quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2009, minha estrela dançarina

Quando 2007 chegou ao fim, eu achei meio injusto imaginar que 2008 pudesse ser melhor. Será que não seria um exagero? Afinal, o ano tinha sido tão intenso, tão feliz que parecia impossível que 2008 pudesse ser ainda mais. Mesmo o que foi sofrido teve seu propósito e acrescentou um bocado de maturidade e discernimento à minha vida.

Mas, aí, chegou 2008 e, dia-a-dia, eu prestei atenção. Aprendi com tanta gente o tempo todo que a impressão que me dá é que vivi 10 anos em 1: 2008 termina hoje com um saldo gigantemente positivo e nobre.

Conquistei, cultivei, entristeci, chorei, reinventei. Aprendi a brigar, soltei a voz, consolei, respondi (ainda falta aprender a perguntar mais). Redescobri uma paixão: escrever! E escrevi muito, o ano inteiro. Sobretudo, foi um ano em que amei. Amei de verdade, do fundo do meu coração minha família, reencontrei uma parte dela, e amei, e cada amigo de maneira diferente, com a singularidade que cada um possui. Amei meu trabalho, meus projetos e meu caminho. Compreendi e amei meu jeito de ser, meu ritmo antes tão criticado por mim mesma, minhas escolhas, esse meu olhar tão oblíquo algumas vezes.

O futuro, que antes eu pensava em construir sozinha porque acreditava que é assim que cada um devia fazer, hoje aceito que não é mais: futuro a gente planeja e constrói junto.

2008 foi tão possivelmente melhor do que 2007 não por milagre ou por simples desejo de quem pula as 7 ondinhas. 2008 foi grande por consequência, fruto da dedicação e do esforço as quais me propus. As crises sempre foram imensas e companheiras a minha vida inteira e é só por elas que eu entendo (ou entendo que é possível entender).

Como já dizia meu Nietzsche, em Zaratustra: "é preciso um grande caos interior para parir uma estrela dançarina". Venha brilhar, minha estrela dançarina, 2009 está chegando!

Feliz, feliz, feliz ano novo desde já e sempre, todo dia e a cada noite. Que seja novo nosso desejo, nova a nossa amizade, fresca e linda nossa vontade, firme e determinado o nosso objetivo.

Feliz, alegre, risonho: que seja eterna a nossa vida e que haja vida sempre viva em nosso coração.

Um beijo grande, obrigada e até ano que vem!

domingo, 28 de dezembro de 2008

A Cesar o que é de Cesar


Era uma vez um homem que plantava espinhos. Um dia, olhando a plantação do vizinho, ele percebeu que seu vizinho colhia flores e revoltou-se, pois ele só colhia os espinhos que plantava. Viveu anos revoltando-se por isso, e continuava colhendo espinhos, sem entender porquê.

Certa manhã, esse homem, pela primeira vez, sentiu vontade de colher flores também. Entretanto, ainda cultivando espinhos, só espinhos conseguia colher. Ele não conseguia enxergar que para ver crescer flores em suas terras era necessário arrancar os espinhos e, em seu lugar, plantar as sementes da flor que ele queria ver desabrochar. Sempre aparecia alguém tentando fazê-lo entender essa lógica, mas o homem era um pouco cego e surdo e só via e ouvia o que lhe fosse conveniente.

Assim, esse homem foi vivendo, ora sangrando os dedos com os espinhos que cultivava, ora sangrando outrem com eles, até que foi ficando cansado e todos ao seu redor também.

Ainda não se sabe o final dessa história, mas todo mundo torce para que o tal homem comece a plantar uma planta mesmo, que dê frutos e flores, e comece a viver feliz, usufruindo de suco e cor em suas terras, atraindo borboletas e pássaros ao seu redor.

"Como é que faz pra lavar a roupa?
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia?
No horizonte, no horizonte

Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
A ponte não é de concreto, não é de ferro
Não é de cimento

A ponte é até onde vai o meu pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento

A ponte nem tem que sair do lugar
Aponte pra onde quiser
A ponte é o abraço do braço do mar
Com a mão da maré
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento"


(Lenine)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Noite feliz


Todo mundo que acompanha esse blog sabe que eu sou budista, praticante mesmo, questionadora da vida e dos rótulos que costumamos dar às coisas. Mas, como amante do amor como único instrumento poderoso de transformação, eu não poderia deixar de falar sobre a noite de hoje: é Natal.

