quarta-feira, 29 de abril de 2009

Hasta la vuelta


O dia foi atípico: evento pela manhã (8 e meia, quase madrugada) e, depois, longuíssimo almoço com minhas queridas Gabi e Tati. Almoço daqueles de 3 horas, sabe? Bom demais. Obrigada, meninas, adorei toda a prosa, as fofocas, os comentários em "off".

Aliás, obrigada todo mundo que foi tão atencioso por conta do meu aniversário. Minha amiga de Santos, a Wanessa, mesmo tendo eu faltado à sua comemoração, foi um doce em seu e-mail. Gente que ligou de longe, gente que passou para abraçar mesmo, de perto, ao vivo. E todo mundo que escreveu! Amei, obrigada de coração.

Como estarei fora até segunda-feira, passei mesmo só para deixar um beijo e o Constante Diálogo, do Drummond. Até semana que vem :)

Há tantos diálogos

Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado

Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as idéias
o sonho
o passado
o mais que futuro

Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Maniacs


Ai, ai, ai... o mix 42 da aula de RPM tem um delicioso mix com "Because the night".

10000 maniacs no Youtube clicando no título :)

Take me now, baby, here as I am
Hold me close, and try and understand
Desire is hunger is the fire I breathe
Love is a banquet on which we feed

Come on now, try and understand
The way I feel under your command
Take my hand, as the sun descends
They can't hurt you now can't hurt you now, can't hurt you now

Because the night belongs to lovers
Because the night belongs to us
Because the night belongs to lovers
Because the night belongs to us

Have I a doubt, baby, when I'm alone
Love is a ring a telephone
Love is an angel, disguised as lust
Here in our bed 'til the morning comes

Come on now, try and understand
The way I feel under your command
Take my hand, as the sun descends
They can't hurt you now, can't hurt you now, can't hurt you now

Because the night belongs to lovers
Because the night belongs to us
Because the night belongs to lovers
Because the night belongs to us

With love we sleep,
with doubt the vicious circle turns, and burns
Without you, oh I cannot live,
forgive the yearning burning
I believe it's time to heal to feel,
so take me now, take me now, take me now

Because the night belongs to lovers
Because the night belongs to us
Because the night belongs to lovers
Because the night belongs to us

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Femininas


Recentemente vivi duas ótimas experiências com amigas que me fizeram chorar de gratidão: que surpresa a vida dá quando a gente se atira, e quanto a gente recebe quando é capaz de franqueza desarmada, quando a gente tem a humildade de pedir.

Comentei há um tempo que, quando conheci os patins e a bicicleta, esqueci as bonecas e as cozinhas em miniatura, as panelinhas, os sofazinhos, aquelas brincadeiras de reproduzir a vida adulta, pura lavagem cerebral para manter a mulherada encostada ao fogão. Corria com aqueles patins numa liberdade deliciosa, revezando com a bike e, tempão depois, com as próprias pernas. Gosto de correr, do vento, de avião, da sensação de ir!

E a-d-o-r-o amigas, sair com amigas, conversar com elas, sempre gostei. Minhas noitadas para dançar sempre foram mais divertidas quando estávamos só em mulheres. Que delícia. Que delícia! Tenho esse espírito meio solto mesmo, mas que ora se repreende e acha que tem que ser diferente. Mas, isso é outra e longa história.

Andei meio perdida ultimamente, repensando minhas posturas e tal, quando fui presenteada com o resgate dessa minha quase desesperadora vontade de viver tudo o que existe de verdadeiro e forte. Intensidade!

Encontrei clareza às vésperas de ganhar mais um ano e entendi: morro de medo de tanta coisa que vou criando armadilhas, boicotes e afins, para desmantelar qualquer coisa que se pareça com o que, já na infância, decidi não viver. E, por incrível que pareça, revendo todas as passagens, e rindo do meu amigo que acha que vivo o caminho do meio, eu digo: nem a infância, nem as experiências, quero viver o que sou de verdade! Individualidade não quer dizer nada além do que viver com transparência e é isso o que me deixa segura e forte. Portanto: longe de amélia e ofélia, longe de cinderela e branca-de-neve, sou loba com revezes de borboleta, tenho olhos castanhos de escorpiniana, unhas vermelhas de cortesã, cílios que adoro, batom claro de quem só marca com o coração apaixonado.

