quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A cor que a gente escolhe


Uma amiga comentou ontem, enquanto pedíamos uma pizza na quarta-feira de cinzas, que ela não comeria carne. Sem estranhar a decisão (eu mesma como pouca carne), ela se adiantou: "é a Quaresma...". Achei uma coisa tão diferente aos meus ouvidos que decidi pesquisar um pouco.

Segunda a Wikipedia, "a quarema ocorre quarenta dias antes da Páscoa e seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana demarço. A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte".

Eu não sei quanto aos cristãos, mas, da minha parte, esse é o tipo de reflexão que me ocorre diariamente, acho que já virou um compromisso, um dever embutido, parte, uma veia que não separo da maneira como vejo a vida.

Pouco antes, durante nossa reunião de Budismo de todas as quartas, falávamos sobre "transformação", a mudança que desejamos e realizamos a partir da observação e ação responsável. Eu disse algo que li e que todo mundo sabe, mas tem dificuldade de aceitar: "nada na vida é definitivo". Inconformada, uma amiga soltou: "mas, e aquilo que a gente quer que seja definitivo?", eita perguntinha que não quer calar. De pronto, eu respondi: "cultivemos". Ela adorou a palavra.

A quarta acabou, foi um dia rico, nada teve de cinza, foi verde, cheio de esperança. Mas, a noite virou, veio a madrugada arranhando feito unha, até eu acordar às 4 horas e ficar fritando até levantar, às 6 e 40. A quinta-feira, sim, começou "de cinzas". Manhã difícil, dia comprido, choveu e fez sol, eu me distraí muitas vezes, perdi o foco por horas, até me lembrar do "nada definitivo" e do "cultivemos". É uma vantagem disciplinar a mente para o coração respirar, reencontrando seu caminho sempre antes de se perder.

Muita gente deve se perguntar o porquê de uma pessoa escolher uma religião diferente daquela que nasceu sob. Aqui é uma hora boa para dizer: para a gente se lembrar a que veio ao mundo. E ser feliz, temendo menos e compreendendo mais, como disse Marie Curie. Para a gente lembrar. Deixar de sobreviver e viver.

A quinta-feira de cinzas está acabando. O que vai ficar dela é a certeza de que o centro da minha vida não vagou. E nem vagará, pois está arraigado e todo dia - todo dia - eu o cultivo.

Um raio
Fulgura
No espaço
Esparso,
De luz;
E trêmulo
E puro
Se aviva,
S’esquiva
Rutila,
Seduz!

Vem a aurora
Pressurosa,
Cor de rosa,
Que se cora
De carmim;
A seus raios
As estrelas,
Que eram belas,
Tem desmaios,
Já por fim.

O sol desponta
Lá no horizonte,
Doirando a fonte,
E o prado e o monte
E o céu e o mar;
E um manto belo
De vivas cores
Adorna as flores,
Que entre verdores
Se vê brilhar.

(Gonçalves Dias)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Lucky me



Depois de longos e tumultuados dias, enfim estou de volta. Comentei outro dia que o ano começou "rasgando", chegou chegando, sem dó nem piedade. Na última semana, perdi uma pessoa querida para um enfarto repentino e me cansei sobremaneira com antigas questões. Mas também aproveitei a boa fase no trabalho e me esbaldei com resultados pra lá de bons. Por tudo isso, ando exercitanto mais do que nunca a disciplina e minha capacidade de renovação. É, 2009 parece que será um ano bem curto para o volume de informação que promete.

A delícia disso tudo, além da exploração da potência que em momentos tranquilos a gente esquece, é que a hora do descanso é triplamente aproveitada. Tenho uma característica que adoro e que tem me ajudado incrivelmente nos últimos tempos: não perambulo em duas pontes mentais ao mesmo tempo: trabalho é trabalho, família é família, casa é casa, amor é amor, cada coisa no seu quadrado.

Além dos acontecimentos desses primeiros 52 dias do ano, percebi que me tornei numa mulher crédula e olha que isso não é pouca coisa, não. Acreditar nas pessoas com a simplicidade de quem acredita em si mesmo é uma façanha, coisa boa que alimenta a minha fé. Não se preocupem, não regredi ao estado de ingenuidade desavisada, não. Só acho que, pela primeira vez na vida, não me pergunto, antes de acreditar, se o outro é sincero ou não. Isso não importa muito, na verdade, já que cada um colhe o fruto da intenção que cultiva.

Hoje mesmo, lendo o jornal da BSGI, li que a palavra sânscrita karma quer dizer ação. Toda e qualquer ação. Já sorte, segundo uma das interpretações do Houaiss, é "modo de viver, condição da existência". Donde eu resumo que karma e sorte são intrinsecamente a mesma coisa. E, sabe?, eu estou beeeem satisfeita com o saldo de tudo, pois também entendi que o que ainda não fiz posso fazer, se quiser, e o que foi feito pode ser mantido ou desfeito, feito diferente, melhor, feito de novo, mas feito sempre por mim, e por quem eu escolher para fazer comigo.