Por tudo que se possa dizer da data (que virou comércio, que mal é lembrada com o sentimento puro de nascimento do menino Jesus e etc), o Natal me comove como centelha da fé humana. A história do menino simples que despertou para o amor e sua condição de salvador (que, by the way, todos nós possuímos) irradia ternura e alegria pelas ruas desse mundão tão dolorido pelo esquecimento do homem. A noite de hoje, mesmo aos que não crêem, é sinônimo de família, de abraço afetuoso, de desejo de paz entre as nações, de reflexão.

Dizia eu, ainda há pouco, que a verdadeira fé não separa nem distingue, tampouco posso orgulhar-me de respeitar as religiões que não pratico. Ressaltar tal respeito seria o mesmo que admitir que há cisão na intenção de amor do homem e que considero "a minha verdade" superior a verdade do outro.

Hoje, o que eu quero é celebrar a fé de todos aqueles que crêem e que não desistem de viver num mundo melhor e mais justo, que desperta e mantém o amor entre todos, sem preconceito e com justiça. Quero abraçar todos aqueles a quem amo e de quem estou longe, senti-los no meu abraço e no meu coração, desejando ardentemente reencontrá-los para amá-los ainda mais, no corpo e na alma, na presença de todos os dias.

Quero, ainda, lembrar de quem não pode comemorar, seja pelo motivo que for, e desejar que, um dia, todos sintam em seu coração a mesma paz de quem tem fé e esperança na vida.

Feliz Natal a todos.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Nossos homens queridos

Alguns conceitos estão tão arraigados na nossa maneira de viver que nem nos damos conta das mudanças que vão lentamente tomando espaço na nossa cultura. Interessante que, quando a TV ou as revistas comentam as transformações comportamentais, a gente acha interessante, concorda até, mas, demora para identificá-las na própria vida. Essa ficha me caiu recentemente, esses dias.

Amplamente se fala da mulher independente, autora, mantenedora, que vem conquistando espaços cada vez maiores no mercado de trabalho e na condução do país. Na via paralela, os Fantásticos da vida comentam sobre o novo homem, mais participativo na educação dos filhos, presente nas tarefas de casa, etc. Mas, quantas de nós já reconheceu esse comportamento dentro de casa ou entre os amigos? Eu mesma escrevi outro dia neste blog sobre isso, considerando que as coisas permaneciam como no tempo da vovó.

O engraçado é que eu, particularmente, tenho a maior sorte em relações aos homens da minha vida (namorado, irmãos, primos e tios): todos, sem exceção, são grandes pais, cuidadores, participativos. E, mesmo assim, reconhecendo os perfis isolados, nunca tinha entendido que esses são os novos homens, os homens melhores (me perdoem os mais machistas e menos inteirados quanto à vida doméstica).

Eu não sei se todas as mulheres da minha família tem tanta consciência da sorte que possuem, mas é importante que tenham e que alimentem esses homens com todo o amor que as relações de troca precisam. Outro dia, comentei rapidamente sobre o Murilo Rosa e sua entrevista no programa da Marília Gabriela. Escrevi quão fofo ele é por ser tão amante da mulher e tão atencioso com ela e o filho.

A delícia é que esses murilos existem bem pertinho da gente, mulherada, por favor... alimentem! Às vezes, por acreditar que o nosso murilo tem obrigação de fazer isso ou aquilo, a gente esquece de apreciar a evolução. O que eu percebo em algumas mulheres é o medo de parecer amélia, sentir-se submissa por servir um copo d'água, fazer um agrado, servir o prato durante uma refeição. O triste é que a gente faz isso para uma visita, mas, não faz para o homem que ama. Talvez, seja medo de regredir a um tempo em que o homem mandava. Eu só acho que a gente precisa de um tanto de atenção para que tanta preocupação não descambe para o egoísmo e frieza.

Até mesmo Simone de Beauvoir, feminista de carteirinha, escritora determinada na discussão de propostas de mudanças radicais, e dona de frases como "é pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta", foi companheira de vida toda de Sartre, e escreveu também: "todas as vitórias ocultam uma abdicação" e "renunciar ao amor parecia-me tão insensato como desinteressarmo-nos da saúde porque acreditamos na eternidade".

Da onde eu concluo (daqui e de muitas outras experiências) que o amor e a dedicação são e sempre serão as coisas mais importantes da vida. Nenhuma bandeira de orgulho ou sutiã queimado em praça jamais será maior do que o carinho entre homem e mulher. Não quero dizer que a mulher precise voltar a ser dona de casa, nem nada. Aliás, a verdadeira independência não condiz com frieza ou distância, só torna maior o desafio dos limites.

Não tem coisa mais linda do que ver homens tão bem sucedidos no trabalho e tão afetuosos com seus filhos e tão generosos com suas mulheres. Esses homens aprenderam melhor e mais rápido do que nós, mulheres, a equilibrar suas prioridades e ceder em suas conquistas.

"Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro", já dizia meu querido Jung.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Delicadeza e alguma paciência

Não acredito na vida "em paz" de quem vive o meio do mato, ou na solidão do Tibet. Viver em sociedade é o maior desafio de quem verdadeiramente pretende ser uma pessoa melhor, pois exige respeito não só nos confrontos, mas, pricinpalmente nas miudezas do dia-a-dia. E viver bem, além desse respeito, requer cuidado e uma boa dose de delicadeza. Nesse quesito, tratar o outro como gostamos de ser tratado é fácil e faz toda a diferença.

Da minha parte, alguns detalhes costumam pesar muito no julgamento que faço do outro (eu sei, não deveria, mas é mais forte do que eu). Aqui, a idéia de levantar dicas sobre esse assunto é mais um pedido do que propriamente síndrome de Danusa: parece que o mundo ficou mais "sem noção" depois do advento internet e celular e atentar para a nova etiqueta pode ajudar um bocado as convivências. Se alguém quiser completar, é só escrever:


  • responder e-mail: gente, respondam, respondam sempre, nem que seja apenas com um "ok"! Uma das coisas mais deselegantes dessa vida virtual é enviar uma mensagem (muitas vezes, perguntando alguma coisa) e a pessoa do outro lado não dar a menor bola. E-mail é como um chamado de conversa e se você não responde é falta de educação;


  • o celular nos encontra a qualquer momento, mas nem sempre podemos falar como gostaríamos. Perguntar "você pode falar?" evita conversas interrompidas de supetão, ou, ainda, o famoso "tá, tá, tá" sem interesse;


  • por falar em telefone, não custa atentar: para ligações pessoais, não ligue antes das 10h da manhã nem depois das 10h da noite (principalmente no final de semana), a menos que você seja muito íntimo ou o assunto gravíssimo;


  • ainda ao telefone (ou msn): jamais esqueça de mostrar algum interesse. "Oi, fulano, tudo bem?" pode amenizar qualquer conversa, mesmo as mais difíceis;


  • pressa não é aval para grosseria: a gente acha que só porque está atrasado pode sair atropelando todo mundo, furar fila, xingar. Isso, além de piorar o seu próprio humor, desencadeia um efeito dominó de irritabilidade altamente desnecessário;


  • minha mãe usava uma expressão interessante: "fazer cortesia com chapéu alheio". Isso não é coisa só de gente abusada, não. A gente que se acha mais politicamente correto também comete esse deslize por vezes;


  • pais, não fechem os ouvidos para o barulho que seus filhos estejam fazendo, nem os olhos para a malcriação deles. Crianças estão sempre testando seus próprios limites e o limite dos pais, portanto, evitem que elas testem também a paciência dos demais;


  • se tem uma coisa que eu considero inadmissível é jogar indiretas (pra lá de diretas) sobre um assunto que não se tem coragem de falar às claras. Além de covardia, o outro se retrai e o assunto continua mal resolvido;


  • a última desse post (mas, nem de longe, a última das necessárias): pensar quinze vezes antes de palpitar na vida dos outros é coisa que a gente deve exercitar todo santo dia, faça chuva ou faça sol.

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência


O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

(Lenine)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Presente para o ano inteiro

Uma amiga veio me visitar hoje - despedida de ano é assim, a gente fica com vontade de ver todos os amigos como se dissesse "obrigada pela amizade por mais esse ano, sinto saudade, gosto tanto de você que preciso te dar um abraço" (às vezes não dá, o que me faz sentir muito). Mas, a minha amiga chegou tão quebradinha, tão chateada com um problema, que o abraço foi mais de desabafo, para só depois, então, tornar-se abraço de alívio.

E eu fiquei pensando em todas as coisas pelas quais a vi passar, por quantas mais ela passará, por tudo que cada um de nós vive, tantas gotas todos os dias até virar mar transbordando, caindo em destino.
§
Como budista, destino é coisa estranha pra mim. Desde que Sakyamuni entendeu a vida ele fala sobre carma, lei de causa e efeito. O raio é que a gente logo pensa que carma é coisa sofrida, que merece ser paga com dor e sacrifício, assim como o destino é sempre uma fatalidade. Carma, na visão do Buda, é o conjunto de efeitos bons e maus, que tende a ser mais gordo de um lado ou de outro dependendo da dieta que se faz. Aqui, gotas boas, cultivadas por bons sentimentos e ações somadas, deságuam naquelas situações felizes não por milagre, mas por mérito. No Budismo, ser feliz não é uma possibilidade, é uma consequência.