Gosto do silêncio, mas quero diversão compartilhada (no fogão também) e minhas panturilhas sequinhas de tanto correr, ver o abdome firme de rir e andar de mãos dadas por puro amor. Quero deitar em paz, com a única agonia boa que existe nessa vida: a de ter o corpo quente e querido de quem amo ao meu lado. TV! Quero ver TV sem pensar, assistir Marcelo Adnet e sorrir, trocar de sofá, bocejar não de tédio, mas de descanso.

Quero novos e conhecidos lugares, olhar diferente, aprender, obedecer, me orientar, refazer. Saber o que é melhor pra mim e buscar minha saúde. Pular, continuar correndo. Sou feita de montanhas, não de planíceis, e não tenho trilhas, espero não tê-las, pelo menos não as óbvias. Isso faz de mim o que meu primo sensivelmente percebeu e juntou ao "parabéns": viva, eu sou viva.

"- Eu não acredito nisso! - exclamou Alice. - (...) a gente não pode acreditar em coisas impossíveis.
- Parece que você não tem praticado muito - disse a rainha. - Quando eu tinha a sua idade, fazia isso pelo menos meia hora por dia. Às vezes chegava a acreditar em seis coisas impossíveis antes do café da manhã."

(Lewis Carroll)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A morte do dragão


Boa paz é aquela que nasce no coração. Bem lá no fundinho, e vem crescendo, acalmando os batimentos cardíacos, aquietando as pernas, aliviando a expressão, relaxando os ombros. Boa paz faz a gente dormir.

Eu encontrei esse texto abaixo no blog do Fabiano e fiquei serena, ainda mais. Só para combinar com uma coisa boa que me aconteceu há pouco.

Um beijo a todos, boa oração.


Oração a mim mesmo

Que eu me permita
olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.

Ver nos olhos de quem me vê
a admiração que eles me têm
e não a inveja que prepotentemente penso que seja.

Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.

Permitir sempre
escutar aquilo que eu não tenho
me permitido escutar.

Saber realizar
os sonhos que nascem em mim
e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.

Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis
e os impossíveis;
aqueles que morrem
e ressuscitam
a cada novo fruto,
a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.

Que eu possa sonhar o ar,
sonhar o mar,
sonhar o amar,
sonhar o amalgamar.

Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.

Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental
(aquela que a alma cria e que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde).

Que eu saiba dimensionar o calor,
experimentar a forma,
vislumbrar as curvas,
desenhar as retas,
e aprender o sabor da exuberância
que se mostra
nas pequenas manifestações da vida.

Que eu saiba reproduzir na alma a imagem
que entra pelos meus olhos
fazendo-me parte suprema da natureza,
criando-me
e recriando-me a cada instante.

Que eu possa chorar menos de tristeza
e mais de contentamentos.

Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.

Que eu saiba perder meus caminhos,
mas saiba recuperar meus destinos
com dignidade.

Que eu não tenha medo de nada,
principalmente de mim mesmo:
- Que eu não tenha medo de meus medos!

Que eu adormeça
toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças
Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
sábio dentro de meus limites
pequenos e inexatos,
humilde diante de minhas grandezas
tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas e o quanto é valiosa a minha pequenez).

Que eu me permita ser mãe,
ser pai,
e, se for preciso,
ser órfão.

Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram
e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente
o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.

Que eu possa amar
e ser amado.

Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo
gentilezas.

Que
eu jamais fique só,
mesmo quando
eu me queira só.

Amém.

(Oswaldo Antônio Begiato)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Os colossais


Gente, a Grande Muralha da China é maior do que todo mundo pensava: mede 8.851,8 quilômetros (isso é 3 vezes a distância daqui para o Nordeste), aproximadamente 2.000 a mais do divulgado antes. Esse dado é da última pesquisa das administrações estatais de Arqueologia, Topografia e Cartografia.

