coisas foram se perdendo por si mesmas, claro, numa nítida lição de que o que me sustenta é o que eu sinto e sei de mim mesma, do que conheço e aprendo com as pessoas, com as minhas verdades e com as verdades de outros mundos que receio conhecer.

E, hoje, mesmo preservando e construindo uma vida material sustentável (afinal de contas, é preciso viver, e é gostoso viver bem), eu guardo honestamente a maior certeza da minha vida: meu maior bem é o meu coração, com todas as inseguranças, medos, dúvidas, razões, alegrias, desejos, amor, benevolências, intolerâncias que todo coração possui, mas, sobretudo, com muita disposição em ser uma pessoa melhor, uma mulher feliz. Capaz de ser feliz. De fazer feliz.

Ser dona do próprio nariz é apenas uma expressão. Talvez, o correto seria dizer que sou dona mesmo é das minhas escolhas. Isso, sim, é meu, e só a mim cabe possuir.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Be happy


Outro dia, tentando aliviar uma amiga preocupada, eu disse: "existe uma estágio delicioso na vida que é quando a gente compartilha para multiplicar. Muito diferente de quando a gente divide e acaba diminuindo para todas as partes. Não tenha receio: quem é grande, sempre será".

Isso é mais do que eu consegui expressar. Acho que estou ficando lacônica para algumas coisas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Na fogueira II


Twittei, no sábado, sobre o evento de polo super-bacana do qual participei. Antes de ir, imaginei que seria uma chatice, mas, não: pessoal bonito e simpático, champagne ma-ra-vi-lho-sa, decoração caprichada e buffet do Transamérica (ou seja, de enlouquecer).

Reparei, no entanto, na curiosa discrepância na maneira como homens e mulheres tratam da vaidade. As moçoilas, todas com o mesmo visual (roupa e cabelo loiro e chapado) e a mesma postura, eram notoriamente ofuscadas pela deliciosa espontaneidade masculina. Sem falar na total originalidade na maneira de vestir, de usar o cabelo, de caprichar num detalhe aqui e outro acolá (sempre discretos, claro).

Toquei no assunto hoje, na reunião de pauta na Cris, e a coisa ganhou corpo. Todas nós (estávamos em 4 mais a própria Cris) tínhamos um causo para contar. Cris contou que o povo chega aos salões com foto dela e pede pra ficar igual. É mole??? A mulherada acha que, se o cabelo estiver igual, o rosto e corpo também acompanharão... Sem falar que a Cris malha todo santo dia e a galera fica perguntando se aquele bíceps é silicone. Ora, me poupe. Acordar às 6 para treinar ninguém quer, né???

Voltando à twittada do sábado, perguntei se não é o caso de tomar a autoconfiança masculina em ser o que é em nosso próprio benefício. Gente, tem tanta mulher bonita por aí, não precisa ficar copiando. E quem não é assim uma belezura pode, claro, fazer uso da maravilhosa ciência para melhorar, mas respeitando seus traços, sua personalidade, sua graça.

Já pensou que arraso? Aí, quando uma bela mulher de verdade entrar em algum lugar ela será notada de fato. E não mais essa coisa de "hum, conheço o tipo", sabe?

Como diz todo mundo por aí, fica a reflexão :)

Beijos

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Fofuras, preguiças e exclamações


Uma fofura = o meu sobrinho que nasceu dia 10. Minha mãe disse que é lindo, nem tem carinha de joelho.

Preguiça = fazer as coisas sempre do mesmo jeito. Me cansa. Fico entediada. Muitoooo.

Exclamação = o atendimento via chat da Motorola funciona. Delícia.

Fofura = gente que faz companhia de verdade. Só por vontade mesmo e senso de amizade. Light, sem peso. Assim como a Gabi quando eu perdi meu voo na segunda-feira.

Preguiça = gente que repete a mesma frase milhares de vezes. Explica a mesma coisa 3 vezes seguidas. Já viu, isso? Parece que tem medo de não ser entendida...

Exclamação = o presidente do hospital Albert Einstein, dr. Lottenberg, me convidou para a inauguração do novo Centro de Medicina Ambulatorial do Complexo Morumbi. O Lula estará presente. Gente, tá, eu sou comunicadora e tal, mas é de beleza! Minha caixa postal recebe cada coisa...