Tem uma frase bem conhecida que diz que a gente aprende pelo amor ou pela dor, mas eu tenho cá as minhas dúvidas de que a dor, por si só, ensine alguma coisa. Acho que a dor, sozinha, só traz ressentimento e desconfiança quanto a capacidade de ser feliz. A dor, para dar validade à mudança verdadeira, precisa estar acompanhada de amor, sempre, pois é ele que ensina a confiar e transforma de fato.
Partindo dessa premissa, eu compreendi porque somente agora algumas mudanças essenciais foram possíveis na minha vida: brotou amor genuíno nesse coração. De mim para mim, de mim para o outro, do outro para mim.
 
 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Quando o outono chegar

... havemos de nos lembrar:


"Há uma Primavera em cada vida:

É preciso cantá-la assim florida,

Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada

Que seja a minha noite uma alvorada,

Que me saiba perder... para me encontrar."


(Florbela Espanca)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

E vice-versa


"Atrás de todo grande homem, há sempre uma grande mulher." Dizem que essa famosa frase é do Henry Ford e que ele contou a origem dela em uma de suas palestras.

A história é a seguinte: passeavam ele e sua mulher por uma estrada quando Henry Ford parou num posto para abastecer. Aproveitou e entrou na loja de conveniência e, enquanto aguardava na fila, observou que sua esposa conversava alegremente com o frentista.

De volta ao carro, já na estrada, Ford perguntou à mulher por que ela manteve a tal conversa. Ela respondeu: "ele é meu ex-namorado", ao que Ford respondeu: "ainda bem que você casou com o dono da Ford". E ela: "querido, se eu tivesse casado com ele, ele seria o dono da Ford".


Muito boa...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Felicidade e outras dúvidas




É difícil aceitar tantas diferenças da vida. Dessa dificuldade, e da ignorância do porquê somos e vivemos de maneiras tão distintas, nascem os preconceitos e as idealizações tão constantes em cada pensamento que temos.

Preconceito não é coisa fácil de reconhecer: é preciso prestar muita atenção a cada torcida de nariz quando olhamos alguém que julgamos aquém dos nossos conceitos. A idealização, entretanto, é figurinha constante e se confunde com a inveja (nem que seja "da boa"). A gente dá aquele suspiro e pensa "puxa, por que eu não sou assim?" ou "por que eu não tenho isso?".

Vez por outra, para amenizar nossas crises de inconformismo por não ter uma vida melhor, mais harmoniosa, bonita ou rica, nós resolvemos olhar àquele que nada tem, que é aleijado, miserável, morador das terras de guerra, etc. Parece que dá aquele alívio perceber que, afinal, nossa dor não é tããão grande assim. Podia ser pior. Claro que esse conforto dura pouco, se desgraça alheia fosse boa terapia os programas de TV estavam dando jeito no povo.

Desconsiderando as explicações religiosas para tamanhas desigualdades, inclusive a roda de Samsara (existências após existências), vamos imaginar somente o evento dessa vida, nesse contexto social, nessa época, que já é assunto demais. O exemplo da vez é a Patricinha, que nasceu num lar com pai e mãe, avô, avó, tios, natais com 30 parentes, presentes de aniversário, festa de 15 anos, intercâmbio em Londres, faculdade de Veterinária, consultório próprio, casamento com doutor, filhos que tendem a repetir seus passos. Os problemas de Patricinha são encobertos por mil informações de consumo, por isso, vendo de longe, ela tem a vida de rainha que muita mulher gostaria de ter.

Já Toninho nasceu só de mãe quando a menina tinha 14 anos. Aos 20, já era mãe de 4, coitada. O último "marido" abusou de Toninho, que fugiu de casa, virou menino de rua, dependente de droga, morreu de overdose. Os irmãos viveram mais, mas, foram igualmente infelizes, achando que a vida era aquilo mesmo, paciência.

Entre uma Patricinha e um Toninho, milhões de histórias disputam a gangorra do mais e menos sofrimento, mas, tentar explicar o destino ao nascer é tarefa que envolve dogmas e muita imaginação, afinal, quem é que traz a memória do mundo de lá para contar como é? Sem querer ser simplista com um assunto tão delicado, acho que o negócio é reconhecer a vida que se tem e vivê-la da melhor maneira que quisermos. Mesmo. Sem comparar ou resignar-se. Sem destruir o pouco que se tem ou desperdiçar a sorte que veio sobrando. Não importa tanto saber porquê nascemos nessa ou naquela condição. O importante é conquistar a condição que se quer.