Isso me deixou confusa. Como é que se pode errar tanto com uma coisa grande assim???

Imagine o que mais se pode descobrir...

terça-feira, 21 de abril de 2009

O bordão do romeiro



Sou uma imperfeição, um poço de contradições, uma alma intensa em ombros contidos. Tenho dois grandes defeitos: observo demais e implodo milhares de mini-vezes antes de explodir e, quando isso acontece, quase sempre é de maneira densa demais, com aquela latinidade típica de quem tem sangue ardente.

Sou um ser ruminante, como meu signo. Empacata, lenta com vontade de voar, onde já se viu? É a porção Aquário do meu ascendente criando confusão nesse espaço pequeno que é meu corpo. Já pensou no tamanho do universo? Qualquer um é pequeno nessa comparação.

Mas, eu sou uma mulher danada e tenho uma sorte: pratico um Budismo que combina, corrobora e clareia a minha busca, trazendo sentido, proporcionando humildade, constatação dos próprios limites, vontade de avançar para melhorar.

Quando alguém ouve o mantra que nós, budistas da Gakkai, recitamos, é normal estranhar. Todo mundo que pratica já estranhou um dia também, já fez careta ou riu. É engraçado mesmo quando não se experimenta. Lembro do marido de uma amiga dizer que ele achava que repetir "aquilo" (o mantra) várias vezes dava o mesmo efeito que repetir qualquer outra palavra. Hoje ele é budista de carteirinha, praticante a quem tiro o chapéu. E tenho o maior orgulho da minha amiga que soube viver na diferença. Nunca é fácil, mas sempre tem gente quem consiga.

Mas, voltando, é somente quando me dedico à prática dessa recitação que minhas fichas mais positivas caem. Às vezes, andando na rua ou conversando com alguém eu tenho meus insights. Aí, eu guardo-os dentro de mim e vou lá, para frente do oratório, chafurdar até destrinchar a informação. É quando ela muda, eu mudo, e a vida ganha um brinde, bingo.

Já ouvi que sou como aquela música, "complicada e perfeitinha", mas eu retiro o perfeitinha. No lugar, eu colocaria "louca para acertar". Eu sou louca para acertar! Não acertar para fazer bonito. Acertar para ser feliz. Ser feliz junto, nunca sozinha. Esse é o único acerto verdadeiro e disseminador nessa vida. Eu bato um monte a cabeça por causa disso, mas, ainda assim, continuo.

O lado bom de tudo isso (sempre tem) é que eu me sinto rica. Não sou rasa, nem leviana. Aprendi a ser profundamente honesta com o que sinto, com o que temo, com o que acredito, com o que quero, com quem amo. Esse é o meu maior bem hoje e todos os dias tento criar uma vida que combine com ele.

Sempre temi viver "formando fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, na penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota", como disse Roosevelt, mas confesso que temo demais a derrota. É aí que me confundo, às vezes. E me esforço para recobrar a confiança e mantê-la sempre firme, especialmente para os dias escuros. Por isso, eu amo a frase do Mark Twain que diz que "coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo".

Quase às vésperas de soprar velinhas, eu só tenho mesmo a dizer: "muitas felicidades, muitos anos de vida"... Tem sementinha à beça ainda :)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Entregue ao outono


Dormir, dormir, que eu preciso descansar. E sonhar.

"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado."

(William Shakespeare)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Susan Boyle

Todo mundo comentando. Vale a pena conferir, clicando no título :)

A canção é de Os Miseráveis, "I dreamed the dream".

Belíssima, by the way.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Reflexões de aniversariante


Já namorei, casei, separei, namorei de novo. Nunca tive filhos e até hoje tem gente que estranha. Mas, olha, nunca tive porque, no fundo, sempre tive medo de criar um filho sozinha, como minha mãe criou 3 depois que se separou do meu pai. A mulher, na maioria das vezes, acaba ficando sozinha com essa função. Há exceções, claro, e eu conheço excelentes pais, meu irmão é um grande exemplo, até um exagero, eu diria.