Em meio a tanta confusão, corre daqui, esquece dali, dá um jeitinho acolá, é preciso atentar para a finalidade: por que mesmo estou fazendo isso? por que mesmo continuo assim? minha vida caminha para algum lugar ou eu estou apenas sendo empurrado? e quem é que está empurrando mesmo?

Somos selvagens bons, como disse Rousseau, mas a gente pouco lembra disso e se castiga, esquecendo que merece bons tempos, boas companhias, boas contas. Foi Rousseau quem disse também "o homem nasceu livre, e em todos os lugares está acorrentado".

Acho que tem uma hora na vida, e aí a gente aproveita o final de ano, em que é preciso pesar. Nessa época, a família ganha importância, os amigos, as luzes alegres, a esperança, porque é isso que nos traz ao princípio e enche o coração de saudade. Saudade de um tempo feliz de criança que ganha bicicleta no Natal, faz conta pra saber quanto tempo ainda falta para crescer e vai dormir com birra porque não quer perder tempo sonhando . Saudade da inocência e da novidade. Todo dia tinha.

Ao invés de transbordar de agonia e pressa, a gente bem que podia gotejar esse espírito revigorante de ano novo para o ano todo. E se encher de presente, e dar pra alguém também. Presente do coração é uma delícia. Uma d-e-l-í-c-i-a.

Acho que o que mais faz falta para ser feliz é perder o medo de. Mas, aí (ai ai ai) é assunto tão longo e profundo que é melhor terminar por aqui com uma música linda do John Lennon (ele é a cara dessa época, não é?), War is over (Happy Xmas).

Beijos a todos, saudades de quem eu não puder ver até o final de ano :)

So this is christmas
And what have you done
Another year over
And new one just begun

And so this is christmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The older and the young

A very merry christmas
And a happy new year
Let's hope it's a good one
Without any fear

And so this is christmas
For weak and for strong
The rich and the poor one
The world is so wrong

And so happy christmas
For black and for white
For the yellow and red one
Let's stop all the fight

A very merry christmas
And a happy new year
Lets hope it's a good one
Without any fear

War is over - if you want it
War is over - if you want it
War is over - if you want it
War is over - if you want it

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Filhos cósmicos

Eu não sou astróloga, nem nada. O que conheço de cada signo é mais por observar e pelo pouco que estudei muito en passant num curso de Gnose que fiz há milhares de anos. Muito além da brincadeira que se lê nos jornais e revistas, eu acredito, sim, em combinações astrológicas. Ué, se a lua interfere nas marés, que dirá na gente, que é feito de 70% de água e muda de humor como se estala os dedos.

Genericamente falando, dá para desenhar o perfil de cada signo, inclusive físico. Guardando as diferenças de tudo o que os astros permitem (como ascendente, signo lunar, equilíbrio dos elementos no mapa astral - água, terra, água e ar), dizem também que, em todo signo, tem a turma que está mais evoluída (com as características nobres mais ressaltadas) e a galera que bate mais a cabeça (caindo mais nos "defeitos" do que nas qualidades).

Que me perdoem os que não concordarem com as descrições abaixo, é só uma farra para desanuviar a mente e, de novo, aqui tem só o meu próprio olhar e experiência. Bora lá:

Áries (21 de março a 20 de abril) - Regente: Marte / Elemento: Fogo - está aqui um ser impulsivo, sincero, meio autoritário. O ariano é líder nato, cabeça dura, espontâneo. É dito que é meio imediatista, mas quem não é nesse mundo? Guerreiros, são dedicados e conquistadores. Famosos: Airton Sena, Xuxa, Junior Lima. Queridos: minha sobrinha Marilinha, Lena e Wan.

Touro (21 de abril a 20 de maio) - Regente: Vênus / Elemento: Terra - eu sou taurina, portanto, me perdoem, mas eu pre-ci-so advogar em causa própria: é o melhor signo do zodíaco :) Persistentes e tenazes, os taurinos são leais, amigos e teimosos até os 30. Empacados, precisam de absoluta segurança antes de mudarem de lugar, mas, quando o fazem, estão certos e conscientes da escolha. Apaixonados, adoram boa música, a boa mesa e conforto. Famosos: Herbert Vianna, George Lucas, Sigmund Freud. Queridos: Rodrigo, meu primo Alan, Sara, Sheyla, Fabrício e Edu.

Gêmeos (21 de maio a 20 de junho) - Regente: Mercúrio / Elemento: Ar - simpáticos, versáteis e amigáveis. Um tanto indisciplinados, os geminianos são ótima companhia, mas há que se ter bons ouvidos: eles adoram falar! Distraídos por natureza, gostam de música e apaixonam-se com facilidade. Famosos: John F. Kennedy, Helen Hunt, Maria Fernanda Cândido. Queridos: Mamis, meu irmão Ismar, Sílvia, Déborah, Gabi e Marilena.