Fofura = a aula de RPM da Lu. Nunca vi uma pessoa inspirar tanto uma atividade física. Imperdível.

Preguiça = gente reclamona. Não tenho a menor paciência.

Exclamação = a Globo entrou no Twitter. Não tem mais jeito, o caminho é irreversível mesmo.

Fofura = a consideração de algumas pessoas em responder um email, nem que seja só com um Ok. Isso é e-du-ca-ção.

Preguiça = sair com esse frio.

Exclamação = O São Paulo perdeu ontem!!! OBA.

Fofura = O comentário da Pati sobre o meu post "O presente que você me deu". Foi por e-mail, uma doçura.

Preguiça = chinês. Sorry.

Exclamação = cota para modelos negros nas passarelas do SPFW! Ai, ai, a minoria são os outros.

Fofura = próximo domingo, dia 21. Pena que vai virar segunda-feira.

Preguiça = levantar de manhã. Que mania essa do tempo de passar tão rápido quando eu estou dormindo.

Exclamação = preciso ganhar um pesinho. Acho que emagreci.

Fofura = gente interessada, envolvida, que trabalha junto.

Preguiça = gente falando errado. Na TV, principalmente.

Exclamação = a exigência do diploma de jornalista caiu.

Fofura = convite despretencioso para uma pizza e vinho. Ou caipirinha com coxinha no Veloso. Só para bater papo mesmo.

Preguiça = alguém querer se justificar comigo sem necessidade. A criatura não percebe que o problema é dela, com o efeito recaindo somente sobre ela? Me poupe... se engana, "gislene do capão", como diz uma querida.

Fofura = o povo da Componentizar! Companheiros demais.

Preguiça = trânsito (de gente ou de carro). Não gosto de tumulto de forma alguma.

Exclamação (com interrogação) = o que é "por enquanto"!?!?

Fofura = receptividade :)


sábado, 6 de junho de 2009

Cuidando do umbigo


O dia esteve lindo hoje, ensolarado, friozinho, delicioso para correr. Quando saí para meus 8 km já era quase meio-dia, coloquei música boa pra tocar e me desliguei o tempo. Ô terapia boa.

Foi justamente pensando nisso que me ocorreu que não corro por vaidade. É claro que a corrida ajudar a manter as gordurinhas longe, mas, basicamente, meu amor à corrida é pelo benefício que traz ao meu coração (fica forte e saudável) e à minha mente (como eu preciso!).

Sou adepta de muitos bons hábitos alimentares (e não fumo, bebo pouco - com raras exceções - , nunca usei drogas ilícitas e tal) e hoje pensei que ajo assim pelo prazer de me cuidar, sim, mas também porque já me boitoco de tantas maneiras, imagine se eu, ainda por cima, descuidasse dessa casa que me habita?

Nem posso dizer que troco a fritura pela fruta porque pra mim não é assim que funciona. Como fritura de vez em quando, adoro a coxinha do Veloso e suas caipirinhas, mas, no meu dia-a-dia, o que rola mesmo é muito pão integral, linhaça, soja, azeite, castanha-do-pará (uma por dia, adotei), suco de laranja em jejum toda santa manhã, muito leite e seus derivados, uma tacinha de vinho para aquecer as noites e ajudar na prevenção de um tanto de coisas, e pouquíssimo sal (gente, até que enfim, consegui diminuir). Açúcar é coisa que não uso há milênios, raramente como doces (não porque me force a, não tenho paladar mesmo para a coisa. Quando meu nível de carboidrato cai, dá uma vontadezinha, mas é coisa altamente remediável). Enfim, tudo na medida para compensar o estresse dos meus pensamentos e garantir alguma saúde na emoção toda que me desconcerta.

Se quiserem um estímulo para começar a correr, ouçam Espionage, do Green Day (procurei o link para facilitar, mas encontrei nadica no Youtube) - música bem boa, capaz de dar um pique bem bom :)

Enfin (como diria em francês minha amiga Gabi), vou indo que tem arraiá hoje e ainda me falta arrumar um chapéu, sem falar no texto do Transitando que quero terminar.

Um beijo, bom final de semana.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Devora-me


Ando conversando muito com mulheres, pois tenho convivido diariamente com 3 muito interessantes. E os assuntos vão desde batom até acidente de avião, passando por alimentação, política, atividade física e, claro, homens.