Depois do advento nascimento (de onde veio um certo norte na sina de cada um), todo o mais é resultado daquilo que pensamos, falamos e agimos a partir do momento que tomamos exata consciência da coisa, como bem ensina o Budismo. Tudo, a partir da sorte original, é causa, seja boa ou má, que irá se converter infalivelmente em efeito, bom ou não (o conceito de bom ou mau não traz julgamento moral, mas, sim, o sentimento de felicidade ou sofrimento).

Todos os Toninhos têm escolha. As Patricinhas também, pois sempre é possível uma vida verdadeira. Todos as centenas de milhões entre um e outro podem planejar e realizar a vida que quiserem, desde que saibam aonde se quer chegar, desde que tenham disciplina no caminho, responsabidade consigo e com os outros e, acima de tudo, a estratégia correta e justa. A gente fala o tempo inteiro de força e coragem e parece que a coisa acaba se banalizando, mas, é exatamento isso: há que se ter força e coragem para transformar a vida.

Uma vez, li em algum lugar que "quem oha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta" e eu completo: desperta e realiza. Só despertar também não serve, há que se fazer alguma coisa com isso. E é bobagem usar as aparências como parâmetro. Todo mundo é craque em disfarçar e, quanto mais perfeito algo parece, mais irreal a coisa é.

Viver de verdade, profunda e intensamente, é o que garante a frase que minha amiga Gabi postou no blog dela ontem: “talvez seja utopia, mas se eu não deixar que se embote a minha sensibilidade, quando envelhecer, em vez de estar ressequida eu terei chegado ao máximo exercício de meus afetos”. (Lya Luft)


Só mais uma coisinha: "Troque o não pelo por que não?" (Victor Mirshaawka)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Porção povão


- Podia me dizer por favor, qual é o caminho para sair daqui? - perguntou Alice.
- Isso depende muito do lugar para onde você quer ir. - disse o Gato.
- Não me importa muito onde... - disse Alice.
- Nesse caso não importa por onde você vá. - disse o Gato.
- ...contanto que eu chegue a algum lugar. - acrescentou Alice como explicação.
- É claro que isso acontecerá. - disse o Gato - desde que você ande durante algum tempo.

(Alice no país das maravilhas - Lewis Carrol)

Não adianta, não. Por mais descolado, relaxado, intectualizado e sei lá eu o quê mais, o fato é que a gente, vira e mexe, escorrega na nossa porção povão. Seja pelo motivo que for, se à procura de alguma coisa really exciting, seja por falta do que fazer, seja por stress, a gente acaba cometendo aquele deslize básico, do qual jura jamais participar novamente. Tolice.

Todo mundo tem uma porção Alice (perdida), uma porção Cinderela (nem preciso dizer, né?), uma porção Lobo Mau, uma porção Steve Wonder, Amélia, Don Juan, Falcão, Fera, Pilatos, baunilha, whatever! Ai, como isso me incomoda! Eu vivo cuidando para olhar direito, não julgar precipitadamente (não julgar de jeito nenhum já é demais), tentando levantar, dar a volta por cima. Mas, sabe? Tem hora que a coisa se sacode por si só e não há nada que eu possa fazer. No máximo, dá para quebrar menos, evitar o irreparável e ficar apenas com a dor de aspirina.

Entretanto, depois que o vendaval passa, pra variar, dá pra considerar esse mundaréu de gente vivendo na gente até uma coisa saudável. Já pensou que chatice uma planície daquelas dos desertos americanos? Coisa mais sem graça uma vida sem uma montanhazinha, uma curva, um rio, um temporal de vez em quando... Pois é, apesar de tudo, ruminar feito meu signo solar tem seu lado positivo: lá pelas tantas, tudo ganha um perfil bom, necessário, evolutivo. Tá vendo? Esse é o meu lado Poliana...

"A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio." (Martin Luther King Jr.)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Rapidinhas



  • "Damaged people are dangerous. They know they can survive." (do filme Perdas e Danos, com Jeremy Irons e Juliette Binoche). Assisti de novo, outro dia. Fiquei pensando sobre;

  • O novo salário mínimo é R$ 465, R$ 50,00 a mais que o valor anterior. Entrou em vigor hoje e vai beneficiar cerca de 25 milhões de trabalhadores no Brasil, como disse nosso ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi;

  • A família Cruise está no Brasil, lá em Angra, com o dr. Ivo Pitanguy. Enquanto isso, Madonna e o menino Jesus Luz andam saracoteando pelas luzes de Nova York. E nós aqui, no blog!