Câncer (21 de junho a 21 de julho) - Regente: Lua / Elemento: Água - cuidadosos, possuem forte instinto familiar. Normalmente introspectivos, são constantes e criativos, e estão sempre com um dedinho na arte. Famosos: Machado de Assis, Sartre, Betty Lago. Queridos: Alanzinho, Paulo, Chico e Ana.

Leão (22 de julho a 22 de agosto) - Regente: Sol / Elemento: Fogo - adoram ser o centro das atenções, mas também são generosos e inteligentes. Famosos: Jennifer Lopez, Tomoko Fujita, Caetano Veloso. Queridos: meus primos Pe, Po e Poliana, Pedro, Bola e Angélica.

Virgem (23 de agosto a 22 de setembro) - Regente: Mercúrio / Elemento: Terra - dizem que são perfeccionistas, mas, sei não. Eles adoram organização, mas alguns são bem bagunceiros, acho que é por causa do Mercúrio, o mesmo regente de Gêmeos! Amigos e sinceros, adoram uma festa, mas são sérios e profissionalmente dedicados. Os homens são altamente seletivos com a mulherada: submissão e tolice não é com eles! Famosos: Glória Pires, Sean Connery, Keanu Reeves. Queridos: minha sobrinha Marcela, João, Regina, Fernanda e Carla.

Libra (23 de setembro a 22 de outubro) - Regente: Vênus / Elemento: Ar - mudam muito de opinião e não são lá muito equilibrados, como o símbolo Balança sugere (mas, quem é, afinal?). Vulneráveis à beleza, têm gosto apurado para a estética e possuem forte senso de companheirismo. Famosos: Tim Maia, Brigitte Bardot, Washington Olivetto. Queridos: minhas primas Ellen, Anne e Sylvia.

Escorpião (23 de outubro a 21 de novembro) - Regente: Marte (ou Plutão?) / Elemento: Água - profundos e intensos, costumam levar a má e rasa fama de vingativos. Perspicazes e persistentes, são intuitivos e possuem profundo senso de pesquisa. Famosos: Graciliano Ramos, Diogo Vilela, Bill Gates. Queridos: meu sobrinho Paulinho, minha prima Débora, Lu e Jun.

Sagitário (22 de novembro a 21 de dezembro) - Regente: Júpiter / Elemento: Fogo - adoram novidades e aventuras. São idealistas e francos, alegres e joviais. Costumam ser ótimos em repassar o conhecimento que têm, mas têm uma tendenciazinha ao fanatismo. Famosos: Sabrina Parlatore, Carlinhos Brown, Victoria Paris. Queridos: as pequenas Taís e Tainá, Luciane e Ricardo.

Capricórnio (22 de dezembro a 20 de janeiro) - Regente: Saturno (lógico!) / Elemento: Terra - organizados e sérios, os capricornianos buscam a estabilidade. Persistentes e ambiciosos, precisam de conquistas sólidas e duradouras para sentirem-se confortáveis. Tendem ao isolamento e têm dificuldade em relaxar, pois estão muito voltados para o aspecto prático e realizador do dia-a-dia. Famosos: Anthony Hopkins, Maurice Béjart, Luís Carlos Prestes, Jô Soares. Queridos: meu irmão Franklin, Barabani, Rico, Carla Guedes e Socorro.

Aquário (21 de janeiro a 19 de fevereiro) - Regente: Urano / Elemento: Ar - visionários, modernos e inteligentes, são ágeis no pensar e amantes da arte em geral. Valorizam a liberdade, mas são amigos e fraternos. Muitas vezes são rebeldes porque se julgam incompreendidos, além de imprevisíveis e criativos. São inovadores e humanitários e representam as reformas sociais, mas precisam de alguém "mais chão" para concretizar seus objetivos. Famosos: Plínio Salgado, Maitê Proença, Mônica Waldvogel. Queridos: minha sobrinha Bia, meu tio Hildo, tia Ilma, Lau e também é meu ascendente.

Peixes (20 de fevereiro a 20 de março) - Regente: Netuno / Elemento:Água - famosos pela sensibilidade, os piscianos são intuitivos e românticos. Receptivos, têm a tendência a sentirem-se vítimas, pois assumem sacrifícios facilmente. Precisam de desenvolvimento espiritual e criativo (como a múscia, por exemplo) para canalizar tanta inspiração. Famosos: Levi Strauss, Gabriel O Pensador, Heitor Villa-lobos, Gabriel García Márquez. Queridos: Joaquim, Marcita, Jean e Claudio.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Linda Maitê


"Quando criança, Maitê Proença nunca foi elogiada por sua beleza. Os pais, intelectuais, não falavam sobre frivolidades em casa. “Só percebi que esse negócio de ser bonita era importante quando cheguei no Rio e virei atriz”, conta a paulista.