É incrível como é difícil para um homem, se não compreender, pelo menos aceitar a natureza feminina. Somos complicadinhas, sim, mas é porque somos mais coração do que qualquer outra coisa. Temos milhares de explosões hormonais to-dos-os-me-ses e, tenho certeza, homem algum suportaria essa gangorra incansável.

Alguns homens acham até "frescurite" tanta emoção e sensibilidade. E eu comentei hoje a respeito disso: homem acha frescura algumas coisas em nossa alma assim como nós achamos uma bobagem homérica a preocupação que a graaaande maioria tem com o tamanho daquilo que é o centro da vida deles.

Portanto, meus queridos, antes de vocês julgarem aquilo que nos é importante por pura incapacidade de compreendê-las (o que é justo, já que somos tão diferentes), lembrem-se de que algumas coisas em vocês também nos parecem igualmente tolas...

Amo de paixão tudo que me completa e só pode me completar aquilo que me falta. Amo o mundo masculino, gosto do jeito como homens são camaradas uns com os outros. Adoro a timbre da voz, o cheiro, a maneira de andar, certas praticidades, as mãos, o peito. Nunca seremos perfeitos uns para os outros, isso é verdade, porque isso não é da natureza humana. Mas, realmente acredito que pode ser mais fácil, desde que haja disposição.

Aí, para ter disposição, eu entro, talvez, numa história muito mais complexa que é o amor, a entrega e o medo de. Isso dá pano pra manga, livros, teses e tudo mais, e eu vou parando por aqui. Eu gosto de falar de amor, mas prefiro exercitá-lo ;)

terça-feira, 2 de junho de 2009

So brand new


Ai, ai, ai... Algumas coisas são realmente para sempre.

Não dá vontade de assistir over and over and over again?

Beijos

Morning, sunshine


Lendo o blog de uma tchutchuquinha amiga minha, eu pensei "gente, como ela aguentou???". Mas, aí eu sorri e me perguntei "e, você, como é que você aguentou?".

E entendi: a gente subestima, mas as pessoas são fortes, mesmo. Aguentam, superam, vivem. Feliz é quem consegue transformar isso em fruto gostoso, suculento, docinho...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Really?


Eu tenho tido conversas bem boas com uma pessoa que conheci recentemente e, olha, tem me causado uma admiração danada o jeito como conseguimos colocar as idéias e concatená-las, mal conseguindo controlar o tempo.

Hoje, por exemplo, entre mil assuntos, um dos grandes baratos foi ouvir "quem já sentiu o gostinho do prazer não se contenta com qualquer coisa". Eu ri muito por dentro, concordando plenamente: quem, de fato, experimentou prazer completo não se barateia, deitando com qualquer um(a), fingindo buscar e entregar quando, na verdade, está servindo no pior sentido da palavra.

O papo foi longo, e me pôs a pensar, ainda mais, sobre relacionamentos, sobre o amor, a paixão e afins. E conclui que não tem nada de errado em ser exigente, em querer o que de fato mereço (porque igualmente dou) e que o conjunto amor/paixão/tesão é perfeitamente possível e conciliável (tá, já sabia, mas sempre é bom relembrar).

Minha maior exigência é a verdade, nada mais. Não há nada de errado entre 4 paredes se houver verdade. Nada de errado em como se vive junto, desde que seja junto e de verdade. Nem quartos, nem terços, nem metades. Precisa ser inteiro. Não julgo a vida alheia, me ocupo da minha que já é assunto demais. Mas, ouvir as experiências é uma delícia, impossível não aprender, nem se encantar com o discernimento e sentimento de quem conta.

Ter amigos é raro, frase feita que ouço desde que me entendo por gente. E a gente só entende isso quando percebe algumas diferenças entre um que se diz e outro que é. Aquele amigo que fica "prevenindo", olhando todos os males que "podem acontecer", "tentando" ajudar, me errem. Não suporto. Amigo bom é amigo que confia e não aconselha, só ouve, se interessa e compartilha suas histórias numa de troca mesmo, mais nada. Kahlil Gibran já dizia: "não deixe que haja objetivo na amizade exceto o aprofundamento do espírito".

Por isso tem sido tão gostoso, proveitoso, profundo e animador conhecer uma mente inteligente e perspicaz. Sinceramente? Que dure, que vire amizade, que nos melhore sempre.