  • A praia do Rio Vermelho, em Salvador, recebeu hoje mais de 300 mil pessoas. A festa é para Iemanjá, a rainha do mar, do candoblé. Era presente que não acabava mais: flores, perfumes, sabonetes, pentes, espelhos e bonecas. Tudo foi jogado ao mar nesse final da tarde. Tomara que Iemanjá guarde tudo, já pensou na sujeira se ela resolver devolver ou deixar tudo por lá mesmo?

  • Macaco Simão disse que o Lula assinou a nova ortografia pra todo mundo ficar sem saber escrever português como ele... ô judieira;

  • “Agora, Inês é morta": O rei Pedro I morreu em janeiro de 1367, seu corpo foi enterrado próximo da bem-amada. Os corpos não foram colocados lado a lado, como seria mais natural, mas um de frente para o outro, para que no dia da ressurreição pudessem se levantar e cair nos braços um do outro. Os suntuosos túmulos de pedra branca dos trágicos amantes podem ser visitados no mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Sobre o de Pedro, está escrito que os dois permanecerão juntos “até o fim do mundo...”

  • Tem semana de moda em tudo quanto é lugar desse mundo...

  • Malu Magalhães who??? (Sorry, faz tempo que quero dizer isso, rs)

  • De 10 a 15 de fevereiro, acontece a terceira edição do Master of Food & Wine, na Argentina. O evento, organizado pela rede de hotéis Hyatt, acontece simultaneamente nas cidades de Mendoza e Buenos Aires. Delícia!!!

  • Mulherada, atenção: a Secretaria de Estado da Saúde proibiu a venda e distribuição do anticoncepcional Nociclin, pois o mesmo se mostrou ineficaz a prevenção da gravidez;

  • Gente, aumentar o consumo de potássio diminui o risco cardíaco! Mas, é preciso ingerir menos sal também. É engraçado, porém cientificamente comprovado: só o consumo de potássio ou só a redução de sal não trazem os mesmos benefícios. As principais fontes de potássio são o melão, tomate, banana e... rapadura! Só uma restrição: pessoas com lesões nos rins não devem elevar a ingestão do mineral para não sobrecarregar o órgão.

  • Minha amiga Wan me enviou um vídeo esquisitíssimo pelo Dia Mundial do Esquisito. Parece que ela adivinhou porque cada vez mais me acho esquisita nesse mundo. Deve ser por causa das antenas, como disse o Rodrigo :)

O sonho da vida fácil



Ora, francamente...

"A Polícia Civil do Rio pediu à Justiça a prisão preventiva de Milton Félix Paulino, supostamente falso agente, que se passaria por empresário para prometer a jovens jogadores de futebol contratos com clubes no exterior. Milton se apresentaria como credenciado pela Federação Portuguesa de Futebol.

Segundo denúncia da polícia, ele dizia que era representante de times europeus para fazer promessas aos futuros craques. Em reportagem do Jornal Hoje, nesta segunda-feira (2), os pais das vítimas confirmam o assédio do suposto agente aos jovens.

A mãe de um menino, de 13 anos, disse que chegou a vender tudo pelo sonho de ver o filho jogando no exterior. “Ele (o suposto agente) pegou e falou assim: eu realizo o sonho do seu filho amanhã, mas vocês têm que me dar isso, isso e isso. Só o que eu anotei, foram uns R$ 10 mil”, revelou.

O garoto, que ouviu as promessas, contou que chegou a ficar desconfiado, já que o homem não chegou a vê-lo jogar e, mesmo assim , prometeu contrato com um clube em Portugal. “Achei estranho, mas é que ia ser praticamente um grande passo na minha vida. Aí, me deixei levar pela vida dele, pelas palavras.” Para convencer a família, o suposto falso agente teria forjado um fax como se fosse da Federação Portuguesa de Futebol.

De acordo com as investigações, pelo menos 16 famílias do Rio e também de São Paulo foram enganadas por Milton Félix Paulino que, segundo a polícia, se apresentava como empresário.

Pai pediu demissão para ter dinheiro

Um dos jovens teria retirado o passaporte às pressas e esperado no aeroporto por um embarque que nunca aconteceu. O pai de um dos garotos, Jair Araújo, chegou a pedir ao patrão que o demitisse e teria entregue a indenização a Milton. O rapaz foi levado para o Espírito Santo com a promessa de treinar em um centro esportivo antes de seguir para a Europa. “Ele fez o meu filho passar fome e no final ainda falou para mim: ou você compra a passagem para o seu filho e manda ele para lá ou ele vai dormir na rua’”, contou Jair.

A polícia calcula que, em um ano, o suposto falso empresário tenha roubado quase R$ 200 mil de famílias de jovens que alimentavam o sonho de ser um craque no exterior. O delegado Felipe Ettore, encarregado das investigações, recomenda que os pais devem procurar os órgãos competentes no ramo esportivo para se certificar da idoneidade dos profissionais. "

(fonte: g1.com.br)

... e o povo reclama???