O fato é que, depois que o medo se instala, fica bem difícil removê-lo. E medo, a gente sabe, é companheiro pra vida toda. A gente só aprende a desafiá-lo, dominá-lo, vencê-lo por vezes. Mas, ele sempre estará lá, esperando uma fraqueza, uma febre, uma dor.

Ficou famosa a frase que diz que não há caminho para a felicidade, que a felicidade é o próprio caminho. Se diz também que a única certeza dessa vida é que ela muda, sempre. Ainda bem. Entretanto, como boa taurina que sou, meu maior desafio é guardar alguma segurança no coração, uma certeza sequer. Para mim, felicidade não é bonança. Felicidade é paz mesmo em meio à tempestade. Isso, no Budismo, chama-se Felicidade Absoluta, muito diferente da relativa, a mesma que nos faz tão suscetíveis.

Viver é procurar, mesmo. Ir lá, conquistar, procurar de novo, criar, querer, e todos sabemos o que mais. A minha vida, a poucos dias de comemorar meu aniversário, tem se encontrado na frase que meu novo amigo do Sul escreveu: "dinheiro a gente recupera. Tempo perdido, não".

Não é hora de perder tempo. Nunca foi. Por isso, aos interessados em viver, aproximem-se. Aos demais, levantem-se. Ainda há tempo para alcançar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

A boa viagem


O Café Filosófico voltou à ativa, ainda aos domingos na Cultura e em novo horário, às 11 da noite. O formato é novo também, eu particularmente não gostei muito, mas o conteúdo ainda se aproveita bem.

O primeiro programa voltou-se ao tema "homens e mulheres" e, lá pelas tantas, o filósofo Conté soltou o seguinte: "esse encontro é uma maldição: haverão de se amar sempre e nunca se entenderem". Juro que nesse instante, ouvindo isso, me bateu um cansaço danado, vontade de ir para o meio do mato, pedir para o mundo parar, ou ser presidente dos EUA e nunca mais falar sobre o assunto.

Eu vinha de uma semana de conversas desse tipo com algumas amigas, sobre o trabalho e a dedicação que todo relacionamento precisa, etc, etc. Acho que é mais ou menos como uma carreira, pensei comigo: se você trabalha naquilo no qual tem vocação, paixão, dom, tudo fica mais leve, fluido, mal percebe que é trabalho-trabaaaaalho. Mesma coisa no amor que se tem pelas pessoas (amigos, família, namoridos e namoridas): se o negócio é pesado demais está na hora de repensar a escolha. Isso não quer dizer, claro, evitar problemas ou desistir na primeira dificuldade, sei que isso está implícito no entendimento de todo mundo. Só que há o curso da vida (com alguns baixos) e o eterno sofrimento: olha a baita diferença.

Por isso, acho que parei com essa história. Cansei do assunto, cansei da discussão, cansei dessa história toda de maldição, de árdua labuta: amor (qualquer tipo) tem que ser prazeroso naturalmente, deve ser gentil por querer e sem perceber, precisa de alegria leve, de descanso conjunto, troca substancial. Amor deve repor o que o estresse retira. Deve fazer bem no pior dia da vida, e no melhor também.

Quer coisa mais gostosa que sair com uma amiga, rir ou chorar, mas voltar revigorada? Sentindo-se querida, admirada, companheira? E que bálsamo conversar com a mãe, tia ou irmão e sentir o vínculo verdadeiro do amor? Sentir a preocupação genuína do outro conosco, a necessidade dele de ouvir nosso "oi" e saber que está tudo bem? Gente, isso é trabalho???

Portanto, chega. Vou ler Nelson Rodrigues e Zonas Úmidas que ganho mais. E sejam bem-vindos à minha nova fase amorosa: quando eu ligar ou escrever e-mails saibam que é só de coração. Não tem nada de networking, nem de garantir qualquer coisa. Pra falar a verdade, já era assim, mas agora ficamos claros e entendidos :)

Já disse Khalil Gibran, de quem meu tio sempre foi fã: "o amigo é a resposta aos teus desejos, mas não o procures para matar o tempo! Procura-o sempre para as horas vivas porque ele deve preencher a tua necessidade, não o teu vazio."