A atriz, que também virou apresentadora e escritora, lança segunda-feira, na Livraria Argumento, do Leblon, seu segundo livro: “Uma Vida Inventada — Memórias Trocadas e Outras Histórias”, romance com tintas autobiográficas em que duas personagens narram histórias separadas que se tocam e se confundem. “Quero esse jogo de pistas falsas. Se fizesse biografia clássica, não falaria sobre determinados assuntos, por pudor, por discrição”, diz.

Com franqueza desconcertante, Maitê conta no livro aventuras pelo mundo — ela conhece mais de 60 países. Também dramas como o do pai, que matou a mãe dela num crime passional: “Eu tinha 12 anos quando minha mãe morreu e o mundo se desfez. Meu pai, que a matou no auge de um ódio pelo amor que sentia, foi cuidar de si”, escreve." (fonte: O Dia online)

Abaixo, um trecho do livro que ganhei outro dia e vou ler assim que terminar o Sabino.

"Eu me apaixonei por um homem com voz de madeira e olhos que enxergam pássaros a distância. Foi na varanda de sua casa na África, à beira de um lago com patos selvagens. Ele falava de pedras arcaicas, mosaicos romanos em quebra-cabeça, da caça do dia e do outro dia, de aborígenes no deserto, de zepelins sobrevoando oceanos. E eu olhava os bichos pastando e o verde e o verde.

Ele foi contando histórias... eu respondia qualquer coisa só para o tempo encompridar. De noite nós partimos dali porque eu já não podia ficar, nem ele. Chovia, e era bom, e era confortável estar ao lado daquele homem. Hospedamo-nos num castelo de pedras para poder conversar mais, e, quando nos cansamos de tentar ficar íntimos de uma vez só, fizemos amor com urgência, porque assim tinha de ser.
Ele dormiu como fazem os homens depois dessas coisas, e eu fiquei sonhando acordada porque o vinho e as emoções misturadas não me deixavam pregar o olho. Enquanto amanhecia eu pensava que, se um dia for criar galinhas, elas serão d'angola, pintadas, como gosta o homem da voz de madeira que tem uma pena guardada na estante da sala. E eu o convidei para criar cabras no jardim do Burle Marx, ou na terra dele, se assim preferir. E o convívio com esse homem será leve e cheio de risos como eu preciso, e será triste também, como ele precisa. E será sempre confortável como estar só - mas estando juntos."

Day by day, through the years


Já faz um tempo que eu venho pensando sobre alguns chavões que se repetem a respeito do amor. Algumas frases vem se somando, e engraçado como a gente atrai aquilo que pensa mesmo, e aí pensa mais, atrai mais e vai se formando aquele círculo até que se ponha pra fora, pra romper e pensar em outra coisa.

Pois bem, cresci ouvindo "o amor é cego" e "quem ama o feio bonito lhe parece". Outro dia, numa chamada do Brothers & Sisters, uma frase de efeito: quem você ama pode ser quem você menos conhece.

Sinceramente, eu não acredito em nada disso. Não acho que o amor seja cego, nem que a gente distorce quem o outro é por conta de amar. Só é possível amar de verdade se a gente conhece, senão não é amor, é paixonite, ou, pior: dependência da grossa. É impossível que eu e o outro nos enganemos sem dar pista alguma de quem realmente somos ou queremos (por enganar eu quero dizer dourar a pílula, mostrar ser uma coisa que não é, enfeitar, e não trair ou maquinar maldosamente).

Sabe aquelas pessoas que passam anos vivendo mais ou menos e aí descobrem, "de repente", quem o outro é e passa a odiá-lo com fervor, feito doença mesmo? Eu não entendo, não compactuo com a figura de vítima que esse tipo adota. Nenhum relacionamento é 90 um e 10 o outro. Numa relação, qualquer que seja ela (mãe/filho, marido/mulher, amigo/amigo), cada um tem 50% de participação, mesmo quando parece passiva, receptiva apenas.
Portanto, eu não acredito que alguém ame quem lhe faça mal, quem lhe piore, quem lhe atrase. Há que se estar na mesma frequência para atrair o outro. Se o objeto de "amor" é motivo de infelicidade, das duas uma: ou é masoquismo ou aprendizado. Se for masoquismo, sempre haverá um sádico de plantão para completar. Mas, se for aprendizado, é bom tratar de aprender logo para viver a vida com tudo o que ela tem de melhor. Algumas vezes, o aprendizado traz rompimentos quando apenas um decide e age para mudar. Lembram da tal frequência? Pois é. Mas, se isso acontecer, não é melhor do que viver feito prisioneiro?


A vida é tão curta, tão curta. Merece ser vivida com o coração feliz, com o peito mais sossegado, com abraço na hora de dormir, com beijo de bom dia. Parece tão simples, mas a maioria vive sem. Imagino o quanto seríamos capazes de doar ao mundo se vivêssemos em paz nas nossas casas. Com a cabeça tranquila, com certeza olharíamos todas as pessoas com mais ternura e tolerância. Por isso esse mundo anda tão desorientado, violento. O povo anda infeliz, não é?


Eu desejo, mesmo, de todo coração, que, antes mesmo de 2009 chegar, e depois e sempre, tratemos de olhar primeiro para dentro para conhecer quem somos, e aí para o outro para enxergar se há amor para amá-lo como ele é e para viver a vida juntos. Day by day, through the years, como canta nosso Lenny Kravitz. Felicidade só existe se for (bem) compartilhada.


"Eis que uma vez, num dia mágico,
o encontrei
e ao conversarmos lhe falei sobre os reis
sobre as leis e a dor
e ele ensinou: nada é maior que dar amor
e receber de volta amor."


(Eden Ahbez, na versão do Caetano)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Abraçar o mundo começa pelas próprias pernas


Uma das grandes maravilhas de fazer aniversário é que, a cada ano, a gente melhora. Verdade. Tem um coisa que acalma no peito, mesmo na mais deliciosa euforia ou quando o sofrimento chega. Acho que Shakespeare, ao dizer "isso também passará", queria justamente falar sobre viver o presente, porque tudo passa, sim, não porque as coisas acabem, mas, e principalmente, porque elas acontecem.

Essa garantia de viver, dia após dia, hora a hora, construindo, renovando, lapidando mesmo, é um prazer que não se experimenta na ansiedade de quem vive fora do momento presente. Sabe aquela história de uma coisa de cada vez? Pois é, funciona.

Eu tenho reparado que sempre que eu me dedico "concentradamente" a cada pedaço do meu tempo, além da coisa fluir bem e de maneira objetiva, eu produzo mais e melhor. Por pedaço de tempo quero dizer tudo o que eu preciso e quero fazer: orar, trabalhar, namorar, conversar com as pessoas, dormir.

Parece que eu começo a entender o que é dedicação e que dedicação não tem nada de trabalhoso. Trabalho é para coisas que a gente "tem" que fazer, não para o que se gosta de fazer. E, mais uma vez, fazer aniversário traz bem a noção da diferença entre uma coisa e outra. Fica mais gostoso viver assim.

Encontrei com a minha vizinha hoje quando ela voltava do super-mercado. A dona Doroty está sempre fazendo alguma coisa, coisa incrível. Pois bem, eu jurava que ela tinha 65, 66 anos. Quase caí de costas quando ela me disse que tem 80! 80! Tão ou mais lúcida do que eu, bem disposta sempre, cuida do marido, um senhor de 84. Hoje ela me contava que ele havia desistido muito da vida depois que se aposentou. Achei triste porque ela é uma mulher viva demais. Aí eu fiquei pensando que se ele se dedicasse a algo que não fosse a sua própria misère ele ainda estaria vivo também.

Da onde eu concluo, agora, nesse instante, que talvez exista uma linha tênue entre o melhorar com o tempo e entregar-se a ele. E que, quem sabe, nós que buscamos tanto, questionamos tanto, vamos, afinal, quase sem perceber, conquistando nosso maior presente nessa vida: a plenitude.

Tá, ainda falta um bocado para eu chegar lá, mas, sabe?, tá bom demais esse meu caminho.

"... eu me perdi de noite
sem luz sob tuas pálpebras
e quando me envolveu a claridade
nasci de novo,
dono de minha própria treva."

(Neruda)

Lembranças do caminho de volta


Eu escrevi esse post há alguns dias, entretanto, colhendo os benefícios da tecnologia Google, quando ele for publicado eu estarei longe deste computador, sentindo saudade das minhas casas (essa da vila e a do coração do meu querido).

Sempre que viajo percebo o quanto gosto dos meus lugares: minha cidade, meu quarto, minha cozinha. Adoro minhas gavetas, tudo ali, guardadinho para quando eu precisar. Já repararam que em nenhuma viagem nossas coisas ficam acomodadas como em casa?

Lembro que quando vivi em Boston, depois da saudade das pessoas, o que mais eu sentia falta era do calor do Brasil (esse ar quentinho sempre, acho que isso é aconchego). O Brasil inteiro tinha virado meu lar enquanto eu estava fora.