Um beijo.

domingo, 12 de abril de 2009

"O que o destino me mandar"


Assisti esse documentário nesse final de semana. Deu dor na alma. Números absurdos, pais desestruturados e irresponsáveis, governantes idem: retrato de crianças que vivem só de esperança.

A frase do título desse post é de um dos meninos do vídeo. Inteira, ela é assim: "quando eu crescer, vou ser o que o destino mandar". É só clicar no título para assistir.

Beijos, boa semana.


sábado, 11 de abril de 2009

Bolinhas de sabão na tarde que cai


"A vida passa lentamente, e a gente vai tão de repente, tão de repente que não sente saudades do que já passou." Discordo em gênero, nº e grau, Lulu Santos: a vida voa, somos lerdos e sentimos saudades demais. Hoje, a minha saudade é das minhas férias do final de 2008. Parece que faz um século.

Ouvi uma música do Cauby hoje. Tão linda... começa assim: "a deusa da minha rua tem os olhos onde a lua costuma se embriagar".

Taurina com ascendente em Aquário. Ainda bem que tenho o ar de Aquário: dá uma balanceada no terrão que é Touro. E ainda bem que sou Touro: adoro mexer na terra. E filha de geminiana e virginiano: ô bagunça.

Concordava com uma amiga, outro dia, que bons relacionamentos dão trabalho e exigem dedicação. Mas, esse é o tipo que preço que vale a pena: infinitamente menor que o preço da solidão e definitivamente melhor.

Reparando no céu de outono, azulzinho, azulzinho, suspirei. E à noite ainda tem a lua cheia, toda amarela, beirando os cantos da rua de casa.

Presenciei uma cena ri-dí-cu-la de ciúme no caixa do supermercado e fiquei pensando: ai, meus deuses, somos todos ridículos na maioria das vezes!

Ainda peco com as novas regras da acentuação. As únicas coisas que lembro são que "tem" no plural não tem mais acento circunflexo e a história do uso do hífen (aliás, por que hífen termina com "n" mesmo?).

Coisa mais fofa desse mundo foi ouvir meu afilhado de coração me dizer "tô com xaudade". Outro momento-delícia foi tentar entender o que o fofo do Henrique dizia quando eu perguntei por quê ele chorava. Por fim, o pai traduziu: "o Felipe dormiu" e não brincou com ele.

Gosto da Maitê Proença escrevendo, mesmo lendo só um pouco de cada vez para não me cansar com tanta viagem. Achei bonito quando ela escreveu:

"Quando minha criança nasceu, uma amiga me presenteou com seu mapa astrológico e explicou:

- Vocês já estiveram neste mundo como mãe e filha, filha e mãe, por 16 vezes. Na vida atual não há carma para resolver, voltaram para se amar e usufruir do prazer de estarem juntas.

Não me importa se é mesmo dessa forma que as coisas se deram; fica mais bonito assim. Esta é portanto a verdade. E assim tem sido entre mim e Maria, a minha menina do meu coração."

E ri da superioridade da qual os filhos são capazes nesse outro trecho dela:

"X., o pai, convidou Maria para passar a Páscoa em Paris com a família do lado de lá.

Maria - Não quero ficar entrando e saindo de lojas, preciso desestressar.

Pai - Mas nós vamos pro Plaza Athenée, com tudo de bom pra fazer em volta... Explique pra ela, Maitê.

Mãe - Vá com seu pai, Maria, minha filha, vai ser divertido.

Maria - Vou pro sítio com amigos. Já fiz minha programação. Acordo tarde, fico na piscina, e de noite, night. Dia seguinte, acordo tarde, fico na piscina, e de noite, night. No outro dia, acordo tarde, fico na piscina, e de noite, night.

Mãe - Mas, Maria, isso vai ser muito cansativo!

Maria - Eu não disse que queria descansar, disse que preciso desestressar."