Nem precisa ficar tanto tempo ausente, basta alguns dias para que reencontrar as pessoas na volta dê a sensação de encontrá-las, de novo, como se fosse a primeira vez. Tem emoção, vivacidade, coragem. Engraçado isso, mas a saudade tem esse dom mesmo: provoca rejuvenescimento nas relações, no cotidiano, até na saúde. A luz da vizinhança parece tão mais amorosa depois da minha ida...

Estará comigo nesses dias o Encontro Marcado, de Fernando Sabino. Nessas horas é que penso que tem uma turma nessa vida que é tudo igual no coração: sente as mesmas dores, sorri dos mesmos riachos, enxerga a curva pronta para acontecer a todo instante. E me impressiono como ainda nenhuma apostila conseguiu evitar tanta passagem. Acho que é porque cada um precisa fazer a sua viagem mesmo, sem ela ninguém vê paisagem alguma.

Por isso, eu vou, mas eu volto. Por isso, eu caminho para casa, usando as palavras de Sabino, ora pela escada, ora pela ponte, procurando sempre, sempre, sempre o divino encontro.

Viajar é uma delícia, mas ficar é melhor ainda.

"De tudo ficaram três coisas:
a certeza de que ele estava sempre começando,
a certeza de que era preciso continuar
e a certeza de que seria
interrompido antes de terminar.
Fazer da interrupção um caminho novo.
Fazer da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sono uma ponte,
da procura um encontro."

(Fernando Sabino, O Encontro Marcado)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Gema em lapidação, foi assim




Reflexos, azulados e brilhantes
e a folha branca do papel
já amassado sob os meus braços

dos asterismos de tua gema resultam os raios
coadjuvantes do teu colo à noite
protagonistas dos teus sonhos e desejos
nome escolhido, com certeza herdado

testemunho a transformação
a gema lapidada em jóia,
me arvoro ourives, me pretendo parte
e sou apenas o reflexo da luz azul que ilumina minhas folhas

corindon é tua raiz, tal qual a minha
tua cor azulada é detalhe, somos frutos da mesma pedra
ser fruto de pedra é testemunhar a história antes da História...

de um lado vermelho, de um lado rubido outro azul, do outro safira
nada nos cabe melhor, meu amor, nada.
(RB)

Pedaços de amor


Watching you
I'm wanting you everytime
My soul seemed locked in darkeness
But you brought me the light
If I only knew how to do
how to become part of you

Sometimes, I get so lost in my mind
and if I want some peace
I run straight to your arms
and see you leaving me is the hardest pain I can feel
You go like the sun setting down
Always vanish with a smile

And if I ever run,
I'll never have the strength to go very far how could
I survive without you near me,
to heal up my heart?
How i wish it never ends
How I wish you never run away

And as I find in you my reason to beI love you more day after day
But should this time ever come I hope to see you fading away
With the smile you gave me once

Girl you got me going insane
Girl you got me going insane...

¨

Seja minha,

minha sombra feita de coqueiros, corrente e brisa marinha
solidão que acaba em mim sozinho
minha imagem refletida
Num espelho d'águas mansas e macias
copa de árvore onde eu faça um ninho
Min'alma cantante
meu corpo em grito
Seja minha amante, seja minha
Porque o dia da dúvida passou
e o medo de te perder me dá vertigem
e o que houver de esquerdo e triste
vamos endireitar a ferro e amor

Porque ser minha
é opção da vida inteira
é abdicar de qualquer outra opção
é não perder o medo jamais
é domar o coração
com entregas e promessas sussurradas

Seja minha por inteiro
O inteiro dos teus dias e que noites vazias do meu peito
Sejam noites de vigília
À espera, à espreita
Fera enjaulada e sem fuga
que meu amor seja tua prisão
da qual nem os pensamentos se libertem
Que meu amor seja teu alimento, tua água e teu vício
Que meu amor seja o teu, seja meu único abrigo

¨

deixa eu te contar
desse dia lindo que fez hoje
e de como você me fez falta
deixa eu te contar
de como vai fazer calor essa noite
e de como você me fará falta
falta se tem daquilo que se achou ou daquilo que se perdeu

eu não te perco, eu te acho sempre, e cada vez mais,
em todos os lugares onde estou
na piscina de manhã cedinho,
na mesa do almoço repleta de gente
na chuva que cai de tarde e que dá um sono...

e agora, nessa hora tão mortinha,
em que ainda não teminei meus "afazeres"
embora já possa antegozar o descanso que virá
nessa hora, nesse minuto exato
eu te amo muito mais do que já sabia
e amo saber do tanto que você já faz parte disso tudo
(escrito pelo Rodrigo)