Estou lendo Cidadania Planetária, um diálogo entre Daisaku Ikeda e Hazel Henderson sobre como nossos valores, crenças e ações podem criar um mundo sustentável. Não tem jeito, não: é trabalho de formiguinha mesmo, contagiando outra e mais outra e mais outra, outra, outra. Bom mesmo seria se a ficha de todo mundo caísse ao mesmo tempo e cada um fizesse a sua parte com responsabilidade. Isso nem é pedir muito. É sonhar demais. O mais incrível é que a coisa é para bem próprio e não para o ET do além. Vai entender.

Cerveja demais na quinta, dormida longa na sexta, pernas pro ar, fertilizante nas plantas, almoço bom, cinema, muita preguiça e dengo. Pra quem vinha de noites curtas e dias longos, não posso me queixar do feriado, não.

Vá lá, Lulu, corrija-se:

"Hoje o tempo voa, amor
escorre pelas mãos
mesmo sem se sentir
e não há tempo que volte, amor
vamos viver tudo o que há pra viver
vamos nos permitir..."

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Aqui chega primeiro: editorial de abril


Cuidado e critério na escolha

Rapidamente, o ano vai avançando. Há pouco tempo falávamos sobre o balanço de 2008 e sobre as promessas para 2009. Agora, findando a Hair Brasil e colhendo seus números, caminhamos rumo ao 2º semestre. Isso nos põe a pensar que não temos tempo a perder, nem tampouco a esperar: a hora é de trabalhar, e muito.

Gosto de comentar a respeito dos e-mails que recebemos porque eles retratam muito a realidade do nosso mercado e, principalmente, nos acordam para a falta de informação da qual o brasileiro é refém. Não é raro lermos queixas quanto ao preço de produtos e sobre a nossa recomendação massiva para a procura de profissionais qualificados na aplicação de procedimentos nos cabelos, pele e corpo. A brasileira quer pagar pouco e aplicar os produtos em casa mesmo, para economizar.

Em conversa com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) neste início de abril, o Portal NetBelle vem, mais uma vez, ratificar a importância do uso de marcas sérias e comprometidas com a saúde e resultados de seus produtos.

Só para citar alguns exemplos, até o momento, a Food and Drug Administration (FDA) permite o uso de acetato de chumbo para produtos destinados a coloração dos cabelos na concentração máxima de 0,6%, mas, ao comprar uma tintura somente pelo preço, quem checa tal informação?

O uso do Mentol sobre a pele teve sua concentração máxima estipulada em 1% e a concentração máxima de 4% de cânfora em esmaltes para unhas foi estabelecida, bem como a concentração máxima de 2,5% de cânfora para os demais produtos cosméticos.

Sem dúvida, esses são parcos exemplos do que a ANVISA exige em sua legislação e segui-la a risca é o que faz a diferença, inclusive nos preços, em determinadas marcas.

O benefício não está desassociado ao custo: investimento, pesquisa e mão-de-obra qualificada são caros, exigem tempo e dedicação. Produtos considerados “caros”, entretanto, carregam consigo tecnologia e educação, minimizam riscos e garantem melhores resultados.

Por isso, incentivaremos sempre a educação técnica aos profissionais e boas escolhas aos consumidores, pois como diz Dr. Ivo Pitangui, “o mais importante é sentir-se em harmonia com a própria imagem”, sempre com muita saúde e segurança.

Anjo da guarda


Acreditar em anjo da guarda, eu não acredito, não... mas que eles existem, existem!

O meu é esse homem muito maior do que eu, que me defende de mim mesma e a quem eu amo tanto.

"Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você."

(Vinícius de Moraes)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Além do amanhecer


Alguns chamam de carma, outro de destino, má sorte ou super-ego. O nome não importa muito, a mente tem prisões que limitam o coração.

Hora da liberdade: se a mente preferir a prisão, que fique para trás e só, eternamente abandonada. O que o homem merece é ter o coração feliz, sem orgulho, sem medo, sem culpa. E compartilhar, porque "a felicidade nasceu gêmea" (Byron).